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 por Severino António Ribeiro Pereira | 2015 | Download

 

Resumo

A dissertação é sobre a obra-de-arte. Com vista ao bom esclarecimento do que está aí em causa, o termo é tomado em exclusividade. A indagação constitui-se em três capítulos mais introdução e conclusão.

 

Na introdução consideram-se algumas questões de terminologia e linguagem.

 

No primeiro capítulo faz-se o enquadramento do que se consideram os pontos decisivos na transformação do pensamento sobre a obra-de-arte ao longo das várias épocas.

 

No segundo capítulo trata-se da ontologia, dos modos da definição de obra-de-arte. No último capítulo são as questões da relação com a obra-de-arte que constituem o assunto.

 

A conclusão sintetiza a posição teórica que resulta da indagação realizada e aponta a necessidade de um aprofundamento, à luz da antropologia filosófica, da relação entre a poética e a auto-formação do homem.

 

Pereira, S. A. R.

Referência: Pereira, S. (2015). Acerca da Obra-de-ArteRun.unl.pt. Retrieved 30 April 2018, from https://run.unl.pt/handle/10362/15276

 

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 por Gisela Cristina Ribeiro Silva | 2009 | Download

 

Resumo

As obras de literatura de massas ou best-sellers do fantástico maravilhoso da literatura de potencial recepção juvenil contemporânea, por nós apelidadas de „nova literatura‟, porque literárias, provocam no leitor o prazer da leitura e da releitura, o que as torna uma “literatura anexada” por muitos pré-adolescentes e adolescentes que a vêem como um manancial de narrativas onde a diferença se patenteia na revalidação de temas, imagens e mitos que adoptam o conhecimento da ancestralidade mítico-simbólica, bem do agrado destes leitores.

 

Por isso, as questões da literatura canónica e da „nova literatura‟ continuam a ser uma problemática que discutimos à luz dos Estudos Literários e da Hermenêutica do Imaginário. Pretendemos mostrar que estas obras, dividindo o espaço da sala de aula com os Clássicos da Literatura, devem ser lidas sob a perspectiva do mítico-simbólico e num acto de mediação leitora que possa contribuir para o desenvolvimento da literacia do Imaginário dos jovens leitores.

 

A hermenêutica do Imaginário é, por nós, entendida como uma ciência valorativa do texto literário que permite a compreensão das mensagens implícitas à exploração de temáticas plurais e interdisciplinares, para tomadas de consciência sobre assuntos da actualidade.

 

Abeirando-se da obra literária, da literatura de massas ou do bestseller, o leitor aprende, se usar de uma reflexão sistemática, mediada e consciente (alicerçada na hermenêutica do Imaginário), a aprofundar os seus conhecimentos sobre mitos, símbolos, metáforas, imagens e temas e, desta forma, a também participar do acto de leitura de forma intensa e não ingénua, adquirindo competências de tipo crítico que lhe permitirão participar dos textos na pluralidade dos seus contextos.

 

Estas são obras onde o carácter lúdico e o apelo à participação do Imaginário são uma constante, por isso, pareceu-nos pertinente associá-las a um Programa de Leitura Fundamentado na Literatura (Tompkins & McGee, 1993; Huck & Hickman, 2001; Galda & Cullinan, 1998; Yopp & Yopp, 2001; Azevedo, 2007; Silva; Macedo; Simões; Diogo & Azevedo, 2009), que valorize língua, literatura e Imaginário como aprendizagens integradas e importantes na formação de leitores reflexivos e competentes.

 

Assim, para além de termos realizados uma análise mitocrítica sobre cinco obras da „nova literatura‟, criaram-se actividades de enriquecimento a partir de duas dessas obras, tendo por base os pressupostos do Programa de Leitura Fundamentado na Literatura.

 

Estas foram implementadas em contexto de sala de aula e integradas em dois estudos de caso, cujas descrições e análise de conteúdos/resultados, apoiadas numa metodologia qualitativa, nos permitiram perceber o contributo destas obras da „nova literatura‟ para o desenvolvimento das várias competências dos alunos/leitores enquanto indivíduos integrantes de uma sociedade exigente e solicitadora nas suas intervenções.

 

A literacia do imaginário : compreensão e mediação leitora na literatura juvenil contemporânea

Referência: A literacia do imaginário : compreensão e mediação leitora na literatura juvenil contemporânea. (2010). Repositorium.sdum.uminho.pt. Retrieved 29 April 2018, from http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/11611/1/Gisela%20Cristina%20Ribeiro%20Silva.pdf

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por Ana Paula Alves Esperto | Download | 2013

 

Resumo

O presente estudo descreve e avalia as potencialidades e as dificuldades de uma iniciativa de ativismo centrada na resolução de problemas associados a questões socio-científicas (QSC), na promoção da literacia científica e no desenvolvimento de competências essenciais para o exercício de uma cidadania participada, interventiva e responsável. O estudo incidiu em 28 alunos de uma turma do sétimo ano do Ensino Básico, que realizaram atividades de resolução de problemas contextualizadas em situações do quotidiano, relacionadas com problemas sociais enquadrados no âmbito da temática, Educação Rodoviária.

 

Foi adotada uma metodologia de investigação mista, com orientação interpretativa, onde o investigador investiga a sua própria prática através da aplicação de uma proposta didática em contexto natural. Os instrumentos utilizados na recolha de dados incluem, a redação de notas de campo, os registos escritos (trabalhos dos alunos e respetivas apresentações), os questionários que foram aplicados antes e depois da intervenção (pré e pós teste) e as transcrições de entrevistas em grupo focal no final da intervenção. Os dados foram analisados com o objetivo de avaliar as potencialidades e as dificuldades de iniciativas de ativismo centradas na resolução de problemas associados a QSC e no desenvolvimento de competências.

(...)

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 por António José Meneses Aires Nogueira | 2012 | Download

 

 

Resumo:

 

O ensino elementar constituiu uma das preocupações fulcrais do regime político legitimado após a Constituição de 1933, num Portugal essencialmente rural e analfabeto.

 

Neste contexto, o combate ao analfabetismo implicou o investimento na escolarização da sociedade portuguesa, no qual a Biblioteca Escolar assumiu um papel relevante. Descobrir e mapear o seu percurso e a sua missão educativa e cultural num país dominado por um governo fortemente ideológico, avesso à modernização e à diversidade, tornou-se o grande desafio do presente estudo. Mais especificamente, o tema abordado na presente dissertação é a Biblioteca Escolar no Estado Novo, um período histórico preciso, situado entre os anos 30 e os anos 70 do século XX, caracterizado, então, por um regime político autoritário e por uma sociedade que possuía como atributo mais marcante o analfabetismo real e funcional. A metodologia seguida foi a meta-análise do boletim Escola Portuguesa, periódico editado pelo Ministério da Instrução Pública, Direcção Geral do Ensino Primário, que se manteve ativo entre outubro de 1934 e outubro de 1974, praticamente ao longo de toda a vigência do Estado Novo.

 

 

 

 

Referência: Nogueira, António José Meneses Aires - A biblioteca escolar no Estado Novo [Em linha] : meta-análise do Boletim Escola Portuguesa entre 1934 e 1974. Lisboa : [s.n.], 2012. 323 p.

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 Download | Tese de Maria Elisabete da Silva Bárbara

 

A minha tese de doutoramento debruça-se sobre as traduções portuguesas dos contos de Perrault que foram editadas e circularam em Portugal no período do Estado Novo (1933-1974). Ao longo de oito anos de investigação, confrontei essas versões (depois, claro, de correr o espólio de muitas bibliotecas à sua procura) com os respetivos originais, de 1697, no intuito de perceber até que ponto o contexto de chegada – na interseção dos códigos político, ideológico, cultural e literário – determinou ou não a tradução e, eventualmente, a colocou ao serviço da ideologia do regime.

Não houve a intenção de respeitar o texto original do autor francês nem a preocupação de manter o duplo destinatário contemplado por Perrault (crianças e adultos); houve, sim, o propósito de traduzir para crianças, ou melhor, para crianças portuguesas. Houve o propósito de inculcar nos jovens leitores os valores do Estado Novo.

As versões portuguesas de Perrault, no Estado Novo, entre muitas outras alterações "profiláticas", redesenham o perfil das personagens e as relações de família, de modo a conformar os comportamentos aos papéis que a mundividência estado-novista entende como próprios de homens e de mulheres.

Lembro, por exemplo, o caso de Cendrillon (A Gata Borralheira): a heroína das versões portuguesas perde muito da sua afirmação individual. Perde traços de rebeldia e de iniciativa pessoal, tornando-se uma menina exemplar, recatada, cheia de virtudes, que sonha com o seu príncipe encantado e com um casamento de conto de fadas. Não lhe cabe manifestar o mesmo grau de iniciativa e de autonomia da protagonista de Perrault. E nunca se impõe ou sobrepõe ao elemento masculino.

Já o Capuchinho Vermelho, desde tenra idade, ajuda a mãe nas tarefas domésticas e é descrita como uma “mulherzinha”. Este estereótipo da mulher como mãe extremosa e dona de casa exemplar opõe a vida doméstica à vida exterior e pública. É deste modo que, nas versões portuguesas de Perrault, se desenham claras fronteiras: ao passo que a mulher está confinada ao espaço doméstico, ao homem está reservado o espaço exterior, símbolo de independência e de um espírito “naturalmente” aventureiro.

Lembro que, no Capuchinho de Perrault, existem três figuras femininas: a avó, a mãe e a menina. Não há nenhum pai nem nenhum marido. As versões portuguesas não acham bem e aumentam a família.

 

Síntese feita pela autora, Maria Elisabete da Silva Bárbara.

 

Referência: BÁRBARA, Maria Elisabete da Silva - Os contos de Perrault em Portugal no Estado Novo. Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na Internet em: <URL:http://hdl.handle.net/10316/23758>.

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 por Hermínia de Fátima Morais Almeida Pires | Orientador: Jorge Serrano2013 | Download |

 

Dissertação apresentada para a obtenção de grau de Mestre em Ciências da Educação - na especialidade de Educação Especial e Domínio Cognitivo e Motor, conferido pela Escola Superior de Educação Almeida Garrett.

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