No dia 11 de Outubro, a turma e alguns professores deslocaram-se a Cascais, para se juntarem a todos os alunos e professores de outras escolas do país que foram premiados ou que obtiveramuma menção honrosa.
Mais uma biblioteca resultante do trabalho articulado entre a RBE e uma autarquia, neste caso, a de Lisboa:
Integrada nas comemorações do dia das bibliotecas escolares, irá decorrer a 24 de Outubro a inauguração da Biblioteca da Escola Básica Eng. Duarte Pacheco, sita na Freguesia do Beato, e integrada no Agrupamento de Escolas das Olaias. Esta escola com 7 turmas de 1º ciclo, tem 142 alunos matriculados neste ano lectivo, e 42 crianças nas 2 salas do Jardim de Infância.
A iniciativa terá início pelas 09h45, e contemplará a visita a uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos da escola, ateliers de promoção das literacias a decorrer na biblioteca em contexto de promoção das práticas de leitura e ainda um atelier de ilustração dinamizado pela Ilustradora Rute Reimão, que nos últimos anos tem vindo a colaborar com diversos autores e editoras, particularmente no domínio da literatura infantil.
Estes ateliers fazem parte de um conjunto de iniciativas no âmbito das Comemorações do Mês das Bibliotecas Escolares, que a Câmara Municipal organiza desde inicio de Outubro e se prolongarão até Dezembro em 20 Escolas do 1º Ciclo e 5 Jardins de Infância, envolvendo mais de 500 crianças.
Câmara Municipal de Lisboa Departamento de Educação
Iniciamos a publicação de alguns cartazes que assinalam o mês das bibliotecas escolares, entre os inúmeros que têm sido produzidos por toda a RBE. Aproveitamos para referir um dos critérios que norteia as nossas publicações e que, cremos, está presente nestes cartazes: o respeito pelos direitos de autor. Seja usando imagens/textos originais, seja assinalando o que não é de nossa autoria e identificando a respetiva fonte. No trabalho das bibliotecas escolares em prol da formação de alunos mais competentes e mais conhecedores, nunca é demais chamar a atenção para a necessidade de reconhecimento e valorização de todos os bens culturais e das obras produzidas por cientistas, escritores, pensadores, artistas e demais criadores. Que seria das bibliotecas e de todo o património cultural se o trabalho criativo não fosse devidamente estimado e recompensado?
¿Cómo seleccionar y adquirir libros electrónicos? ¿Deberían los editores abrir sus contenidos digitales y sus bases de datos a los desarrolladores? ¿Ofrecerá Amazon lo que esperan los usuarios españoles? ¿Cuáles son los nuevos escenarios en el sector del libro digital en España? ¿Qué temas se debatieron en el I Simposio Internacional del Libro Electrónico? ¿Qué oportunidades ofrece el mercado digital español para autores y editores de textos en español?La respuesta a estas cuestiones, así como otras noticias y comentarios de la actualidad del libro electrónico en el boletín mensual DOCUMENTAnúmero 17.
Paradigmas da educação: a educação não formal é uma conferência no âmbito das questões prementes da educação não formal que tem por destinatários bibliotecários, professores, técnicos de bibliotecas e profissionais ligados à educação.
Dia 22 de outubro, das 9h30 às 17h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Penafiel.
Programa:
9h30 - Entrega da documentação
10h00 - Abertura - Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos - Directora da Biblioteca Municipal de Penafiel, Dra. Adelaide Galhardo
10h30 - Dra. Céu Basto - Serviço Educativo e de Extensão Cultural da Biblioteca Municipal de Penafiel -“Práticas de Educação não formal: A Biblioteca Municipal de Penafiel como contexto de intervenção” 11h00 - Intervalo para café
11h15 - Dra. Teresa Calçada - Coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação - “Biblioteca Escolar: currículo oculto” 12h00 - Debate 12H30 - Intervalo para almoço
14h00 - Dr. António Regedor - Universidade Fernando Pessoa - “A Prática da formação não formal em Bibliotecas da Grande Área Metropolitana do Porto ”
14h45 - Doutora Teresa Medina - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto - “A animação sócio cultural como prática educativa”
15h45 - Intervalo para café
16h15 - Doutor João Caramelo - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto - “Educação não formal e processos de desenvolvimento local” 17h00 - Debate
Um projeto de investigação do CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho que pretende identificar as linhas de interseção entre os planos estético e lúdico da Literatura para Crianças e Jovens e as suas virtualidades pedagógicas, especificamente no que toca à ecoliteracia.
Recorrendo a um corpus de publicações literárias para crianças da primeira década do século XXI e a duas abordagens concorrentes e complementares (a linguística e a literária), este projeto de investigação visa identificar as linhas de interseção entre os planos estético e lúdico da Literatura para Crianças e Jovens e a as suas virtualidades pedagógicas, especificamente no que toca à ecoliteracia (cf.: Capra, 2002).
Esta pode definir-se como a capacidade de os cidadãos desenvolverem um tipo de pensamento favorável à desconstrução do paradigma antropocêntrico que carateriza as sociedades ocidentais e as suas consequências mais diretas, nomeadamente a conceção do homem como legítimo explorador do meio natural em seu proveito e a da Natureza como uma inesgotável fonte de bens ao dispor de todas as necessidades e desejos humanos (o providencialismo). A essa desconstrução corresponde a edificação de uma conceção ecocêntrica, segundo a qual o homem se encontra integrado num sistema biológico complexo, cujo equilíbrio deve constituir uma aspiração individual e coletiva.
Tal objetivo exige uma definitiva alteração de mentalidades, de valores e de comportamentos, ou um novo estilo de vida. Isso deve ser desenvolvido desde a infância, preparando as crianças para um tipo de raciocínio não monolítico nem amputado, mas «ecológico», isto é, capaz de configurar as redes de relações em que cada ato se envolve.
A pertinência do estudo em causa, tomando como corpus textos do âmbito da literatura para a infância, reside no facto de esta, em diferentes níveis, revisitar e recriar literariamente a questão ambiental, propondo (ou pretendendo propor), implícita ou explicitamente, princípios, comportamentos e valores coincidentes com os preconizados pela Educação Ambiental. Importa, assim, fazer a análise destas produções, de um ponto de vista linguístico, evocando os princípios do construtivismo linguístico (Halliday, 2001), ou seja, do poder da língua e dos discursos na modelação do real, e do ponto de vista da teoria e análise literárias.Os produtos disponibilizados destinam-se, em primeira mão, a profissionais da educação e de bibliotecas, a animadores sociais e a outros mediadores de leitura.
Uma conferência com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros que irão comparar as trajectórias de uso dos media digitais por diferentes grupos sociais em Portugal e nos Estados Unidos da América.
No mês em que se comemoram as bibliotecas escolares, mais uma iniciativa que pretende promover a reflexão sobre a acção social do livro e a perspectiva da leitura, em função da realidade cultural e social do leitor. Tem ainda como objectivos proporcionar uma aprendizagem contínua e melhorar a compreensão sobre o universo das bibliotecas escolar e pública, permitindo em simultâneo o desenvolvimento de competências essenciais ao trabalho com a informação, independentemente da realidade em que esta existe.
Em Benavente, no Cineteatro, dias 28 e 29 de outubro. Pode consultar o programa aqui >>
Imagens de alunos, professora bibliotecária e coordenadora interconcelhia do Agrupamento de Escolas da Arrifana, uma das equipas distinguidas, no domínio da escrita criativa, na Festa do concurso Grande C que decorreu a passada semana em Cascais. O evento ofereceu aos alunos e professores a possibilidade de participarem em várias oficinas criativas, de falarem dos trabalhos que apresentaram a concurso, de contactarem com alguns dos artistas seus ídolos e, ainda, de visitarem os museus e outros equipamentos culturais de Cascais.
José Luís Peixoto esteve em foco a semana passada, na imprensa escrita. O suplemento cultural Babelia, do jornal El País, dedicou-lhe dois artigos. A revista Visão, por sua vez, publicou a 13 de outubro uma crónica do autor intitulada Os professores da qual citamos parte:
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
(...)
Com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado.
(...)
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.