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Os resultados de um questionário realizado através de uma colaboração informal entre o MILObs e a RBE, em 2019, vão estar em foco no seminário “Literacia Mediática na Biblioteca Escolar”, a realizar no próximo dia 28 de janeiro, às 14h30, via Zoom. 

Um estudo sobre a situação da educação para os media em Portugal, publicado em 2011, identificava as bibliotecas escolares como atores emergentes na promoção da literacia mediática nas escolas. Desde então, o contexto foi evoluindo, salientando-se a publicação dos referenciais Aprender com a Biblioteca Escolar (RBE, 2012 e 2017) e Referencial de Educação para os Media (DGE, 2014); a formação de professores e professores bibliotecários nesta área; a atenção e importância crescente que a educação para os media tem assumido nos planos internacional e nacional, quer em termos sociais e políticos, quer educativos.

Tendo em conta o descrito e o trabalho crescente que os professores bibliotecários têm vindo a realizar no domínio da literacia mediática, como atestam os números de aplicação anual do Aprender com a Biblioteca Escolar, considerou-se importante efetuar um estudo atual sobre a situação da educação para os media no contexto da biblioteca escolar. Este estudo teve por base a aplicação, em 2019, de um questionário online, à totalidade dos professores bibliotecários em funções na rede pública de Escolas e Agrupamentos, tendo sido validados um total de 723 questionários. 

Os resultados deste questionário, que retrata o panorama da literacia mediática nas bibliotecas escolares – o que se tem feito e também os problemas identificados –  são apresentados no Seminário/ FILM online organizado pelo MILObs e RBE em parceria com o GILM.  

Convidamos todos os interessados na temática e, muito especialmente, os professores bibliotecários que participaram no questionário, a inscreverem-se aqui, a fim de receberem a hiperligação de acesso.


NOTA: A participação é gratuita, mas a inscrição no seminário é obrigatória.

 

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As formações realizadas pela PORDATA, através da sua parceria com a RBE, prosseguem em 2021.

Os Agrupamentos/ Escolas não agrupadas poderão solicitar a realização da formação Pordata, dirigida a alunos do ensino secundário, ou Pordata Kids, dirigida a alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos do ensino básico. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, existe a possibilidade de deslocação do formador às escolas, mas atendendo à situação da pandemia, sugerimos que as sessões sejam preferencialmente a distância. Nas restantes regiões do país, a formação será apenas a distância.

Cada Agrupamento/ Escola não agrupada poderá requerer um máximo de 10 sessões. Solicita-se, no entanto, uma única inscrição por Agrupamento/ Escola de modo a racionalizar o agendamento das sessões. Após a receção das inscrições, a equipa da Academia Pordata procederá ao contacto com o Agrupamento/ Escola a fim de agendar as diferentes ações solicitadas. Qualquer das formações referidas é gratuita e tem a duração de 50 a 90 minutos, apenas se exigindo uma sala com computador, projetor de vídeo e ligação à Internet.

O formulário de inscrição está disponível no portal da RBE.

Artigo completo: PORDATA e PORDATA KIDS

2021-01-07 Transição digital.png

Imagem: Símbolo oficial do Portugal Digital.

Temos ouvido falar nele, amiúde, a propósito da distribuição de computadores aos alunos dos ensinos básico e secundário, mas o Programa de digitalização para as Escolas é muito mais do que isso. Em que consiste, então, este programa?

Antes de mais, trata-se de uma das medidas-chave de um projeto mais vasto que abrange, de forma articulada, um amplo leque de áreas e sectores da sociedade: o Plano de ação para a transição digital.

Aprovado em março passado e publicado em Diário da República em 21 de abril, este Plano assume-se como um instrumento de desenvolvimento do país, através da capacitação digital das pessoas, da transformação digital das empresas e da digitalização do Estado.

Em torno destes 3 pilares - pessoas, empresas e Estado - organizam-se 57 medidas, das quais 12 são consideradas ‘iniciativas emblemáticas’. Significativamente, o Programa de digitalização para as escolas constitui a primeira dessas 12 medidas de prioridade máxima.

Os objetivos deste Programa (vide Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2020) contemplam:
• a disponibilização de equipamento individual para utilização em contexto de aprendizagem;
• a garantia de conectividade móvel gratuita para alunos, docentes e formadores;
• o acesso a recursos educativos digitais de qualidade;
• o acesso a ferramentas de colaboração em ambientes digitais que estimulem a criatividade e a inovação, e o trabalho colaborativo online;
• a definição de processos para realização e classificação de provas de avaliação externa em ambiente digital;
• uma forte aposta na formação e capacitação de docentes.

Para a execução de todos estes objetivos foi afetado um financiamento de 400 milhões de euros, inscrito em orçamento de Estado. Os primeiros 100 mil computadores destinados aos alunos já começaram a chegar às escolas e destinam-se a beneficiários da Ação Social Escolar, priorizando aqueles que não têm acesso a equipamentos eletrónicos em casa. Na segunda fase, prevê-se a entrega de 300 mil computadores com internet móvel.

Os computadores são de três tipos, consoante se destinam a alunos do 1º ciclo, dos 2º e 3º ciclos, ou do ensino secundário. Em qualquer dos casos, optou-se por equipamentos portáteis, permitindo assim que as aprendizagens não fiquem condicionadas a um local fixo, mas pelo contrário, possam desenvolver-se nos múltiplos contextos físicos onde os jovens, hoje, e por maioria de razão desde a pandemia, estudam, pesquisam e interagem.

As escolas, para além de estarem encarregues de entregar os computadores aos alunos - devendo registar, na plataforma criada para o efeito, a informação sobre os equipamentos e os alunos a quem foram cedidos - também serão contempladas com computadores, conectividade e licenças de software.

De igual modo, a aposta deste Programa na formação e capacitação dos docentes, deve ser tomada como uma oportunidade de reforço de competências e conhecimentos, para um melhor desempenho na área das tecnologias digitais.

A estratégia que está a ser implementada, a este respeito, toma em consideração o Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores, como explicado pela Subdiretora-Geral da Educação, no Boletim Noesis de outubro. Este Quadro oferece um enquadramento de referência para a implementação de modelos de desenvolvimento digital, apresentando 22 competências elementares que devem alicerçar a formação profissional e pedagógica dos docentes e o seu papel na promoção das competências digitais dos aprendentes.

A oferta formativa que, em Portugal, será lançada ao longo de 2021, 2022 e 2023, apoiada neste referencial, visa tornar os docentes e outros profissionais de educação capazes de integrar as tecnologias de informação e comunicação no seu desempenho quotidiano, na vida dos alunos, nas práticas de aprendizagem e de cidadania.

Tanto ao nível da formação, como das outras componentes do Programa, um dos maiores desafios será sempre assegurar o envolvimento, à medida das necessidades, quer dos docentes que estão na linha da frente do domínio de competências digitais, quer dos colegas que necessitam de reforço e atualização nessas áreas. Todos estão implicados nesta caminhada.

Como se lê na sua Apresentação do Plano de Ação para a Transição Digital, de 5 de março, “Portugal Digital é o motor de transformação digital do país. Tem como propósito acelerar Portugal, sem deixar ninguém para trás.”

A Rede de Bibliotecas Escolares acompanha, de muito perto, todo este processo. Tendo nas suas funções a promoção das literacias digitais, da informação e dos media, os professores bibliotecários desenvolvem, de longa data, todo um trabalho no âmbito da capacitação digital dos seus utilizadores, alunos e docentes. Serão, portanto, certamente, atores importantes em todo este conjunto de iniciativas dirigidas às escolas, aos docentes e aos alunos.

 

Referências

Comissão Europeia (2020, Outubro). Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027): reconfigurar a educação e a formação para a era digital. [comunicação eletrónica]. Disponível em https://ec.europa.eu/education/education-in-the-eu/digital-education-action-plan_pt

Horta, M. J. (2020, Outubro) Programa de digitalização para as Escolas: capacitação dos docentes. Noesis: Notícias da Educação, 49. Disponível em https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/boletim/boletim_dge_n49_apoio_as_escolas_outubro2020.html

Plano de Ação para a Transição Digital (2020, Dezembro 10). SapoTek. [Dossier: O melhor e o pior de 2020]. Disponível em https://tek.sapo.pt/especiais/plano-de-acao-para-a-transicao-digital

Portugal2020 (2020, Abril 21). Plano de Ação para a Transição Digital aprovado [comunicação eletrónica]. Disponível em https://www.portugal2020.pt/content/plano-de-acao-para-transicao-digital-aprovado

República Portuguesa: XXII Governo (2020, Março 5). Apresentação do Plano de Ação para a Transição Digital [comunicação eletrónica]. Disponível em https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=apresentacao-do-plano-de-acao-para-a-transicao-digital

República Portuguesa: XXII Governo (2020, Março 5). Portugal Digital: Apresentação do Plano de Ação para a Transição Digital [documento eletrónico]. Disponível em https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v=%3d%3dBAAAAB%2bLCAAAAAAABACzNDGyBAAC%2bXA9BAAAAA%3d%3d

2021-01-05 PERFIL DO PROFESSO BIBLIOTECÁRIO.png

Anualmente, o gabinete coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares solicita às bibliotecas o preenchimento da base de dados “Recursos Humanos”. Trata-se de uma prática que reforça a colaboração entre toda a Rede, desde os professores bibliotecários ao próprio gabinete, essencial para a boa definição de objetivos estratégicos, uma vez que a gestão de qualquer Programa implica, necessariamente, um sólido conhecimento do mesmo.

Sendo os professores bibliotecários elementos chave no sucesso do desempenho das bibliotecas escolares, é, pois, muito importante monitorizar sincrónica e diacronicamente o seu perfil, perceber as tendências e compreender que ações devem ser desenvolvidas para que essa figura tão essencial adquira as indispensáveis características para implementar as orientações definidas para as bibliotecas escolares.

Tal como acontece habitualmente, os dados relativos a 2020-2021 encontram-se disponíveis no portal RBE (Sínteses estatísticas) e possibilitaram a elaboração do infográfico acima.

A análise deste material permite concluir que a figura do professor bibliotecário, cujo número global tem mantido alguma constância nos últimos anos, tem presentemente grande estabilidade profissional: são, de um modo geral, professores de quadro, na sua maioria (81%) a exercer nas escolas a cujo quadro pertencem e, nos casos em que isso não acontece, mantendo, em geral, a colocação por vários anos. A generalidade dos professores bibliotecários (95 %) tem experiência profissional, resultante de vários anos de exercício de funções (8 em média), sendo residual o número de docentes que iniciaram agora o desempenho dessas funções (4 %).

Mantendo-se os professores bibliotecários tanto tempo em funções, é natural que a sua média de idades aumente consistentemente. Assim, se em 2013-2014 (primeiro ano de recolha deste dado) a média de idades dos professores bibliotecários era 48,7 anos, hoje é já 54 , o que, sendo compaginável com o que acontece no ensino em geral, parece indiciar a necessidade de atrair gente jovem para estas funções.

Também a distribuição por género tem mantido a mesma regularidade, igualmente coerente com o que se passa no quadro de professores: cerca de 85% dos profissionais pertencem ao género feminino.

Quando, em 2009-2010, se aplicou pela primeira vez a portaria que regula esta função, 14% dos docentes detinha formação académica específica para o seu exercício; presentemente esse número encontra-se nos 56%. Porém, se até 2015, ano em que se atingiu os 50% de profissionais com formação específica, o crescimento foi contínuo e muito expressivo (36% em cinco anos), desde 2015, o mesmo abrandou significativamente (6% em seis anos). Implicando o trabalho de professor bibliotecário conhecimentos sólidos em áreas como a informação, a leitura, os media, as tecnologias emergentes, considera-se essencial que os docentes que desempenham essas funções adquiram efetivamente a formação especializada necessária, pelo que se afigura como imprescindível envidar ações que convoquem os professores bibliotecários para essa formação.

Por outro lado, é de assinalar que 55% dos professores detém mais de 870 horas de formação contínua e 29% possui entre 250 e 870 horas, o que releva os professores bibliotecários como um grupo de docentes que investe, de facto, de forma consistente, na sua atualização profissional (84% com mais de 250 horas de formação). Certamente, a esse facto não será alheio o esforço que a Rede de Bibliotecas Escolares desenvolve, anualmente, nesse sentido, designadamente através dos coordenadores interconcelhios para as bibliotecas escolares.

Por não ser informação solicitada no formulário, resta a dúvida quanto à atualidade da formação reportada pelos professores, uma vez que toda a formação contínua nas áreas relacionadas com o trabalho das bibliotecas escolares realizada desde o início da carreira docente é contabilizada. Considerando a evolução dos ambientes e tecnologias digitais e a necessidade de as bibliotecas se tornarem cada vez mais híbridas, a atualidade da formação em áreas em desenvolvimento é essencial, pelo que será necessário, futuramente, incluir no questionário anual uma pergunta relativa a essa matéria. Igualmente desconhecidas são as áreas de formação. Visto que a ação do professor bibliotecário abrange um número tão significativo de áreas de trabalho, evidencia-se como igualmente necessário passar a recolher, anualmente, elementos que permitam averiguar a diversidade da formação do professor bibliotecário.

Face a estes dados, que reforçam o conhecimento que possuímos da nossa Rede, estas são algumas das pistas que importa considerar, tendo em vista o objetivo essencial, que nos une, de continuamente de melhorar e caminhar para a excelência.

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Nesta nova edição do concurso Media@ção, a novidade maior está no tema a abordar: A minha experiência com os media em tempos de pandemia. Foram também integradas duas novas entidades promotoras: o Plano Nacional de Cinema e o Centro Nacional de Cibersegurança.

Os trabalhos a apresentar seguem o formato das edições anteriores, isto é, podem ser vídeos ou podcast de 3 minutos e a data limite para entrega de trabalhos é no dia 7 de abril de 2021. A participação no concurso não necessita de inscrição. 

Sugerimos aos interessados começarem por uma leitura atenta do Regulamento e pela consulta dos tutoriais A linguagem audiovisual.
Para mais informações visite o Portal RBE.


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