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 Autores: Azevedo, Fernando José Fraga de
Melo, Isabel Maria Pinto do Souto e | Download

 


Resumo

Este artigo apresenta um conjunto de estratégias para ler e apreciar a poesia em contexto escolar, particularmente nos primeiros anos da escolaridade.

 

A poesia é concebida como um tipo de texto onde a elevada concentração sígnica e a multivalência semântica, expandidas pela plurissignificação da conjugação dos elementos do conteúdo com os da expressão, possibilita, ao leitor, o contato emocional e afetivo com o estado de coisas do mundo empírico e histórico-factual, sugerindo percursos hermenêuticos plurais para o seu acesso, conhecimento e reflexão.

 

Assume-se, ao longo do texto, que a fruição do texto poético é relevante na criação de hábitos leitores, aspeto crucial para a formação de leitores capazes de ler voluntariamente em quantidade e em qualidade.

 

Referência: Poesia na infância e formação de leitores. (2012). Perspectiva, 30(3), 925-946. Retrieved from http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/23761?mode=full

 

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 Fonte |

 

A diferença entre a imagem e a prática do bibliotecário é profunda. Qual é o propósito do bibliotecário? Qual é a sua contribuição para a sociedade? Agora que a Internet entrou nas nossas vidas, ainda precisamos de bibliotecas e bibliotecários? Estas são as perguntas a que se procura responder neste livro.

 

A função bibliotecária evoluiu muito da Antiguidade, da Biblioteca de Alexandria, até às bibliotecas digitais. A definição usual do termo ("quem trabalha numa biblioteca", Le Grand Robert da língua francesa ) dá apenas uma ideia muito vaga desta profissão com mil faces.

 

Neste momento, os bibliotecários estão a realizar atividades ou a assumir responsabilidades como:

  • ensinar os alunos a procurar e avaliar fontes de informação e publicações de qualidade;
  • apresentar "tempo da história" a um grupo de crianças;
  • avaliar o valor financeiro de um livro de livros antigos;
  • participar da digitalização do património editorial de uma sociedade;
  • criar um sistema de informação baseado na web e um site móvel para o uso de advogados especializados em direito do trabalho;
  • implementar um programa de empréstimo eletrónico para tablet;
  • negociar com representantes de uma rede de bibliotecas para a venda de um serviço de catálogo centralizado;
  • adquirir livros impressos e digitais, DVDs e videojogos;
  • Defender e gerir um orçamento que excede US $30 milhões por ano e tem quase 300 pessoas sob a sua responsabilidade
  • participar num encontro com os atores sociais de um bairro difícil para implementar medidas que promovam o sucesso académico e a perseverança dos jovens;
  • Trabalhar com um arquiteto e um engenheiro para desenvolver o programa espacial para a construção de uma nova biblioteca.

 

Mede-se a dificuldade de apresentar uma realidade tão complexa e diferenciada. Aposta-se em descrever esta profissão apresentando os seus valores, responsabilidades e ações, levantando o véu de tantas faces dos bibliotecários quanto possível.

 

A prática do bibliotecário reflete o seu compromisso com uma comunidade. Este compromisso é expresso de várias maneiras, desde o desenvolvimento de programas de alfabetização, programas de animação cultural ou atividades de assistência em casa, até a contribuição para medidas de intervenção social, na maioria das vezes em parceria com os atores sociais de uma comunidade. Não há limite para os serviços que um bibliotecário pode criar para facilitar o acesso à cultura e à informação. Isso pode variar desde a oferta de um serviço de empréstimo de óculos de leitura, como fazem algumas bibliotecas em Montreal, até à obtenção de consolas e videojogos na biblioteca para atender às necessidades dos adolescentes e ligá-los a uma biblioteca. lugar de cultura.

 

Em todas as suas ações diárias, o bibliotecário encarna os valores universais da profissão. O mais importante de tudo é garantir o direito fundamental à liberdade intelectual, ao pensamento livre, isto é, o direito de aceder a todas as formas de expressão do conhecimento e da cultura, e expressar os pensamentos em público. Este direito à liberdade de expressão e à liberdade de consciência é o pilar sobre o qual repousa a Carta de Direitos do Leitor que as associações de Quebec da profissão adotaram em 1976. Esta carta orienta os administradores da biblioteca e a equipa a garantir e facilitar o acesso a todas as formas e meios de expressão do conhecimento, garantir esse direito de expressão em todos os serviços oferecidos e opor-se a qualquer tentativa de limitar esse direito à informação e à liberdade de expressão. O segundo implica reconhecer aos indivíduos e grupos o direito à crítica, condição indispensável para o exercício de uma cidadania comprometida.

 

acesso de todos à informação, o respeito pela confidencialidade, a protecção da informação pessoal dos leitores e o respeito pela liberdade de opinião e pensamento são valores fundamentais da profissão. Eles também se aplicam às coleções, garantindo a máxima neutralidade no seu desenvolvimento e classificação.

 

 

 

 (...)

 

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Adaptado do espanhol com alterações e supressões.

 

© Imprensa da Universidade de Montreal, 2012

Condições de uso: http://www.openedition.org/6540

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 Proposta de atividades |

 

COMEMORAÇÕES

2018 assinala o ano da celebração dos 70 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e dos 40 anos da sua publicação oficial em Portugal, bem como o 40.º aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

 

Para assinalar esta data a Rede de Bibliotecas Escolares foi convidada a participar num grupo de trabalho interministerial, formado para contribuir para o debate público sobre o tema e promover iniciativas geradoras de aprendizagem sobre os direitos humanos. Desse grupo de trabalho resultaram as seguintes Linhas orientadoras e Programa, cuja implementação deverá terminar em dezembro, encerrando com uma sessão solene na Assembleia da República a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

 

Considerando que a proclamação destes documentos marca um grande passo para a nova civilização de seres humanos “livres e iguais em dignidade e em direitos” (artigo 1.º da DUDH e lema das comemorações) e que o processo de afirmação destes direitos não está acabado nem é irreversível, é importante que os responsáveis das bibliotecas se envolvam e participem nas múltiplas ações propostas. E porque são sobretudo as ações com crianças e jovens que devem marcar a prioridade da nossa agenda, a RBE preparou um conjunto de dinâmicas educativaspropícias a que estes tomem consciência, reflitam e intervenham na comunidade, com o propósito de promover a defesa dos direitos humanos consagrados e discutir a possibilidade de instituição de novos direitos que protejam a qualidade de vida das pessoas e do planeta. 

 

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La dimensión digital se expande hasta atravesar todos los puntos neurálgicos de la vida en sociedad.

La actualidad es un híbrido entre una organización comunitaria establecida a lo largo de siglos y las nuevas costumbres, procedimientos, productos, vínculos y cadenas de valor desarrolladas en la última década.

Una serie de nuevos temas son abordados por instituciones académicas y educativas, sociedades civiles e individuos que identifican categorías y problemáticas propias de una ciudadanía en transformación. A la vez, las habilidades que las nuevas generaciones necesitan para sus competencias hacia el futuro se vuelven centrales para la educación.

Mientras los docentes incorporan nuevas prácticas y roles, la tecnología abre posibilidades de enriquecer el diagnóstico, el trabajo en el aula y las formas de evaluación.

 

Fundación Ceibal (2018, julio). Ciudadanía digital y habilidades para el siglo XXI. + Aprendizajes. 1(1)

 

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 por Isabel Lucas | Revista LERDownload | Primavera de 2018

 

Uma entrevista com Camille Paglia corre o risco de não passar da primeira pergunta. Ela fala, expõe ideias, cruza temas, deriva, faz o seu próprio contraditório, gere cadências, ri, indigna-se, imita vozes e atitudes. A sensação é a de que podia falar ininterruptamente. E tudo com uma voragem que explica a razão pela qual é tão temida quanto admirada. Professora de arte na University of Arts de Filadélfia, formou-se em Yale e especializou-se em cultura moderna.

 

Autora de uma vasta obra de ensaio, protagonizou algumas das mais acesas discussões acerca do feminismo e fundou uma corrente a que chamou de «Amazon Feminism». De si própria, afirma, com uma gargalhada, ser uma mulher perigosa. E provocadora, sempre, sem que esse seja o seu objetivo primordial. Democrata crítica dos democratas, académica pouco respeitada na academia, feminista olhada de lado por muitas feministas, aos 71 anos esta pessoa que se diz sem género sexual continua a assumir posições polémicas e a colecionar opositores. Como quando declara que estamos mergulhados num caos ético onde a intolerância aparece mascarada de tolerância, começa por dizer Camille Paglia no seu mais recente livro Free Women, Free Men, uma coletânea de ensaios sobre feminismo, sexo e questões de género publicada originalmente em 2017 e agora com versão portuguesa pela Quetzal, com o título Mulheres Livres, Homens Livres.

 

É uma análise ao presente no mundo ocidental, com foco nos Estados Unidos, textos onde a pensadora, crítica de arte e ensaísta, conhecida sobretudo pelas suas posições controversas sobre o feminismo na década de 80, retoma e transpõe para a atualidade os seus estudos sobre sexo, alertando para o forte policiamento sobre os comportamentos e a perda da noção de individualidade.

(...)

 

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