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O livro de ensaios que agora se publica reúne um conjunto de textos diretamente relacionados com  o projeto de investigação “Figuras da Ficção” que, nos últimos anos, tenho coordenado no Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Faculdade de Letras de Coimbra. Como unidade de investigação financiada e regularmente avaliada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o CLP integra um conjunto de investigadores envolvidos em diversos projetos de pesquisa, incluindo aquele que foi mencionado.

 

No caso de “Figuras da Ficção”,  cerca de vinte investigadores têm participado regularmente nas atividades do projeto, juntando-se a estes outros mais que, por se encontrarem fora de Portugal (em particular no Brasil), só episodicamente podem facultar a sua colaboração ao que regularmente vamos fazendo: colóquios, workshops, conferências, etc. No final do seu percurso, o projeto “Figuras da Ficção” pretende chegar a um Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa, obra já em curso de preparação  (…).

Conselheiro Acácio, por Bernardo Marques

 

 

(Da “Nota Prévia” a Pessoas de Livro. Estudos sobre a Personagem. 3ª ed. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2018; obra em acesso livre aqui)

 

Referência: Pessoas de Livro em acesso livre. (2019). Figuras da Ficção. Retrieved 13 February 2019, from https://figurasdaficcao.wordpress.com/2019/02/10/pessoas-de-livro-em-acesso-livre/?sfns=mo

Autor Reis, Carlos
Editor Imprensa da Universidade de Coimbra
Ano Publ. 2018
ISBN 978-989-26-1641-4
DOI https://doi.org/10.14195/978-989-26-1642-1
Idioma Português
Tipo Acesso

Integral

Citação
REIS, Carlos - Pessoas de livro: estudos sobre a personagem. Coimbra: [s.n.]. 221 p. ISBN 978-989-26-1641-4.

 

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por Catarina Moreira | Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Referência: Moreira, C., (2014) Evolucionismo, Rev. Ciência Elem., V2(4):318

DOI http://doi.org/10.24927/rce2014.318

 

 

Resumo

O evolucionismo admite que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo.

 

O evolucionismo, contrariamente ao que se pensa tem as suas raízes nos filósofos da Grécia clássica. Anaximandro poderá ser considerado o precursor da teoria moderna do desenvolvimento, quando defende que os organismos vivos, se transformam gradualmente a partir da água por ação do calor até se formarem as formas mais complexas e que o Homem tem a sua origem em animais de outro tipo. Demócrito defendia que as formas de vida mais simples tinham origem no “lodo primordial”.

 

Muito mais tarde, já nos séculos XVII e XVIII, o trabalho do conde de Buffon, George-Louis Leclerc (1707-1788) permite desenvolver a ideia de “Transformismo”, onde se admite que as diferentes espécies derivam uma das outras por degeneração num processo lento e progressivo, existindo espécies intermédias até surgirem as formas atuais. Nesta conceção transformista da diferenciação das espécies a noção de tempo geológico é fundamental, dado que Buffon admitia que as condições ambientais a que as espécies estavam sujeitas eram fundamentais ao processo de degeneração.

 

Outro transformista da época era Pierre Louis Maupertuis (1698-1759) que acreditava que as espécies resultavam de uma seleção provocada pelo meio ambiente resultando na infinidade de seres vivos que eram observados na atualidade.

 


Em pleno século XVIII, a geologia tem um papel de destaque na compreensão dos fenómenos da natureza. Em 1778, James Hutton (1726-1759), considerado o pai da geologia moderna, publica Theory of the Earth (Teoria da Terra), um tratado sobre fenómenos geológicos que abala as ideias catastrofistas. Hutton estabelece uma idade para a Terra bastante superior àquela admitida até então e defende que as forças naturais de hoje são as mesmas desde sempre, isto é, os fenómenos geológicos repetem-se ao longo da história da Terra – Teoria do Uniformitarismo.

 

Charles Lyell (1797-1875), geólogo britânico, prossegue com as ideias avançadas por Hutton e confirma a Teoria do Uniformitarismo concluindo que:

  • as leis naturais são constantes no espaço e no tempo
  • a maioria das alterações geológicas dá-se de forma lenta e gradual

 


A ideia de um gradualismo na natureza está lançada, e embora Lyell seja relutante em admitir a transformação das espécies, as transformações geológicas inevitavelmente levam ao surgimento de teorias relativas à evolução biológica.

 


Vários cientistas vão defender a ideia de a diversidade biológica ser resultado de um processo dinâmico de transformação dos organismos ao longo do tempo. Os nomes mais marcantes serão os de Jean Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck (1744-1829), Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Russel Wallace (1823-1913).

 


Lamarck

Lamarck, naturalista francês, botânico no Jardim Botânico de Paris ao serviço do rei, elaborou diversos estudos taxonómicos que o levaram a concluir que as espécies não só se relacionam entre si, como sofrem alterações ao longo do tempo. Em 1809, publica Philosophie Zoologique onde expõe as suas ideias defendendo que a necessidade de adaptação ao ambiente leva o indivíduo a iniciar o seu processo evolutivo. A sua teoria baseava-se em dois princípios:

  • Lei do Uso e do Desuso – a necessidade de um certo órgão em determinado ambiente cria esse órgão e a função modifica-o, isto é, quando um órgão é muito utilizado desenvolve-se e torna-se vigoroso e quando não é utilizado degenera e atrofia.
  • Lei da Herança de Caracteres Adquiridos – as modificações adquiridas pelo indivíduo, pelo usos e desuso de um determinado órgão, é transmitida aos descendentes.
 

Materiais relacionados disponíveis na Casa das Ciências: (por ora estes links estão quebrados na fonte. contamos corrigi-los em breve.)

  1. A Autoestrada da Vida, acompanhe a viagem da vida pelos caminhos da evolução
  2. Mecanismos de Evolução, como é que a seleção natural leva à evolução biológica?
  3. Os Factos da Evolução – Capítulo 6, os pseudogenes e os retrovírus endógenos como prova da evolução
  4. Os Factos da Evolução – Capítulo 5, que nos dizem os genomas acerca a evolução?
  5. Os Factos da Evolução – Capítulo 4, há tempo suficiente para a evolução? Esta e outras evidências
  6. Os Factos da Evolução – Capítulo 3, o registo fóssil, a especiação e a hibridação como provas da evolução
  7. Os Factos da Evolução – Capítulo 2, mais evidências da evolução: órgãos vestigiais, biogeografia, etc
  8. Do Big Bang ao Homem III: Da Eva Até Hoje, viaje pela história dos primeiros seres humanos
  9. Do Big Bang ao Homem II: Da Vida a Eva, viaje pela história da vida na Terra
 

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Apresentação da plataforma MILD - Manual de Instruções para a Literacia Digital: mild.rbe.mec.pt

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Que iniciativas de Educação para a Cidadania são levadas a cabo nas nossas escolas? Em que medida é que essas práticas se cruzam com a Educação para a Cidadania Global numa perspetiva de transformação social?

 

Estas foram algumas das questões de partida que guiaram a construção do estudo exploratório Iniciativas de Educação para a Cidadania Global em meio escolar*, promovido pelo CIDAC e pela FGS, que decorreu entre 2017 e 2018 e que foi agora disponibilizado online. Para a sua implementação foi elaborado um quadro concetual a partir do qual se desenhou um inquérito enviado a escolas, professoras e professores e diferentes redes de educação, e que foi divulgado nesta newsletter, tendo-se recebido 164 respostas, das quais 124 foram consideradas válidas.

 
Consultar o estudo completo AQUI.
Resumo em português, castelhano e inglês AQUI.

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A Biblioteca Municipal da Lourinhã foi o local escolhido para assinar o protocolo de cooperação entre o Município da Lourinhã e os dois agrupamentos de escolas do concelho, marcando assim a criação da Rede de Bibliotecas da Lourinhã e o lançamento do respetivo catálogo concelhio e portal digital.


A cerimónia aconteceu dia 5 de fevereiro e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, João Duarte de Carvalho, que deu início à sessão destacando o empenho da autarquia “em criar novas respostas e promover a literacia através da promoção do livro e da leitura”. No discurso de abertura, o autarca relembrou ainda algumas das iniciativas e projetos implementados no concelho, como a Biblioteca de Praia, o Festival Literário Livros a Oeste, o investimento constante em novas obras para a Biblioteca Municipal e muito mais.

João Duarte de Carvalho deixou ainda um agradecimento a todas as entidades presentes, entre elas a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, representada por Silvestre Lacerda, que interveio dando a conhecer alguns pormenores relevantes, como o facto do concelho da Lourinhã ser o que mais investiu em novos livros na Região Oeste nos últimos anos, aproximando-se daqueles que mais investimento têm feito a nível nacional.

“Queria salientar o trabalho desenvolvido na Lourinhã e este trabalho em rede, que é necessário desenvolver nos municípios, nas comunidades intermunicipais e nas redes nacionais de bibliotecas escolares. Esta perspetiva de trabalho em rede, em que cada um sai da sua zona de conforto, é significativo para o utilizador e temos a partir de hoje um belo exemplo na Lourinhã. Desafio ainda a comunidade intermunicipal a beneficiar desta iniciativa e de outras, como o Festival Literário Livros a Oeste, e assumir isto como um trabalho intermunicipal e um exemplo do que pode ser feito com a partilha de recursos”, concluiu o responsável.

A Coordenadora Nacional do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares, Manuela Silva, também marcou presença, deixando rasgados elogios ao projeto Rede de Bibliotecas da Lourinhã.

“Só em conjunto é que podemos lutar por esta ideia de que a leitura é fundamental. Espero que esta rede se consolide, se estruture e convirja na agilização dos trabalhos, tornando-se sustentável”, realçou.

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A Rede de Bibliotecas Escolares associa-se às iniciativas da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com o apoio do Ministério de Educação e da Fundação SM, que lançam em 2019 os prémios Educação em Direitos Humanos - Óscar Arnulfo Romero (3.ª edição) e O que estás a ler? (6.ª edição).

 

EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS - ÓSCAR ARNULFO ROMERO (3.ª EDIÇÃO) 

O prémio Educação em Direitos Humanos - Óscar Arnulfo Romero destina-se a reconhecer o trabalho de:
A. Escolas ou agrupamentos de escolas de todos os níveis de educação e ensino ou
B. Organizações da sociedade civil (ONG) na defesa do direito à educação, à convivência na escola, à paz, à inclusão e, em geral, às liberdades fundamentais do ser humano. 

 

Lançado a 1 de fevereiro, este concurso estabelece 15 de maio como data-limite para entrega das candidaturas; a 5 de junho serão conhecidas as propostas vencedoras: 2 por categoria (A e B), cada uma delas recebendo 5.000 dólares para investimento nos programas vencedores. Segue-se a fase internacional do concurso em que são selecionados os vencedores dos 20 países ibero-americanos (setembro), seguindo-se a entrega do prémio num dos países a definir.

 


 
Veja também: 
• 70 Anos ao Serviço da Comunidade Ibero-americana através da Educação, da Ciência e da Cultura 1949-2019
• Resultados das edições anteriores
• Terceira Edição – Como participar
• Redes sociais -  #PremioDDHHRomero.

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1. Título

O título Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa (Dicionário, a partir de agora) designa um campo de descrição que adiante será especificado. A ficção portuguesa é, neste contexto, a ficção narrativa e sobretudo a ficção narrativa literária, ou seja, o romance, a novela e o conto. Ficam, assim, fora do âmbito do Dicionário as personagens dramáticas propriamente ditas, mas considera-se pertinente incluir no corpus personagens de épocas e de géneros anteriores ao romantismo (renascimento, barroco, neoclassicismo, etc.; epopeia, novela de cavalaria, novela pastoril, etc.).

 

Não se exclui a possibilidade de, noutro momento, se conferir ao título do Dicionário um conteúdo mais alargado, visando outras literaturas de língua portuguesa (p. ex.; Dicionário de Personagens das Literaturas de Língua Portuguesa) .

 

Este é, por conseguinte,  um projeto em desenvolvimento. 

 

 

 

Referência: Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa. (2019). Dp.uc.pt. Retrieved 10 February 2019, from http://dp.uc.pt/apresentacao/dicionario-de-personagens-da-ficcao-portuguesa

 

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Machado de Assis nasceu pobre e mestiço no Brasil esclavagista do século XIX. A seu favor tinha o espírito dos resilientes e uma inteligência invulgar. Antes de completar 50 anos, foi considerado pelos seus contemporâneos "o primeiro de todos" os escritores brasileiros.

 

Naqueles anos do século XIX, pouco havia a esperar do mestiço carioca que apenas frequentara a escola primária e passara os dias da infância e da adolescência a trabalhar. Família humilde, pai pintor de paredes e mãe lavadeira que imigrara dos Açores, Joaquim Maria arranjaria futuro numa profissão que garantisse a sobrevivência. Mas, porque o rapaz tinha um brilho especial, a história escrever-se ia com outras palavras.

 

Autodidata, Machado de Assis fez parte da sua formação na Biblioteca do Gabinete Português de Leitura. Conheceu os grandes clássicos e a sua linguagem irá revelar as influências que recebeu de Almeida Garrett, por exemplo, como salienta aqui Alfredo Bosi, da Academia Brasileira de Letras, que nesta peça destaca também algumas características do estilo original, subtil e conciso do autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

 

Referência: A ligação de Machado de Assis à literatura portuguesa. (2019). A ligação de Machado de Assis à literatura portuguesa. Retrieved 10 February 2019, from http://ensina.rtp.pt/artigo/a-ligacao-de-machado-de-assis-a-literatura-portuguesa/

 

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Planisfério de Lopo Homem (1554), em que a distância longitudinal entre Lisboa e a Índia aparece ligeiramente encurtada relativamente à cartografia anterior                                                                      (Instituto e Museu de História da Ciência, Florença)

 

por Joaquim Alves Gaspar 

 

Pedro Nunes e a distância de Lisboa à Índia

 

Na época em que esta nota foi escrita, os pilotos sabiam perfeitamente que a distância entre Lisboa e a Índia medida nas cartas náuticas estava exagerada. Pedro Nunes já se tinha queixado desse facto cerca de vinte anos antes, no seu Tratado em Defesa da Carta de Marear (1537), atribuindo-o à incompetência dos pilotos, “os quais lançam a direito tudo o que passaram por tantos rodeios, dos quais não podem fugir. Embora Pedro Nunes estivesse certo quanto à exagerada distância longitudinal entre Lisboa e a Índia, não tinha razão em atribuí-la à incompetência dos pilotos.

Em 1547, foi nomeado cosmógrafo-mor do reino, tornando-se responsável pelo padrão cartográfico oficial. Teve então a oportunidade de corrigir o que considerava ser um erro grave no desenho das cartas. E assim o fez, começando por mandar fazer observações astronómicas em Diu, a fim de determinar a sua longitude.

 

O resultado foi um novo padrão em que a distância longitudinal entre Lisboa e a Índia aparece ligeiramente encurtada, tal como num planisfério do mesmo Lopo Homem, desenhado em 1554. Uma redução mais drástica, e mais próxima da realidade, teria sido obtida se as observações mandadas fazer por Nunes tivessem melhor qualidade. No entanto, a determinação da longitude através de observações astronómicas estava ainda sujeita, naquela época, a erros consideráveis.

 

Voltando às queixas de Lopo Homem, por que razão considerava o cartógrafo que as cartas feitas segundo o padrão de Nunes “eram muito desvairadas de toda a verdade e ciência de navegar? Isto é, que tipo de erros poderia torná-las incompatíveis com as boas práticas de navegação? Certamente não se trataria das distâncias entre os lugares medidas sobre as cartas – em particular, entre Lisboa e a Índia – as quais não eram geralmente de fiar.

 

O problema estava na orientação das linhas de costa, particularmente da costa africana, que já não estava de acordo com as indicações da agulha de marear. Por outras palavras, o novo padrão tinha deixado de respeitar a concordância entre as direcções representadas nas cartas e as que eram medidas pelos pilotos a bordo, uma discordância absolutamente crítica para a segurança da navegação – muito mais do que os erros nas distâncias.

 

Por volta de 1560, numa nota dirigida ao rei de Portugal, o cartógrafo português Lopo Homem queixa-se asperamente do novo padrão cartográfico oficial, o Padrão del Rei, que tinha sido instituído pelo cosmógrafo-mor, o matemático Pedro Nunes. O Padrão del Rei era o modelo no qual todas as cartas náuticas utilizadas pelos pilotos ao serviço da coroa se deveriam basear.

 

Segundo Lopo Homem, o novo padrão tinha sido preparado utilizando os eclipses do Sol e da Lua para determinar as longitudes dos lugares, mostrando que as distâncias reais de Lisboa à Índia, e também às Ilhas Molucas, eram muito menores do que as representadas nas cartas náuticas. No entanto, e de acordo com o seu testemunho, “todas cartas que por este padrão depois se fizeram […] são muito desvairadas de toda a verdade e ciência de navegar, e em todas as armadas que foram à India se fizeram e aconteceram muito maus recados e más viagens em o navegar por elas e se  perderam muitas naus das armadas del rei … E por isto forçados mandam los pilotos e navegantes fazerem suas cartas … a Castela”.

 

Na época em que esta nota foi escrita, os pilotos sabiam perfeitamente que a distância entre Lisboa e a Índia medida nas cartas náuticas estava exagerada. Pedro Nunes já se tinha queixado desse facto cerca de vinte anos antes, no seu Tratado em Defesa da Carta de Marear (1537), atribuindo-o à incompetência dos pilotos, “os quais lançam a direito tudo o que passaram por tantos rodeios, dos quais não podem fugir. Embora Pedro Nunes estivesse certo quanto à exagerada distância longitudinal entre Lisboa e a Índia, não tinha razão em atribuí-la à incompetência dos pilotos.

 

 

Referência: Gaspar, J. (2019). Pedro Nunes e a distância de Lisboa à Índia. PÚBLICO. Retrieved 6 February 2019, from https://www.publico.pt/2018/09/24/ciencia/ensaio/pedro-nunes-e-a-distancia-de-lisboa-a-india-1844698

 

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Na «Peregrinação» o autor narra a sua vida, de aventuras e desventuras, e as suas viagens pelo Oriente, ao longo de 21 anos, em relatos de enorme riqueza, com descrições muito pormenorizadas dos povos, das línguas e das terras por onde passou. Estas descrições revelam uma enorme admiração e fascínio pela grandiosidade dessas civilizações. Chega, inclusive, a recorrer a personagens orientais para tecer críticas à cobiça e ambição dos mercadores e militares ocidentais.

 

Por outro lado, no Ocidente da época ninguém acreditava que o Oriente fosse assim tão rico e tão diferente quanto a tradições culturais. Por estes factos, o autor é acusado por muitos de exagero, tendo ficado célebre o dito popular «Fernão, Mentes? Minto!» Hoje é consensual o valor histórico e literário da sua obra, feita de elementos verídicos e de ficção. Suspeita-se que algumas partes dos seus escritos tenham sido destruídas pelos Jesuítas aquando da Inquisição.


À época da sua publicação, «Peregrinação» torna-se um sucesso, um pouco por toda a Europa, pelos conhecimentos amplos sobre o Oriente. Nos anos seguintes, teve dezanove edições, em seis línguas.

 

Referência: Peregrinação. (2010). Vimeo. Retrieved 6 February 2019, from https://vimeo.com/12613917

 

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