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Blogue RBE

Sab | 24.02.18

Em Setúbal, os miúdos trazem o mundo no bolso | jornal Público

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 DR | por Rita Pimenta | Público|

 

Até ao final do ano, a Casa da Avenida põe os miúdos a viajar através de ateliers criativos e de continuidade. Quem quiser subir a bordo será guiado por Margarida Costa e Maria João Frade. O Mundo no Bolso garante carimbos no passaporte e na memória.

 

Mapa-Múndi; Labirintos e Caminhos; Malas e Baús; Viajar sem Sair do Lugar e O Mundo no Bolso são os títulos dos encontros-oficinas que reúnem crianças a partir dos quatro anos no 2.º andar de uma casa de família na Avenida Luísa Todi, em Setúbal. Ao longo de 2017, houve ali ateliers O Ano Inteiro, a partir da agenda do Planeta Tangerina assim designada. Pais e crianças reclamaram novos encontros felizes em 2018. Já começaram.

 

A grande viagem deste ano teve início a 27 de Janeiro com um jogo de palavras. Cada criança falou sobre o que lhe sugeriam os conceitos de “mundo” e de “viagem”. Disseram o que sabiam, o que já tinham experimentado, por onde tinham andado.

 

A seguir, a cada uma foi dado um bilhete, com um número de lugar sentado. Num corredor da casa, havia a marcação dos lugares no chão, a simular um transporte. Os miúdos tinham de identificar os seus lugares e ocupá-los. Depois de instalados, começaram a escutar ruídos e registos de sons de viagem. “O que se ouve quando se entra num autocarro, os sons de exterior, o ruído de vários meios de transporte, comboio, avião, barco. E foram identificando e conversando a propósito do que estavam a ouvir”, descreve, com entusiasmo, Maria João Frade, ex-professora de Português e Francês.

 

Depois, passaram para uma sala cheia de mapas antigos pendurados nas paredes, que a proprietária da galeria Casa da Avenida, que habita no 1.º andar do edifício e explora o Café da Casa, no R/C, “tinha descoberto no sótão há muitos anos e que não tinha ainda utilizado com os miúdos”. “Foi um deslumbramento quando entraram e viram os mapas. Nunca tinham visto mapas assim.” Gostaram das cores, do papel, das diferentes representações gráficas e de toda a atmosfera da sala.

 

Detiveram-se neles algum tempo, “para perceberem regiões, culturas, paisagens, distâncias, a tipologia dos mapas, temáticos ou não”, enumera. Depois, a sala foi escurecida e viram outros tipos de mapas e noutro suporte, numa projecção de espaços reais e imaginários, extraídos de sites sobre o tema.

 

Seguiu-se a retirada de papelinhos de dentro de um grande pote transparente e que identificavam lugares. Cada criança dizia que lugar lhe tinha saído. Podia ser uma cidade, um país de verdade ou o reino fictício de Rohan (de O Senhor dos Anéis, de Tolkien, cuja capital seria Edoras). A partir daí, a conversa derivava para: “É um lugar que existe ou é um lugar que não existe?”

 

Houve quem defendesse que os lugares fictícios existiam, sim senhor, a que outros contrapunham: “Como é que sabes, já lá estiveste?” Seguiram-se perguntas como: “É preciso ter lá estado para saber que existe?” Houve toda uma discussão sobre “lugares que existem e que não existem, com argumentos ‘porque já lá estive’, ‘já vi num livro’, já ouvi falar”…

 

Este é um dos momentos que tornam a educadora Margarida Costa mais feliz, já que a também “guia” de O Mundo no Bolso fez várias formações em filosofia para crianças e adora escutá-las, estimular-lhes o pensamento e “aprofundar o seu espírito crítico e criativo face ao mundo”, conta-nos.

 

Passou-se depois para a actividade plástica “o meu mundo, o meu mapa”. Nessa altura, fizeram-se dois grupos: dos quatro aos oito anos e outro a partir dos nove. “Distribuiu-se um guião sobre o que se pode pôr dentro de um mapa, para terem uma pequena orientação inicial. Depois, a liberdade era total.” Uns basearam-se nas pistas, outros nem por isso. “Alguns até fizeram mapas pop-up, com montanhas. Os mais velhos criaram mapas mais descritivos, com mais elementos, legendas e ilustrações.”

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Este trabalho está licenciado sob licença: CC BY-NC-SA 4.0

Sab | 24.02.18

Reinventar a educação para enfrentar o futuro | vídeo

 

Como todos os revolucionários, Tony Wagner eliminou a palavra "medo" do seu vocabulário. E incentiva professores, educadores e instituições a fazer o mesmo. Devemos reinventar a educação e dar um sentido moral a tudo o que fazemos.

 


Tony Wagner é um revolucionário. Mas para isso não precisa de levantar a voz, fazer comícios ou recitar slogans. Ele prefere a análise rigorosa e a honestidade intelectual. Não é em vão que é um dos maiores especialistas do mundo em educação.

 

Diretor do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard, Wagner é assessor de inúmeras instituições educacionais e agências públicas. E quando fala sobre educação, sabe do que está a falar, pois trabalhou como professor do ensino secundário e catedrático.

 

Ou seja, não é um teórico, mas alguém que esteve na sala de aula. (...)

 

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Este trabalho está licenciado sob licença: CC BY-NC-SA 4.0