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Blogue RBE

Qui | 17.08.23

Dossier: Presença em linha das bibliotecas

Pelo segundo ano consecutivo, a Rede de Bibliotecas Escolares define como prioridade aperfeiçoar uma presença em linha estruturada, atualizada e sistemática, associada à curadoria de recursos digitais, bem como a uma prestação de serviços complementar à biblioteca física.

Republicamos um conjunto de artigos que têm sido publicados com o objetivo de contribuir para o trabalho das bibliotecas neste domínio.

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A presença em linha das bibliotecas - um processo sempre em construção

Parte 4 - Que atividades e projetos?

22.06.23
O último artigo da série dedicada à presença em linha das bibliotecas escolares debruça-se sobre as atividades e os projetos desenvolvidos pela biblioteca ou em colaboração com outros parceiros, internos ou externos. Um dos documentos (...)

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A presença em linha das bibliotecas - um processo sempre em construção

Parte 3 - Que serviços?

31.05.23
No artigo de hoje, debruçar-nos-emos sobre os serviços da biblioteca escolar. No espaço físico da biblioteca escolar ou em linha, os serviços a disponibilizar devem orientar, aconselhar e acompanhar cada utilizador - alunos, professores e (...)

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A presença em linha das bibliotecas - um processo sempre em construção

Parte 2 - Arquitetura da informação e design

25.05.23
No seguimento do artigo Como criar uma identidade digital de sucesso (parte 1), damos agora início à publicação de três artigos que mostram (...)

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A presença em linha das bibliotecas - um processo sempre em construção

Parte 1 - Como Criar uma Identidade Digital de Sucesso

23.03.23
A rápida evolução da tecnologia e a presença constante dos ambientes digitais têm trazido mudanças profundas na vida profissional, pessoal e social. As bibliotecas escolares não podem ficar alheias a esta hibridez que caracteriza o (...)

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Presença em linha: avaliação

20.05.22
Leitura: 4min |  Se está a (re)equacionar o sítio da sua biblioteca, uma das questões a que não pode ficar alheio é a forma de avaliar o impacto do trabalho que desenvolve na sua vertente em linha e ainda a forma de prestar contas da sua (...)

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10 Conselhos de escrita para ambiente web

13.05.22
Leitura: 5 min |  Se está a (re)equacionar o sítio da sua biblioteca, uma das questões a que não pode ficar alheio é o modo como a escrita se vai concretizar. Neste artigo damos-lhe alguns conselhos que o poderão ajudar a tornar as suas (...)

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7 dicas para usar imagens no sítio da biblioteca

09.05.22
1 - Direitos de Autor Existe a perceção errada de que tudo o que se encontra na Internet é grátis, mas, na realidade, sempre que alguém publica uma fotografia, imagem ou ilustração, os direitos são do respetivo autor e os recursos (...)

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Morfologia de um sítio web

05.05.22
A maioria das pessoas pensa que o design é algo decorativo. Para mim, design não é apenas o que parece e se sente. É como funciona. Para mim, nada é mais importante no futuro do que o design. O design é a alma de tudo o que foi criado (...)

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As bibliotecas têm uma arquitetura própria…

29.04.22
Quando se pensa em arquitetura (espaços, ambientes…) e bibliotecas imaginamos desde logo que nos encontramos na esfera do edifício, do mobiliário, dos equipamentos… No entanto, não é por acaso que o quadro estratégico da RBE, no seu (...)

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Quão amigável é o seu sítio Web? Lições de usabilidade para bibliotecas num mundo à distância

25.03.21
Como a pandemia tem limitado os serviços presenciais das bibliotecas este ano, muitas delas estão a contar mais do que nunca com os seus sítios web para prestarem os serviços de que as suas comunidades necessitam e esperam. Mas um sítio (...)

 

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Qua | 16.08.23

Vozes que decidem!

(Re)Leia algumas das vozes que decidem e que, em 2022-2023 quiseram partilhar as suas opiniões sobre o papel das bibliotecas escolares nos seus agrupamentos.

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A Centralidade da Biblioteca Escolar do Século XXI

por Mário Henrique Gomes, Diretor do AE Professor Armando de Lucena, Malveira, Mafra

23.01.23 | comentar
Com a democratização do acesso à informação, a Escola passa a estar focada na promoção de competências para a pesquisa, seleção, utilização e partilha da informação, nas crianças e nos jovens. Por outro lado, a Escola do século (...)
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A Biblioteca Escolar – Ponto de (re)encontros

Por Artur Ferreira, Diretor do AE Patrício Prazeres, Lisboa

27.02.23 | comentários (2)
Porque a todos é concedido ver, mas a poucos é dado a perceber. Todos veem o que tu aparentas ser, poucos percebem aquilo que és. Nicolau Maquiável As Bibliotecas Escolares são, nos dias de hoje, epicentros de um sem número de (...)
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O dínamo do saber!

Por António Castel-Branco, Diretor do AE Ferreira de Castro, Sintra

27.03.23 | comentários (1)
Escrever sobre a Biblioteca foi um desafio que aceitei. Mas o que é a Biblioteca? Numa consulta rápida, aparece no Dicionário Priberam de Língua Portuguesa, que é um “Conjunto de livros, manuscritos e outros documentos, possuídos por (...)

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Ter | 15.08.23

Dia de Natal

por Paula Pio, professora bibliotecária do AE Gavião

Republicação do artigo de Seg | 06.02.23

Dia de Natal-PQ.png

Era apenas um dia de dezembro, como qualquer outro. As tarefas na biblioteca escolar assemelhavam-se às dos dias anteriores: livros para registar, Escola a Ler com o 1º Ciclo, tentar levar os colegas do 2º CEB a aderir a uma atividade que achei gira, ajudar os gaiatos que nos procuram a realizar tarefas.

Apenas nos faltava aquele brilho do inusitado, que nos dá cor aos dias e apesar da decoração de Natal já instalada, teimava em não aparecer.

Todos os dias fazemos o pino, malabarismo para convencer alunos e docentes de que a biblioteca escolar pode ser central na ação educativa, que estamos aqui prontos, disponíveis. Que não recomendamos apenas livros, mas introduzimos o sonho na vida de todos e cada um. Que despertamos a curiosidade ou apresentamos aprendizagens. Que não estamos, SOMOS!

Mas há dias, como este de dezembro, igual a tantos outros dias ou dezembros, que deixamos cair os braços, suspiramos de cansaço e apenas nos deixamos levar pela rotina. Estes são os dias das sombras, que me fazem questionar porque “estou nisto” há tantos anos. E não, não consigo encontrar uma resposta satisfatória.

Por volta do meio-dia irrompeu na biblioteca uma aluna do ensino secundário, daquelas que já quase desistimos de tentar seduzir.

     − Professora, posso perguntar uma coisa?

Claro.

Quando é que volta à nossa sala com o monte dos livros para nos falar deles? Já sentimos a falta dessas aulas.

Naquele mesmo instante perdoei-lhe dizer que o Clube de Leitura era uma aula.

O dia deixou de ser igual a tantos dias. Dezembro deixou de ser um dezembro igual aos outros. Todas as dúvidas encontraram resposta.

Naquele minuto o brilho nos olhos substituiu as iluminações da época. Naquele minuto foi Natal para uma professora bibliotecária.

Paula Pio
Professora Bibliotecária do AE Gavião
10/01/2023

 

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1. *Qualquer semelhança entre o título desta rubrica e a obra Retalhos da vida de um médico, não é pura coincidência; é uma vénia a Fernando Namora.

2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotecários, sem qualquer preocupação cronológica, científica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de vivências.

3. Se é professor bibliotecário e gostaria de partilhar um “retalho”, poderá fazê-lo, submetendo este formulário.

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Seg | 14.08.23

Dossier: Inteligência Artificial

As questões da inteligência artificial e da forma como estas impactam a educação e o trabalho das bibliotecas, escolares ou não, é, sem dúvida, um assunto que nos tem despertado a atenção e, certamente, continuará a despertar. Leia esta seleção de artigos.

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No encalço de uma Lei sobre Inteligência Artificial

11.07.23 | comentar
Vivemos, hoje, em plena era digital e a União Europeia adotou uma estratégia para moldar a transformação digital, procurando capitalizá-la a favor dos cidadãos o que implica, também, regulamentar para os proteger. De facto, a abordagem (...)
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Inteligência artificial generativa na Educação

02.06.23 | comentar
Com o aparecimento, em outubro de 2022, de modelos de linguagem (LLM - large language model) generativa, como o chatGPT ou o Bing Chat, o mundo passou a evoluir ainda mais velozmente. Essa mudança tem e terá, inegavelmente, repercussões (...)
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Utilização de inteligência artificial (IA) e de dados no ensino e na aprendizagem

07.03.23 | comentar
A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente na nossa sociedade, influenciando a forma como trabalhamos, aprendemos e interagimos uns com os outros. Em educação, pode contribuir para a melhoria das práticas de ensino, (...)
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Já há máquinas que escrevem e desenham como os humanos! E agora?

25.01.23 | comentários (3)
A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia em rápido desenvolvimento que tem o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas, mas também levanta questões éticas e legais importantes. Como o aparecimento de (...)
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Desafios-chave para a Inteligência Artificial na Educação

07.12.22 | comentar
  Recentemente, o Conselho da Europa divulgou o relatório ARTIFICIAL INTELLIGENCE AND EDUCATION A critical view through the lens of human rights, democracy and the rule of law, um estudo onde são examinadas as ligações entre a (...)
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As ligações entre a Inteligência Artificial e a Educação (IA&ED)

23.11.22 | comentar
Recentemente, o Conselho da Europa divulgou o relatório ARTIFICIAL INTELLIGENCE AND EDUCATION A critical view through the lens of human rights, democracy and the rule of law,[1] um estudo onde são examinadas as ligações entre a (...)
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Inteligência Artificial nas bibliotecas

24.02.22 | comentar
O principal objetivo da Inteligência Artificial (IA) é desenvolver tecnologias que tenham a capacidade de simular as ações humanas e de “pensar” de forma lógica, criando soluções para os mais variados aspetos da vida. Um dos (...)
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O poder da Inteligência Artificial

Literacia da informação e dos media, uma emergência educativa

17.02.22 | comentar
A Inteligência Artificial (IA) traz toda uma série de benefícios para o dia-a-dia das nossas vidas, através de assistentes virtuais que podem responder a grande número de perguntas, de aplicações que ajudam as organizações a obter (...)
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Estados-membros da UNESCO adotam o Acordo Mundial sobre Ética da Inteligência Artificial (IA)

11.01.22 | comentar
Este texto histórico estabelece valores e princípios comuns que irão orientar a construção da infraestrutura legal necessária para assegurar o desenvolvimento saudável da IA. A IA é omnipresente, permitindo muitas das nossas rotinas (...)

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Sex | 11.08.23

Azul sem chuva [1]

por Ana Eustáquio, professora bibliotecária da ES Damião de Goes, Alenquer

Republicação do artigo de Seg | 09.01.23

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Escrevo, num dia de chuva, sobre a biblioteca da escola onde exerço funções de professora bibliotecária há cinco anos, com muito gosto, apesar das eventuais escolhas, ou não tivesse assumido o cargo em nome da fugidia criatividade docente e do amor aos livros. A cor-base desta biblioteca é o azul, presente na parede lateral da sala de entrada, no pilar que separa esta sala da zona dos computadores e do trabalho de grupo, nas cadeiras, nas pernas das mesas, nos varões laterais das estantes que se dispersam pelas duas salas seguintes e nos placards de exposição. Alguns dirão que o azul-ferrete predomina, mas na verdade é o “azul do nada/com que se fazem os deuses e a poesia”[2] que se manifesta. Sim, porque o espaço e as suas características físicas são intrínsecos ao movimento que reúne corpos, objetos, livros, emoções, pensamentos, ideias, virtualidades e pessoas, como a requalificação recente da nossa biblioteca evidenciou.

Nas arrumações e desarrumações que temos encetado, destaco a vida que tem sido insuflada à nossa coleção. As tentativas de organizar o caos e de criar fios orientadores de quem é convidado a entrar no labirinto, os alunos, em primeiro lugar, têm permitido ir além da tranquilidade da CDU. As exposições temporárias que organizamos, o Clube de Leitura e outras formas de socialização da leitura promovem novos encontros enriquecedores entre os livros e os seus jovens leitores, que também colaboram na renovação da coleção, dando sugestões de aquisição e participando nas atividades ou, tão-só, usufruindo de tudo o que se lhes oferece, aprendendo, ainda que de maneira não formal. Já organizámos mostras de livros antigos da coleção, oriundos das escolas que antecederam a atual e da qual esta é herdeira, de livros proibidos ou de defesa da cultura e da liberdade – As Novas Cartas Portuguesas e a Coleção Cosmos –; destacamos regularmente as novidades, incluindo obras da chamada young adult literature, ou livros relacionados com datas significativas, por exemplo com o Centenário de José Saramago ou os Direitos Humanos. Assim, paulatinamente, vamos construindo uma identidade racional e afetiva da biblioteca, dentro desse espaço mais alargado que é a escola, feita de diálogos profícuos entre tempos, indivíduos e culturas diferentes, mediados pelos livros.

Poderia, claro está, referir muitas outras ações e atividades em que a biblioteca participa ou organiza, sob supervisão da professora bibliotecária, quer no cumprimento dos planos de melhoria e das orientações da RBE, quer na colaboração no contexto da vida escolar, todavia quis assinalar a relevância que a promoção da leitura continua a ter na ação da biblioteca escolar, considerando o papel tradicional da escola na formação de cidadãos livres e acreditando que a leitura é uma via para a liberdade e a felicidade, tão misteriosa como o amor e tão perturbadora que, como nos lembra Alberto Manguel, é perseguida por todas as formas de totalitarismo:

 

Claro que a literatura talvez não seja capaz de salvar ninguém da injustiça, nem das tentações da cobiça, nem das misérias do poder. Mas algo nela tem de ser perigosamente eficaz, se todos os ditadores, todos os governos totalitários, todos os funcionários ameaçados tentam livrar-se dela, queimando livros, proibindo livros, censurando livros, tributando livros, defendendo com palavras ocas a causa da literacia, insinuando que ler é uma atividade elitista.[3]

 

Ana Eustáquio
Professora bibliotecária
Escola Secundária Damião de Goes, Alenquer
13/12/2022

 

Notas

[1] Esta expressão descreve a Biblioteca de Alexandria, de acordo com Charles Kingsley, citado por Alberto Manguel: “Ali se erguia, maravilha do mundo, o seu telhado branco e cintilando contra o azul sem chuva e, além, entre os cumes e frontões de edifícios nobres, vista aberta sobre o azul brilhante do mar.” In Alberto Manguel. (2018). Embalando a minha Biblioteca. Lisboa: Tinta da China. p. 34.

[2] Cf. “Reabre o céu depois de uma chuvada/ no azul do dia./ É o azul do nada/ com que se fazem os deuses e a poesia.” In Vergílio Ferreira. (s.d.). Uma Esplanada sobre o Mar. Lisboa: Difel. p. 19.

[3] Alberto Manguel. (2018). Embalando a minha Biblioteca. Lisboa: Tinta da China. p. 132.

 

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1. *Qualquer semelhança entre o título desta rubrica e a obra Retalhos da vida de um médico, não é pura coincidência; é uma vénia a Fernando Namora.

2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotecários, sem qualquer preocupação cronológica, científica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de vivências.

3. Se é professor bibliotecário e gostaria de partilhar um “retalho”, poderá fazê-lo, submetendo este formulário.

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Qui | 10.08.23

Dossier: Trabalhamos juntos!

Ao longo de 2022-2023, convidamos responsáveis das bibliotecas municipais para darem testemunho da força da colaboração entre bbiliotecas públicas e escolares. Republicamos os diferentes artigos.
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Dinâmicas de Parceria na Rede de Bibliotecas de Elvas (RBELV)

17.07.23 | comentar
A Rede de Bibliotecas de Elvas, designada RBELV integra todas as bibliotecas e centros documentais do concelho de Elvas, numa parceria articulada entre a autarquia, a educação, a cultura, o ensino superior, a ciência e tecnologia. No seio (...)
ABRIR PUBLICAÇÃO

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A Rede de Bibliotecas de São Brás de Alportel

13.03.23 | comentar
No pequeno e jovem concelho do interior algarvio, situado entre a serra e o mar, berço de personalidades que marcaram o panorama cultural algarvio e nacional, podemos encontrar a Biblioteca Municipal Dr. Manuel Francisco do Estanco Louro, a (...)

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A Rede de Bibliotecas de Ílhavo

19.12.22 | comentar
Inaugurada em 11 de setembro de 2005, a Biblioteca Municipal de Ílhavo é um equipamento cultural de referência e excelência no Município, e no contexto da Rede de Bibliotecas da Região de Aveiro. Por decisão da Autarquia, as ruínas que (...)

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Famalicão, cidade educadora, cidade leitora

Afirmação das bibliotecas municipais e das bibliotecas escolares

17.10.22 | comentar
Ao longo da sua já longa história, Vila Nova de Famalicão tem sido frequentemente mencionado como um dos principais centros culturais, comerciais e industriais em Portugal. E hoje continua a afirmar-se no país como um dos territórios que (...)

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Qua | 09.08.23

Dossier: Promoção da escrita

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Ter | 08.08.23

Bibliotecas e borboletas

por Luís Germano, professor bibliotecário do AE Josefa de Óbidos, Óbidos

Republicação do artigo de Seg | 05.12.22

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Há algumas semanas, uma aluna perguntou-me pela obra Retalhos da Vida de um Médico, de Fernando Namora. Pedi-lhe que me acompanhasse e retirei da estante um exemplar que lhe passei para a mão, apressando-me a voltar ao balcão de atendimento, sem explicações, apartes ou recomendações; um pedido de alguma forma tão inusitado, num raro dia de chuva de outubro, merecia o cuidado dispensado a uma borboleta: se entra na sala é prudente ignorar a sua beleza.

Quando algum tempo depois surgiu a oportunidade de escrever um texto para a rubrica “Retalhos da vida de um professor bibliotecário”, não consegui evitar o sorriso. Lá estava o acaso a fazer das suas, a estabelecer conexões, o “grande fazedor” a mostrar que não tem reservas ou preceitos de grandeza e que tanto se imiscui nas mais válidas descobertas e realizações da ciência ou da arte, quanto na ínfima e curta prosa de um professor bibliotecário. O acaso, creio, merece certamente um espaço reservado e exclusivo nos nossos planos de atividades, um domínio no MABE. Como dizia Manuel António Pina, “as coisas melhores são feitas no ar”…

Não me recordo de quando li Retalhos da Vida de um Médico. Provavelmente devo tê-lo feito depois do Constantino, guardador de vacas e de sonhos, dos Contos, de Almeida Garrett, ou da coleção 15, da Verbo. Depois de Gaibéus, decerto... Mais tarde, fomos tomados pela consciência de que, afinal, o que líamos nesses livros ainda refletia a nossa realidade e a dos nossos amigos numa pequena aldeia no extremo do Ribatejo - alguns deles, após a 4.ª classe, eram obrigados a trocar a escola pelas obras e, de um dia para o outro, passavam a beber minis no café e a acompanhar com os “homens”. Foi então que percebemos que a conjuntura e a ação vivida e praticada por aquele médico em aldeias do Alentejo e Beira Baixa eram, na sua génese, o retrato de um país analfabeto, isolado e cinzento que ainda resistia nesses idos anos 80, e que sua generosidade para com os mais pobres e humildes era, afinal, um valor humanista e universal.

De alguma forma talvez tenha sido esta consciência - ainda incipiente, mas já quase política - que me fez associar as bibliotecas a este altruísmo que se manifestava sob a oferta de conhecimento, cultura e entretenimento. Porque desde as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que percorriam vilas, aldeias e lugarejos, e onde tantos de nós iniciámos o gosto pela leitura, passando pelas bibliotecas de associações e coletividades, até às atuais bibliotecas municipais e escolares, sempre se manteve este espírito de partilha, de acesso livre e de incentivo ao conhecimento. Uma função cívica, profundamente democrática e um compromisso para com o futuro: as bibliotecas como a memória dos homens, de todas as suas ações, espírito e criação.

Por isso, entendo que o nosso papel no apoio ao currículo deverá ir sempre além desse currículo, que as nossas coleções, ao invés de conjuntos de títulos de uma seleção nacional, deverão ser diversas, disruptivas e inconformadas, cultivando dúvidas ao invés de certezas. Que devemos invocar com frequência os mortos das nossas prateleiras e trazer os vivos para que não acabem reduzidos a vizinhos de cota: RED, TOR, AND, PES, BEL, VIC. Bibliotecas que não querem a nobre linhagem do coração, preferindo tornar-se pernas e mãos, espaços informais de leitura e convívio onde se cultivam plantas e se reparam coisas. Locais confortáveis onde todos os alunos possam desenvolver projetos e descobrir interesses pessoais.

Para isso, o professor bibliotecário, nas suas deslocações pelos montes e vales da escola, pelas suas vilas, aldeias e lugarejos, não pode perder de vista os mais ”fracos” e os menos populares, os que não figuram nos quadros de honra, escondem os seus talentos ou cultivam gostos inusitados. Porque, tanto tempo passado depois da publicação de Retalhos da Vida de um Médico, continuam a ser estes os que mais necessitam de Namora... Perdoem-me, da biblioteca.

Luís Germano, professor bibliotecário
Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, Óbidos

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  1. *Qualquer semelhança entre o título desta rubrica e a obra Retalhos da vida de um médico, não é pura coincidência; é uma vénia a Fernando Namora.
  2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotecários, sem qualquer preocupação cronológica, científica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de vivências.
  3. Se é professor bibliotecário e gostaria de partilhar um “retalho”, poderá fazê-lo, submetendo este formulário.

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Seg | 07.08.23

Dossier: Cimeira Transformar a Educação (TES)

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Sex | 04.08.23

Uma professora bibliotecária pelo olhar crítico da Guidinha [1]

Por Ana Paula Oliveira, professora bibliotecária AE João da Silva Correia, São João da Madeira

Republicação do artigo de Seg | 07.11.22

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Para quem não me conhece eu sou a Guidinha uma “filha” do escritor Luís de Sttau Monteiro e gosto de escrever redações embora muitos me critiquem e digam que eu devia parar de escrever porque não sei usar a pontuação e escrevo tudo de rajada e isso é um mau exemplo mas isso não importa nada o que importa são as ideias que me atacam a cabeça e eu tenho de despachá-las de lá para fora e mais a mais o senhor José Saramago também não sabia pontuar e ganhou um Prémio Nobel olarila! e isso é o que importa e o que também importa é o que me fez escrever esta crónica pois o livro onde vivo está em casa de uma professora bibliotecária com a mania dos livros e tem o meu sempre em cima da secretária onde trabalha e eu não quero ser má-língua mas essa secretária está cheia de tralha que segundo ela é o seu material de trabalho pois tem de trabalhar muito em casa uma vez que nas escolas por onde passa é lidar lidar lidar de BE em BE e tem de planear tudo em casa para depois pôr em prática nas escolas então ele é papéis, ele é PC com email Teams redes sociais e não sei quantas plataformas e ferramentas digitais que ela domina, ele é telemóvel, ele é agenda, ele é livros, ele é bonecos e materiais que ela constrói para aquilo que ela chama a hora do conto e é uma canseira para mim ver aquilo tudo e eu lá no meio a observar tanta azáfama parece que a mulher não sabe fazer mais nada na vida, sempre a inventar, sempre a mandar emails e a conversar ao telemóvel ou no Teams ora com colegas ora com alunos que ela não dá descanso a ninguém é vê-la com a desculpa que precisa de conquistar leitores e de envolver os parceiros e de construir o PAA incluindo atividades do PEM e de dar resposta aos desafios da RBE do PNL da DGE e ainda tem de ir às reuniões dos departamentos e do CP e do PADDE e depois passa a vida a fazer projetos e a incentivar toda a gente para participar nos concursos ela diz que é um orgulho ganhar e isso dá pilim ah pois o pilim é muito importante para que as bibliotecas se mantenham ativas sem pilim não se faz nada mas sem empenho também não e ela tem tanto empenho que já teve um incêndio na cozinha quando decidiu fritar batatas e fazer um relatório ao mesmo tempo e foi por isso que comprou um robô daqueles que fazem tudo para ela ir à vida dela e nunca mais fritou batatas que é uma coisa muito perigosa para a educação e apesar disto tudo é um gosto vê-la trabalhar com tanto gosto e só não gosto quando ela bufa que nem um gato assanhado quando tem o MABE à frente dela e quando tem de preencher BD e de fazer PM seja lá o que isso for mas mesmo assim ela já vai nos 60+ e vê a aposentação a chegar e já está a antever um voluntariado numa biblioteca perto de si

PS da PB vítima da má-língua da Guidinha: não assumo qualquer responsabilidade pelas palavras da Guidinha, uma desbocada incontrolável!

Ana Paula Dias de Pinho Oliveira (professora bibliotecária)
Agrupamento de Escolas João da Silva Correia
Escola Secundária João da Silva Correia

 

NOTAS:

[1] Se não conhecer a Guidinha, esta poderá ser-lhe apresentada no artigo: Ribeiro. F (2006, 18 de dezembro). As redacções da Guidinhahttps://amateriadotempo.blogspot.com/2006/12/as-redaces-da-guidinha.html

[2] Para quem ficou baralhado com as siglas:

BE – Biblioteca Escolar
PAA – Plano Anual de Atividades
PEM – Plano Educativo Municipal
RBE – Rede de Bibliotecas Escolares
PNL – Plano Nacional de Leitura
DGE – Direção-Geral de Educação
CP – Conselho Pedagógico
PADDE – Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital da Escola
MABE – Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar
BD – Base de Dados
PM – Plano de Melhoria

 

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1. *Qualquer semelhança entre o título desta rubrica e a obra Retalhos da vida de um médico, não é pura coincidência; é uma vénia a Fernando Namora.

2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotecários, sem qualquer preocupação cronológica, científica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de vivências.

3. Se é professor bibliotecário e gostaria de partilhar um “retalho”, poderá fazê-lo, submetendo este formulário.

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