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Blimunda de março chega com notícias de Macau, e de mais uma edição do Festival Rota das Letras. Nas páginas desta edição, um artigo sobre a poesia de Jidi Majia, traduzida por José Luís Peixoto, e o relato de um encontro que juntou os dois escritores no Festival.

 

No infantil e juvenil, o retrato de 13 anos de Semanas da Leitura em Portugal, com relatos de alguns dos que as organizam ou que nelas participam.

 

Na secção Saramaguiana, destaque para O Ano da Morte de Ricardo Reis, recuperando um texto publicado no Jornal do Brasil em 1988, ano em que o romance chegou aos leitores brasileiros.

 

Para além destes destaques, a Blimunda traz as suas secções habituais, com muitos e bons conteúdos para ler.

 

 
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ReferênciaBlimunda # 82. (2019). Mailchi.mp. Retrieved 8 April 2019, from https://mailchi.mp/josesaramago/blimunda-82

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Revista LER | Verão 2018

 

Novas formas de cerceamento da liberdade de expressão e artística em matéria de sexualidade, novas e cada vez mais finas abordagens de género, legislações restritivas, repressão social da pornografia e do livre arbítrio do comportamento sexual privado, censura de conteúdos programáticos nas escolas e universidades, acusações de assédio sexual sem exigência de ónus da prova – e a lista segue. Sofremos os efeitos secundários de mudanças sociais e correções políticas necessárias ou estamos a entrar numa nova era sexualmente restritiva?

 

Na terceira viagem ao que pensava ser a costa ocidental da Ásia, Cristóvão Colombo, talvez inspirado pela nudez das indígenas, anotou que o mundo não era afinal redondo, mas em forma de mama feminina, com o Paraíso por mamilo situado numa ilha, algures perto da atual Venezuela. Colombo ficou para a história como o descobridor da América e, progressivamente, também como o impulsionador do genocídio, estupro, tortura, comércio e repressão cultural dos povos nativos e o responsável pela primeira epidemia de sífilis de que há notícia na Europa. Se fosse hoje, Walt Whitman seria autorizado a louvá-lo como profeta («Prayer of Columbus»)? Muito provavelmente, não. Hoje, em cada vez mais cidades norte-americanas, o feriado nacional de 12 de outubro, instituído em 1932 em honra de Colombo, está a mudar de nome para Dia do Povo Indígena. Hoje, em cada vez mais editoras norte-americanas, recorre-se a sensitive readers para a leitura de originais e eventual higienização do texto quanto a eventuais ofensas a determinados grupos de leitores ou eventual revisão e inserção de texto que seja mais conforme com eles. Hoje, pelo menos metaforicamente, o mundo corre o risco de se tornar quadrado.

 

No final do século XIX, os contemporâneos do autor de Folhas de Erva consideraram a sua poesia ultrajante, pornográfica e imatura e criticaram-na e censuraram-na o mais que puderam. Whitman perdeu o emprego como escriturário público, por «falta de carácter moral», e viveu grande parte da vida na pobreza, ajudado por uns quantos amigos que reconheciam a grandeza da exuberância emocional e do radicalismo estilístico da sua obra. O próprio Ralph Waldo Emerson, pensador transcendentalista que inspirou e apoiou o auto-intitulado bardo da América, aconselhou-o a expurgar do poema «Filhos de Adão» o manifesto conteúdo homo-erótico.

 

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Entrevista de Maria João Costa | Revista Ler

 

Vive perto da Costa da Caparica, mas a quatro quilómetros do mar. É a ele que recorre quando quer resolver «problemas técnicos de escrita». Luísa Costa Gomes escreveu para a Fundação Francisco Manuel dos Santos um retrato sobre a Costa da Caparica, o território onde foi descobrir histórias de escritores que ali procuraram refúgio. No livro Da Costa a escritora começa por dizer que se pôs a escrever sobre coisas de que nada sabia – e descobriu histórias de exclusão que confirmam «o estigma» da margem sul do Rio Tejo. Olha para retrato que escreveu como uma «deambulação». «É uma fatia de tempo.» Quase em simultâneo lançou também um romance, Florinhas de Soror NadaA Vida de Uma Não-Santa (Dom Quixote). 

(...)

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Entrevista de Isabel Lucas | Fotografias de Pedro Loureiro | LER - verão 2018

Até que ponto o desejo é político? Na literatura, o desejado está do lado da verdade ou da mentira? Como é que se está a escrever sobre o desejo e de que forma ele parece estar apagado do discurso político. Este é o princípio de uma conversa com o escritor brasileiro Bernardo Carvalho, 57 anos, autor de teatro, contos e romance – a maior parte publicados em Portugal –, vencedor de alguns dos mais importantes prémios de língua portuguesa, voz dissonante que procura não replicar modelos e que em 2016 publicou um romance polémico, que dividiu a crítica. Simpatia pelo Demónio, conta a história de um homem que tem a missão de combater a violência global mas incapaz de se proteger a violência causada pelo seu próprio desejo. O livro ainda não chegou a Portugal, mas o escritor transforma essa escrita numa discussão abrangente sobre o tempo presente que pede a normalização de comportamentos e de que resulta uma literatura que funciona sobretudo como um espelho dessa norma. É o momento em que se foge aos caos através de convenções limitadoras da criatividade, diz Bernardo Carvalho numa conversa que quer fazer frente a uma literatura impostora. (...)

 

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AdolesCiência é uma publicação electrónica de caráter multidisciplinar, com arbitragem científica independente e disponível em acesso aberto.

 

O primeiro número foi publicado, como previsto a 30 de abril de 2012. O segundo número foi publicado a 24 de dezembro de 2013. O terceiro número de 2014 em dezembro de 2014. O quarto número em março de 2017 e o quinto número encontra-se já disponí­vel. Não podemos, por isso, deixar de dirigir umas palavras aos que se envolveram neste projeto, que aceitaram este desafio e que tornaram esta primeira fase possível.

 

Agradecemos a todos os que, disponibilizando o seu tempo pessoal, aceitaram a tarefa de revisão dos trabalhos, sem a qual a edição em curso não existiria.

 

Felicitamos os professores que acreditaram neste projeto e confiaram nos jovens, incentivando-os a participar.

 

Felicitamos todos os jovens que aceitaram o desafio colocado pelos professores, se atreveram a percorrer este caminho e não desistiram quando essa era a vontade maior e a decisão mais fácil. São os primeiros jovens a desenvolver trabalhos deste género para uma revista também pioneira e isso deve ser motivo de orgulho para todos vós.

(...)

 

Ver Publicação atual: Vol. 5 n.º 1 - novembro de 2018.

Descarregar revista completa: adolesCiência - Vol. 5 n.º 1 - novembro de 2018

 

Referência: adolesCiência . (2015). Adolesciencia.ipb.pt. Retrieved 8 November 2018, from https://www.adolesciencia.ipb.pt/index.php/adolesciencia

 


RBE


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