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47% das grandes empresas vão aumentar a contratação de perfis digitais nos próximos anos. São necessários cadea vez mais especialistas em big data, análise de dados, segurança cibernética, marketing de rede, posicionamento, estratégia de negócios digitais ... A coleção 'Profissões digitais', uma publicação on-line e em papel da Fundação Telefónica, mostra as novas profissões que estão a mudar o cenário de empregos em todo o mundo.

 

Atualmente, 80% dos jovens que está a estudar vai encontrar trabalho em algo que não existe. Por isso, a Fundação Telefónica através do seu programa Conecta Empleo alavanca e fomenta a formação digital dos jóvens por via de potentes ferramentas que contribuem para a sua transformação. Uma delas é a nova coleção  ‘Profesiones digitales’, un conjunto de monográficos que se podem consultar e descarregar de forma gratuita:

 

Como novidade, a Fundação Telefónica acaba de lançar o 42 Madrid, um campus de programação inovador no qual ainda se pode registar através da sua plataforma on-line. Um método de ensino disruptivo, acessível a todos, sem aulas, sem livros, sem limite de idade, aberto 365 dias por ano e gratuito, que procura formar profissionais qualificados e especialistas em digital.

 

Referência: ¿Qué profesiones digitales demandan las empresas? | Fundación Telefónica España. (2020). Fundaciontelefonica.com. Retrieved 2 January 2020, from https://www.fundaciontelefonica.com/noticias/profesiones-digitales-mas-demandadas-empresas/

 

 

 

Só a educação nos dá esperança e futuro | muzoon almellehan

A visão de uma jovem refugiada sobre a educação

26.12.19

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Muzoon Almellehan · Refugiada e embaixadora da Unicef

 

 

 

“Meu querido parceiro refugiado, nunca pares de aprender, nunca pares de sonhar. Nunca percas a esperança". Assim começa a carta que Muzoon Almellehan dedica às crianças que sofrem a devastação do conflito armado. Ela também teve que fugir. Com 14 anos, escapou da Síria com a sua família, indo para um campo de refugiados na Jordânia. Como bagagem, ela carregava apenas o essencial: os seus livros escolares. "A educação dá esperança e estabilidade, porque educação significa futuro", diz ela. 

Durante os três anos que passou em campos de refugiados, lutou para consciencializar as famílias de que os jovens deveriam continuar a estudar. A sua história inspiradora, a sua coragem e a sua forte defesa da educação fizeram com que muitos se referissem a ela como a 'Malala Síria'. 

Em 2017, tornou-se a primeira Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF com o status de refugiada. Atualmente, reside no Reino Unido, onde estuda Relações Internacionais. "A minha mensagem aos líderes mundiais e organizações internacionais é que eles devem concentrar os seus esforços nas crianças para que tenham acesso a uma educação de qualidade, independentemente da situação em que se encontrem", conclui.

 

Referência: “Solo la educación nos da esperanza y futuro”. (2019). BBVA Aprendemos juntos. Retrieved 26 December 2019, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/solo-la-educacion-nos-da-esperanza-y-futuro-muzoon-almellehan/

O futuro incerto da educação escolar | artigo

Tendências pedagógicas

21.12.19

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Tendencias Pedagógicas

ISSN-L: 1133-2654 | ISSN-e: 1989-8614

DOI prefix: 10.15366/tp

URL: https://revistas.uam.es/tendenciaspedagogicas

O FUTURO INCERTO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR

[...] A perda progressiva do papel monopolista historicamente atribuído à educação escolar é confrontada com o surgimento de novas agências e parceiros de disseminação de conhecimento que, através de redes, ecrãs e dados, não só incomodam, mas também desafiam as estruturas da velha escola, criando, em muitas ocasiões, práticas com maiores níveis de legitimidade social.

A escolaridade é um fenómeno relativamente recente na história da humanidade que, nos últimos cem anos, alcançou metas anteriormente impensáveis, como o acesso sem precedentes da maioria da população mundial às ferramentas básicas de leitura e de escrita. Mas o aumento do acesso veio acompanhado de novos desafios.

Os sistemas escolares apresentam enormes dificuldades para melhorar esse acesso em termos qualitativos e igualitários: o país e a origem socioeconómica, o género e a etnia continuam a ser importantes preditores do nível de formação das pessoas. Os sistemas de educação não conseguem reduzir as iniquidades de nascimento, sobretudo nos países em desenvolvimento, e também falham na formação em novas literacias ou nas competências que a sociedade atual exige. [...]

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Referência: Cobo, C. & Narodowski, M. (2020). El incierto futuro de la educación escolar. Tendencias Pedagógicas, 35, pp. 1-6. doi: 10.15366/tp2020.35.001

 

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Autor : Philippe Delmotte | 2019

Descarregar a brochura - 1.º Nível do secundário (pdf - 2,7 Mo - 46p) 

Descarregar a brochura - 2º e 3º Nivel do secundário (pdf- 2,9 Mo- 35 p)

 

A educação para os media desenvolve-se em torno de três objetivos principais:

  1. desenvolver no aluno a capacidade de analisar de forma crítica as mensagens mediáticas;
  2. promover o desenvolvimento das competências de expressão e de comunicação, através dos media;
  3. permitir uma reflexão sobre os seus próprios comportamentos face aos media, quer como receptores quer como emissores.

A educação para os media favorece o desenvolvimento pessoal do indivíduo e a sua responsabilidade cívica. Por esse motivo, considera-se que o conhecimento do mundo, da nossa identidade e das nossas relações com os outros são tão condicionados pela utilização dos media que é fundamental dar-lhes um lugar de destaque, através do questionamento filosófico e cívico.

São disponibilizadas duas brochuras, organizadas em torno de quatro capítulos, que pretendem levar o aluno a:

  • construir um pensamento autónomo e crítico;
  • conhecer-se a si e abrir-se ao outro;
  • construir uma cidadania assente na igualdade de direitos e na dignidade;
  • envolver-se na vida social e no espaço democrático.

Tradução, com adaptações, do francês.

 

Referência: Pistes pédagogiques pour mettre l'éducation aux médias au service de l'éducation à la philosophie et la citoyenneté. (2019). CSEM. Retrieved 19 December 2019, from http://www.csem.be/mediasphilosophiecitoyennete

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educare.pt |

Investigação conclui que há fatores críticos que impedem que o sistema escolar seja mais democrático e, consequentemente, que os alunos obtenham melhores resultados. “Políticas educativas e desempenho de Portugal no PISA (2000-2015)” analisa 15 programas, entrevista professores, diretores e inspetores, para compreender o que mudou na Educação e que explique os resultados alcançados no programa internacional de avaliação.

 

É uma análise extensa e pormenorizada sobre políticas educativas e o desempenho dos alunos portugueses no PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos entre 2000 e 2015. Analisaram-se 15 programas que materializam as políticas públicas das últimas três décadas para compreender o que mudou no sistema escolar que possa estar relacionado com a melhoria da qualidade da Educação, tendo em conta os resultados do PISA. “Políticas educativas e desempenho de Portugal no PISA (2000-2015)” reúne os resultados das análises feitas por uma equipa coordenada por Domingos Fernandes, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Há conclusões e recomendações.


A grande maioria dos 15 programas analisados teve efeitos positivos nas escolas, nos professores e nos alunos. Há, no entanto, alguns que merecem particular destaque quer nas intervenções dos participantes no estudo, quer nas avaliações, estudos ou reflexões que foram consultados. A RBE, por exemplo, é um programa cujo sucesso é referido unanimemente por todos os intervenientes. “A sua forma de organização e estrutura funcional, o facto de as escolas terem de criar um projeto para aderir ao programa, a forma como está inserido nas escolas, as dinâmicas criadas através dos projetos que se geram no seu âmbito e a colaboração próxima com os alunos e com os seus professores parecem ser aspetos, entre outros, que fizeram deste programa, já com cerca de 22 anos, um interessante exemplo que em muito tem contribuído para melhorar os níveis de literacia da leitura dos alunos portugueses, muito particularmente ao nível do Ensino Básico”.



O Presidente da República vê nos resultados do PISA um esforço em melhorar a qualidade da Educação e o peso do contexto socioeconómico. “Há duas realidades. Uma realidade é que aqueles que têm piores condições económicas e sociais também têm piores condições, às vezes, quer de afirmação, quer de recuperação, quer de progressão. Mas, em geral, há um esforço demonstrado por estes resultados no sentido de melhorar a qualidade do ensino e da educação em Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que “apesar de aspetos críticos no nosso sistema de educação, há passos positivos que estão a ser dados”.

 

Referência: Oliveira, S. (2019). PISA | Retenções, faltas às aulas, frequência no pré-escolar. Três pontos a aprofundarEducare.pt. Retrieved 15 December 2019, from https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=158386&langid=1

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Alex Beard, educador e escritor

O importante não é que os jovens acumulem dados, mas sim, que aprendam a perceber se as suas fontes são fiáveis.

Alex Beard: “Temos que assegurar-nos de que os estudantes sabem pensar de maneira crítica”.

Ver programa completo : A educação não deveria ser rotineira nem competitiva.

 

Media não confiável, redes sociais, notícias falsas e inteligência artificial ... Para Alex Beard, o mundo mudou e o sistema educacional atual não está a dar as respostas efetivas a essas mudanças: “Os jovens de hoje precisam entender como funcionam os algoritmos que moldam as suas vidas e quem os cria ”, diz ele.

Adapte a educação de hoje aos desafios das gerações futuras. Essa é a grande preocupação, e também o objeto de estudo, deste educador e escritor britânico. Tudo começou com uma pergunta: como deve ser a aprendizagem do século XXI? Para investigar, deixou o ensino e decidiu de mochila ao ombro viajar pelo mundo para estudar os métodos educacionais mais inovadores e avançados. De tudo o que aprendeu nas suas viagens, ele enfatiza que "devemos levar a criatividade mais a sério" e que "estamos no limiar de uma revolução no ensino". Em relação à inteligência artificial, Beard é otimista: ele afirma que estamos errados ao comparar o cérebro humano com a inteligência artificial, porque "o cérebro humano é orgânico e rebelde". 

 

Referência: Inteligencia artificial: cómo educar para los retos del futuro. (2019). BBVA Aprendemos juntos. Retrieved 12 December 2019, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/inteligencia-artificial-como-educar-para-los-retos-del-futuro-alex-beard/

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O principal propósito do estudo é investigar relações entre políticas públicas de educação e o desempenho dos alunos portugueses no Programme for International Student Assessment (PISA). Neste sentido, foram definidos os seguintes objetivos:

  • Caraterizar políticas públicas de educação, fundamentadamente consideradas relevantes, tendo em conta a informação decorrente dos programas e projetos que as materializaram e que se desenvolveram a partir da publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) em 1986
  • Estudar as perceções de inspetores, diretores e professores sobre acerca das relações entre as políticas públicas de educação (materializadas em programas e projetos) e a melhoria do ensino e do desempenho dos alunos
  • Caraterizar as amostras de alunos que participaram nas sucessivas edições do PISA
  • Analisar os desempenhos dos alunos portugueses ao longo de todas as edições do PISA (2000-2015)

A partir da análise e interpretação dos dados recolhidos será produzido um conjunto de reflexões e recomendações que possa apoiar o desenvolvimento das políticas públicas de educação.

 

Referência: Políticas Educativas e Desempenho de Portugal no PISA (2000-2015) - Instituto de Educação. (2019). Instituto de Educação. Retrieved 10 December 2019, from http://www.ie.ulisboa.pt/projetos/politicas-educativas-desempenho-portugal-pisa-2000-2015

 

A Educação em Exame | novos dados

Visão comparada e evolutiva do sistema educativo

10.12.19

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Educação em Exame: uma visão única, comparada e evolutiva sobre o sistema educativo em Portugal

Não há mãe, pai, político, comentador ou especialista que não tenha uma ligação ao sistema educativo ou uma opinião acerca dele. Mas nem sempre estão disponíveis dados e análises que nos ajudem a ir além do senso-comum ou da mera opinião.

A partir de 2000, o PISA (Programme for International Student Assessment) permitiu tirar a fotografia aos sistemas educativos, revelar sucessos e expor fraquezas. Os resultados dos alunos portugueses melhoraram significativamente nestes testes internacionais, passando da cauda da OCDE para desempenhos na média dos países da organização. Porquê? O que aconteceu para os resultados melhorarem?

A Fundação Francisco Manuel dos Santos, o Conselho Nacional de Educação e o Expresso associaram-se para dar resposta a estas questões, partindo da investigação feita no estudo “aQeduto” (disponível para download aqui) sobre os dados PISA. Em Portugal, as análises de desempenho do sistema educativo com base nestes testes são ainda pouco frequentes. A informação é geralmente disponibilizada através de publicações técnicas, nem sempre acessíveis a todos os interessados no tema. A par da investigação de qualidade, interessa divulgá-la de modo compreensível e intuitivo, para uma reflexão e discussão alargadas sobre o tema.

A obra “A Educação em Exame.pt” vem colmatar esta lacuna: apresenta os resultados do PISA, acrescentando dados de outras fontes. Aqui é disponibilizada uma visão única, comparada e evolutiva sobre o sistema educativo em Portugal nos últimos 15-18 anos, tendo em conta três eixos fundamentais: os alunos e as famílias; os professores e as escolas; e os recursos que o país dedica a esta área.

O site oferece um panorama sobre o sistema português, associado a uma forte vertente de comparações internacionais. Tendo em conta o número de países e regiões onde o PISA é aplicado, surgiu a necessidade de reduzir o número de países em análise, de forma a chegar a resultados e representações gráficas de leitura mais fácil. Procedeu-se a um estudo de agrupamento de países, ou seja, selecionaram-se características de relevo no estudo dos sistemas educativos e agruparam-se os países com base nelas, utilizando-se um país representante de cada grupo. Deste processo resultaram onze países, para os quais foram feitas várias análises.

Através de um formato digital e interactivo, com um design responsivo adaptado às novas formas de comunicação, onde se combina o rigor dos factos com a simplicidade de os comunicar, todos os interessados podem ficar a conhecer a realidade educativa portuguesa. O site é actualizado, de acordo com a publicação de novos dados.

Ler mais >>

 

Referência: Educação em exame. (2019). Educacaoemexame.pt. Retrieved 10 December 2019, from https://educacaoemexame.pt/

 

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por Catarina Reis | DN | Download relatório | Relatório nacional |

 

Só na última edição do relatório que avalia os conhecimentos dos alunos de vários países é que Portugal tinha atingido valores superiores acima da média da OCDE. A tendência mantém-se, apesar de ter descido em duas áreas: na literacia da leitura e da ciência. A versão 2018, divulgada esta terça-feira,

 

Estarão os jovens portugueses preparados para utilizar no dia-a-dia o que aprendem dentro da sala de aula? O título já ninguém tira. Depois de ter sido apelidado de "a maior história de sucesso na Europa", Portugal volta a consolidar os resultados obtidos em 2015 no relatório PISA - Program in International Student Assessment (em tradução livre, Programa Internacional de Avaliação de Alunos), quando superou pela primeira vez a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). A edição 2018 mostra que, apesar de os jovens portugueses de 15 anos (amostra do estudo) terem descido ligeiramente no ranking que avalia a sua literacia (na leitura, na ciência e na matemática), continuam a ser daqueles que registam uma maior evolução positiva, num ranking liderado pelos países do sudeste asiático. O PISA 2018 foi divulgado esta terça-feira.

O estudo internacional, divulgado de três em três anos desde o ano 2000, traça um retrato sobre o desempenho dos alunos de 15 anos de 79 países e economias diferentes. Ao todo, a nível mundial, contou com a colaboração de cerca de 600 mil estudantes, representando cerca de 32 milhões de jovens nesta faixa etária. Em Portugal, foram 5932 alunos e 5452 professores, entre 276 escolas de todas as regiões do país.

Cada um participou numa série de questionários que avaliaram os seus conhecimentos em três áreas-chave - Leitura, Ciência e Matemática, sendo a Leitura a área principal desta edição - e a sua relação com a escola. A grande maioria dos alunos de 15 anos participantes no estudo (57,4) encontrava-se no 10.º ano de escolaridade - um número superior ao registados nos últimos anos, em que havia uma maior distribuição por outros anos. Já 17,2% ainda estava no 9.º ano, 7,2% no 8.º ano e 2,4% no 7.º ano. Há ainda 15,7% destes que se encontravam em em áreas de formação e educação vocacionais ou profissionais.

Portugueses ainda estão acima da OCDE, mas desceram

São várias as conclusões que este relatório permite retirar quanto àquilo que pode ser o retrato da educação em Portugal, que aparece nos vigésimos lugares da lista nas três áreas avaliadas. Em traços gerais, as notícias continuam a ser positivas para o país, que mantém médias acima da OCDE. Mas, desta vez, desceu ligeiramente nos conhecimentos de Leitura e significativamente em Ciência.

 

relatório Pisa
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Na Leitura, a área de eleição desta edição do PISA, os resultados de 2018 (492) ficaram ligeiramente acima da média obtida em 2000 (mais 22 pontos percentuais), mas a seis pontos de diferença em relação a 2015. Uma diferença que os especialistas do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), organismo que coordena a versão portuguesa do estudo, consideram ser "não estatisticamente significativa". O país mantém-se, assim, ao lado de nações como a Alemanha (498 pontos), pela Eslovénia (495 pontos), pela Bélgica (493 pontos), pela França (493 pontos), pela República Checa (490 pontos) e pela Holanda (485 pontos) - presenças cativas nos rankings mundiais.

Segundo o PISA, cerca de 80% dos jovens portugueses conseguiram alcançar, pelo menos, o nível 2 (numa escala de 6) de conhecimento na leitura. Este nível supõe que os alunos são capazes de "identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informação assente em critérios explícitos e, por vezes, critérios complexos", refletindo sobre "os objetivos e a forma dos textos quando lhes é explicitamente solicitado para o fazerem", lê-se no documento. Na OCDE, esta média é de 77%, abaixo da portuguesa. Contudo, apenas 7% dos alunos portugueses atingiram níveis superiores da escala (5 e 6, por exemplo), quando na OCDE, em média, são 9%.

 

Melhores resultados PISA
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Foi na Ciência que se sentiram as maiores diferenças face aos restantes países e economias. Na mais recente edição, a média entre todos os jovens portugueses foi de 492 pontos, "uma diferença significativa de menos 9 pontos" em relação a 2015, embora se mantenha acima da média da OCDE por três pontos. Portugal retoma, assim, resultados próximos do nível observado em 2009 e 2012. Segundo o IAVE, não é mais do que um espelho da "tendência decrescente da pontuação média da OCDE na avaliação das ciências que já em 2015 apresentou uma quebra de quatro pontos em relação a 2006". Assim sendo, "quando se analisa a variação média em ciclos de três anos, Portugal é um dos 13 países que apresenta uma variação positiva e significativa de mais 4,3 pontos na avaliação das ciências".

Na literacia científica, o nível de proficiência dos alunos assemelha-se ao encontrado na área da Leitura: 80% alcançou pelo menos o nível 2 (na OCDE, situa-se nos 78%), através do qual demonstrar saber "utilizar conhecimentos do dia-a-dia acerca de conhecimentos e procedimentos elementares para identificar uma explicação científica apropriada, interpretar dados e identificar a questão investigada num delineamento experimental simples". Quando analisado o quadro superior de conhecimentos, nos níveis 5 e 6 da escala, os resultados também são inferiores à media da OCDE, com apenas 6% a atingi-los (na OCDE, 7%).

Só na área de Matemática é que Portugal conseguiu manter a linha, situando-se novamente os 492 pontos alcançados já na última edição do PISA, três pontos acima da média da OCDE (489 pontos). Numa análise mais generalizada, segundo o IAVE, desde 2003 verifica-se um crescimento significativo de seis pontos. Por outro lado, "no mesmo período, a OCDE registou uma tendência negativa evidenciando um ligeiro decréscimo (menos 0,6 pontos)".

No ranking mundial da literacia matemática, são as economias de Pequim, Xangai, Jiangsu, Zheijang (B-S-J-Z) na China (591 pontos), Singapura (569 pontos), Macau (558 pontos), Hong Kong (China) (551 pontos) e Taiwan (531 pontos) que ocupam o topo.

Um pouco mais abaixo do registado nas áreas de Leitura e Ciências, 77% dos alunos em Portugal alcançaram pelo menos o nível 2 de conhecimento em Matemática - semelhante ao panorama da OCDE (76%). Mas há cerca de 12% que chegam a níveis superiores.

 

Ciência Melhores resultados PISA
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O género conta

Apesar de semelhantes entre si, os resultados referentes às áreas-chave escondem diferenças, umas mais significativas do que outras, no que toca ao género do aluno avaliado. Regra geral, as raparigas obtém melhores resultados na leitura do que os rapazes, enquanto estes se saem melhor na Ciência e na Matemática.

À semelhança do que tem sido verificado em anos anteriores, as raparigas registaram um melhor desempenho na Leitura, com mais 24 pontos do que os rapazes, em média - de 504 para 480 pontos. Ainda que a distância entre os dois sexos seja inferior à verificada em 2009, continua semelhante à do ano 2000. De acordo com o IAVE, "Portugal seguiu a tendência internacional, embora a diferença de pontuação entre rapazes e raparigas portugueses seja menor do que a observada para a maioria dos países/economias".

O cenário é outro quando o assunto é Ciência ou mesmo Matemática. Em Portugal, são os rapazes aqueles que registam melhores resultados na literacia científica (494 pontos contra 489). Ainda que a diferença não seja tão significativa, continua a ser dos países com diferenças mais acentuadas. Os resultados médios da OCDE mostram menores distâncias entre género e "sobretudo favoráveis às raparigas em 2018".

Referência: Jovens portugueses reforçam resultados acima da média da OCDE. (2019). DN. Retrieved 3 December 2019, from https://www.dn.pt/vida-e-futuro/relatorio-pisa-jovens-portugueses-reforcam-resultados-acima-da-media-da-ocde-11577144.html

 

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Indisciplina na Escola | e-book

Questões-chave da educação

30.11.19

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Sinopse

"Continua a não ser fácil para os agentes educativos acreditarem que uma causa tão próxima e até tão óbvia como o insucesso académico possa ter alguma importância na configuração da indisciplina"

João A. Lopes

 

"É imperativo que se desenvolvam programas/planos escolares que previnam e que reduzam a violência juvenil ao mesmo tempo que promovem a motivação dos alunos, levando-os a conseguir um maior sucesso escolar"

Dorothy L. Espelage

 

Título: Indisciplina na escola
Prefácio: Helena Damião
Autores: Dorothy L. Espelage, João A. Lopes Tradução: Sara Nogueira
Revisão: Helder Guégués
Design e paginação: Guidesign
Colecção: Questões-chave da Educação
Edição: Fundação Francisco Manuel dos Santos 1.a edição: Outubro de 2013
© Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013 Impressão: Guide Artes Gráficas, Lda.

ISBN: 978-989-8662-34-7 Depósito Legal n.o: 365 613/13

 

Referência: Escola, I., Escola, I., Lopes, J., Espelage, D., & Santos, F. (2013). Indisciplina na Escola | Publicações | FFMSFundação Francisco Manuel dos Santos. Retrieved 30 November 2019, from https://www.ffms.pt/publicacoes/detalhe/630/indisciplina-na-escola#page-sinopse-630

 


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