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Nos últimos meses a RBE tem desafiado as bibliotecas a partilharem algumas das suas práticas: Cartazes do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (outubro); bibliotecas seguras em ação (novembro); conjuntos de livros para ler nas férias do natal (dezembro); espaços de colaboração (janeiro)… E elas fizeram-se presentes, responderam aos pedidos e deram o seu melhor!

Presentemente, muitas bibliotecas sentem necessidade de implementar processos de requalificação mais ou menos profundos, atualizar-se e preparar-se para os novos desafios, adaptar-se a contextos de aprendizagem diferentes e inovadores. Importa, pois, difundir casos de sucesso, que possam ser inspiradores para todos aqueles que, em maior ou menor grau, pretendem fazer uma reformulação de vanguarda dos seus espaços.

Desta vez, é, pois, tempo de os serviços centrais e os coordenadores interconcelhios serem desafiados: mostrar espaços de biblioteca inovadores, em Portugal ou fora dele, que mostrem novos caminhos.

A divulgação acontecerá no Instagram da RBE, durante o mês de fevereiro, e serão partilhadas soluções convenientes a estas novas aceções e configurações do espaço, baseadas em princípios logísticos que valorizem a flexibilidade e a adaptabilidade a diferentes modalidades de utilização.

Então, em fevereiro, as bibliotecas, não terão oportunidade de interagir no Instagram da RBE? Pelo contrário. Ao longo do mês, as oportunidades de participação surgirão muito frequentemente. Continuem atentos! Participem!

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Quando um Diretor gosta de ler, ele tem a perceção de que o Mundo e Portugal estão num vertiginoso e imprevisível processo de mudança, de insatisfação e de insegurança globais. Mas, também sabe onde pode procurar proteção para as causas educacionais, políticas, sociais e culturais, levando as suas crianças e jovens a serem capazes de lidar com as mudanças, no sentido favorável, e vencer a incerteza.

Quando um Diretor gosta de ler, ele orienta os seus colegas para os processos de articulação e de flexibilidade curricular, com base na estrutura que desde há muito proporciona recursos para o desenvolvimento das diferentes literacias e contribui para uma formação holística dos alunos, dando cumprimento às áreas de competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

Quando um Diretor gosta de ler, ele estimula à intervenção dos alunos, incentiva à organização de mesas-redondas e debates, à participação em assembleias de estudantes, enfim, dá voz aos alunos para gritarem bem alto contra os grandes dramas da humanidade, como naquele dia 1 de fevereiro, dia mundial da leitura em voz alta, em Alcochete! Ficou, então, um grito pelos jovens contra este mar, o Mediterrâneo, que muitas vezes não nos traz de volta a “casa”…[1]

Quando um Diretor gosta de ler, ele encontra no centro da sua escola um local de acolhimento, de proteção e de desenvolvimento de competências essenciais para os que, muitas vezes, resultado de uma sociedade mais desigual, vivem em condições muito adversas. Aqui, todos os alunos podem ouvir, ler, aprender, aprender a fazer e criar. Este espaço, que incorpora mesmo estágios escolares e até profissionais, dá força ao cumprimento do Regime Jurídico da Educação Inclusiva.

Quando um Diretor gosta de ler, ele regozija-se quando o ethos da escola se reconhece nos projetos culturais e artísticos, que se desenvolvem colaborativamente entre pares, de promoção de uma identidade local e global. Em Alcochete, o sal e outros objetos do seu património foram transportados numa canastra por todos os membros da comunidade educativa: das crianças da educação pré-escolar ao ensino secundário, à educação de adultos, ao pessoal docente e não-docente, aos pais, todos construíram, no coletivo, a identidade do seu agrupamento.[2]

E quando o Diretor não gosta de Ler?

 

Cristina Vinagre Alves – Diretora do Agrupamento de Escolas de Alcochete

 

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[1] Dia 1 de fevereiro de 2019, Dia Mundial da Leitura em Voz Alta. O PNL2027, a Câmara Municipal de Alcochete, o Agrupamento de Escolas de Alcochete e a ANDANTE Associação artística organizaram o Espetáculo de Leitura em Voz Alta - Clube MED, integrado na Campanha de Leitura em Voz Alta EUROPE READS, promovida pelo consórcio pan-europeu de organizações promotoras da leitura EUREAD. Todas as turmas do agrupamento se juntaram a esta campanha internacional, realizando a leitura em voz alta da mesma obra – Clube Mediterrâneo doze fotogramas e uma devoração.

[2] O que levas na Canastra – livro construído por turmas e grupos de membros da comunidade educativa, a partir de objetos do património local de Alcochete, na metodologia de história coletiva, e com ilustrações elaboradas pelas turmas de Artes do Ensino Secundário, sob orientação da editora Alfarroba.

 

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Imagem: https://cutt.ly/djW6cbf

Recentemente, encontrei uma pessoa que me perguntou em que é que eu trabalhava. Respondi-lhe que sou professor bibliotecário. «Só fazes isso? Não permitem que faças mais nada?» - perguntou a pessoa.

Tinha mil respostas para a pergunta, nenhuma deles muito simpática. Fiz o que a maioria dos canadianos faz: ri-me, encolhi os ombros e disse algo do género «bem, temos sempre muito que fazer por aqui.»

O incidente levou-me a refletir sobre o quão isolado o professor bibliotecário se pode sentir, sobretudo em escolas onde existem muitos departamentos e estão sempre a acontecer imensas coisas. Pode ser difícil fazer autopromoção e demonstrar o valor do nosso trabalho, porque não está nos nossos genes andarmos a apregoar aos quatro ventos o que fazemos. Pelo menos é esta a minha opinião. Poderei estar errado, mas retraio-me quando penso em enviar emails a centenas de pessoas e em vangloriar-me sobre as coisas interessantes que fazemos na biblioteca, todas as semanas e, às vezes, todos os dias.

Se é professor bibliotecário e pretende divulgar um estudo de caso sobre algo relevante que fez ultimamente, pode sempre fazê-lo em Great School Libraries Campaign.

A acrescentar a isso, eis algumas formas de fazer autopromoção do trabalho do professor bibliotecário:

Participar em assembleias escolares
As assembleias escolares permitem que o professor bibliotecário se apresente aos alunos e professores, sobretudo aos que acabaram de chegar. Eu tenho sorte, porque posso participar em assembleias escolares, ao longo do ano letivo. Obviamente, na era COVID estas assembleias são realizadas virtualmente, no entanto, são uma ótima forma de o professor bibliotecário aparecer. Para algumas pessoas, falar em público representa um medo de morte, mas falar publicamente, de modo virtual, pode acalmar os nervos e permite chegar a grandes grupos de pessoas.

Partilhar informações
Continuamos a ter os nossos momentos de partilha de informações, respeitando a distância social, e, no fim, todas as pessoas presentes têm oportunidade de falar com os professores e de fazer promoção de uma atividade ou lembrá-los de um evento que vai acontecer. No passado, cheguei a convidar alunos «amigos da biblioteca» para apresentarem os nossos programas. Ao mesmo tempo, pedi ao diretor autorização para utilizar um espaço exclusivo na sala dos professores para promover os nossos programas, portanto agora tenho um quadro disponível apenas para informações da biblioteca.

Fazer chegar a biblioteca aos professores
Pedi aos nossos alunos «amigos da biblioteca», conhecidos pelos «Booklings», para organizarem uma pequena biblioteca itinerante para colocarmos na sala dos professores. Os alunos escreveram recensões de livros em postais e juntaram-nos aos livros que, na sua opinião, iriam agradar aos professores. Esses livros foram levados para a sala dos professores, juntamente com uma folha de registo de empréstimo manual. A ideia teve tanto sucesso, que tivemos de renovar o stock de livros. Em tempos de COVID, vou pedir aos «Booklings» para terem os livros prontos, depois estes ficarão em quarentena durante 72 horas, antes de serem levados para a sala de professores.

Participar nas reuniões de professores
Participar nestas reuniões tem trazido imensos benefícios à biblioteca. No início do ano, peço aos coordenadores de departamento para participar nas suas reuniões durante cinco ou dez minutos para promover o trabalho da biblioteca. Explico que o professor bibliotecário está disponível para dar aulas aos alunos de todas as idades, sobre literacia digital e pesquisa orientada, de forma contextualizada. Para dar estas aulas, tenho assistido a aulas de Artes, Educação Musical, História e Inglês, claro.

Convidar os professores e os auxiliares para todos os eventos
Sempre que promovo algum evento na biblioteca, convido a comunidade. Os eventos podem incluir (agora virtualmente) encontros de autores com grupos de alunos, o nosso clube «Dungeons and Dragons» (que está a funcionar com um grupo de alunos do 9.º ano), entre outros.

O artigo «Is that all you do» Self-promotion as a school librarian, da autoria de Lucas Maxwell, foi originalmente publicado no sítio Bookriot, a 2 de dezembro 2020. Texto traduzido livremente a partir do inglês, com autorização do autor.

 

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Os resultados de um questionário realizado através de uma colaboração informal entre o MILObs e a RBE, em 2019, vão estar em foco no seminário “Literacia Mediática na Biblioteca Escolar”, a realizar no próximo dia 28 de janeiro, às 14h30, via Zoom. 

Um estudo sobre a situação da educação para os media em Portugal, publicado em 2011, identificava as bibliotecas escolares como atores emergentes na promoção da literacia mediática nas escolas. Desde então, o contexto foi evoluindo, salientando-se a publicação dos referenciais Aprender com a Biblioteca Escolar (RBE, 2012 e 2017) e Referencial de Educação para os Media (DGE, 2014); a formação de professores e professores bibliotecários nesta área; a atenção e importância crescente que a educação para os media tem assumido nos planos internacional e nacional, quer em termos sociais e políticos, quer educativos.

Tendo em conta o descrito e o trabalho crescente que os professores bibliotecários têm vindo a realizar no domínio da literacia mediática, como atestam os números de aplicação anual do Aprender com a Biblioteca Escolar, considerou-se importante efetuar um estudo atual sobre a situação da educação para os media no contexto da biblioteca escolar. Este estudo teve por base a aplicação, em 2019, de um questionário online, à totalidade dos professores bibliotecários em funções na rede pública de Escolas e Agrupamentos, tendo sido validados um total de 723 questionários. 

Os resultados deste questionário, que retrata o panorama da literacia mediática nas bibliotecas escolares – o que se tem feito e também os problemas identificados –  são apresentados no Seminário/ FILM online organizado pelo MILObs e RBE em parceria com o GILM.  

Convidamos todos os interessados na temática e, muito especialmente, os professores bibliotecários que participaram no questionário, a inscreverem-se aqui, a fim de receberem a hiperligação de acesso.


NOTA: A participação é gratuita, mas a inscrição no seminário é obrigatória.

 

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As formações realizadas pela PORDATA, através da sua parceria com a RBE, prosseguem em 2021.

Os Agrupamentos/ Escolas não agrupadas poderão solicitar a realização da formação Pordata, dirigida a alunos do ensino secundário, ou Pordata Kids, dirigida a alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos do ensino básico. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, existe a possibilidade de deslocação do formador às escolas, mas atendendo à situação da pandemia, sugerimos que as sessões sejam preferencialmente a distância. Nas restantes regiões do país, a formação será apenas a distância.

Cada Agrupamento/ Escola não agrupada poderá requerer um máximo de 10 sessões. Solicita-se, no entanto, uma única inscrição por Agrupamento/ Escola de modo a racionalizar o agendamento das sessões. Após a receção das inscrições, a equipa da Academia Pordata procederá ao contacto com o Agrupamento/ Escola a fim de agendar as diferentes ações solicitadas. Qualquer das formações referidas é gratuita e tem a duração de 50 a 90 minutos, apenas se exigindo uma sala com computador, projetor de vídeo e ligação à Internet.

O formulário de inscrição está disponível no portal da RBE.

Artigo completo: PORDATA e PORDATA KIDS


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