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6.11 | Fundação Calouste Gulbenkian | Cartaz

Programa | OradoresCertificado

 

A leitura é um direito humano, condição indispensável de liberdade e de igualdade. O domínio competente da leitura suscita o conhecimento, enriquece o desempenho individual e coletivo e promove o desenvolvimento económico, social e cultural do país, constituindo-se como um desígnio nacional.

 

O Plano Nacional de Leitura (PNL) é o instrumento para uma política pública que tem por missão dar resposta a este desígnio, procurando contribuir para a melhoria dos hábitos e das competências de leitura dos portugueses.

(...)

Para debater os conceitos e fundamentos que devem suportar uma política de leitura e escrita favorável às múltiplas literacias que a atualidade exige, apontar novas vias de evolução – em conformidade com a experiência e o saber científico acumulados a nível nacional e internacional – e inspirar novas ações criativas e inovadoras, organiza-se a primeira conferência PNL2027. (...)

 

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A Revista Emília faz 6 anos e dá-nos um presente: O caderno Emília N.º 0.

 

Esta nova publicação tem como objetivo aprofundar o debate crítico sobre temas chaves em torno da formação de leitores, da promoção do livro e da leitura. Uma iniciativa para proporcionar leitura mais aprofundada das questões sobre as quais a revista já vem tratando em sua trajetória.

O número de estreia é dedicado ao escritor Gil Veloso – com um conto inédito seu – e à ilustradora Mariana Zanetti. Ao longo de suas 164 páginas, traz entrevistas e também artigos de Cecilia Bajour, Constantino Bértolo, Marcela Carranza, Maria Teresa Andruetto e Sara Bertrand.

Publicação on-line, Cadernos surge com o desafio de oferecer reflexões mais consistentes, densas, como contraponto à volatilidade que caracteriza o ambiente digital. Cadernos Emília começa com esta edição em 2017 e pretende chegar a três em 2018.

 

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Competencias de YALSA para bibliotecarios que trabajan con los
jóvenes: Los adolescentes se merecen lo mejor. Chicago: Yalsa, 2010

 

Yalsa ([Associação de Serviços Bibliotecários para Jovens] ) desenvolveu este conjunto de competências a primeira vez em 1981, foram revistos em 1998, em 2003 e novamente em 2010. Essas competências podem ser usadas como indicadores de avaliação, como uma ferramenta para melhorar o serviço, como base para o desenvolvimento do programa de estudos bibliotecários escolares, tanto num ambiente de formação de pessoal, como um conjunto de diretrizes para usar ao falar sobre a importância de serviços de biblioteca, para os adolescentes.

 

Outros recursos de interesse para as bibliotecas escolares e jovens

 

Traduzido do espanhol, com adaptações.

Visto aqui.

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 Download | Guten |

 

O estudo “Práticas de leitura digital em sala de aula” reune uma série de artigos com o intuito de mapear, disseminar e inspirar práticas de leitura digital em sala de aula.

Um dos destaques apresentados neste documento é o artigo "Uso de tecnologias digitais em sala de aula", elaborado pela especialista em multiletramento e leitura, Roxane Rojo.

*** 

 

in Apresentação:

 

O programa “Leitura digital em sala de aula” nasceu da observação da realidade de educadores cujo objetivo é desenvolver competências e o prazer da leitura nos seus alunos.

 

Como empresa com foco na área de letramento, a Guten interage diariamente com escolas e professores, além de discutir quais as principais preocupações que esses educadores têm nas suas rotinas. Nessa jornada, deparamo-nos diariamente com angústias e questões: “Como faço com que os meus alunos leiam mais?”, “Como desenvolver o hábito leitor frente a tantos “distratores” tecnológicos?”, “Por que é que eles se distanciam dos livros ao longo do tempo?”, “Será que os meus alunos leem mais ou menos que a geração anterior?”, “O que é ler no mundo digital?”.

 

Ao mesmo tempo, percebemos que a comunidade escolar ainda precisa de modelos e relatos de casos reais nos quais possa espelhar-se para inovar e, assim, começar a responder às perguntas acima. A vontade de mudança é facilmente detetada. A dificuldade maior está no momento do planeamento e execução: “O que fazer?”, “Como começar?”.

 

Foi assim que decidimos contribuir e mostrar à comunidade educadora alguns exemplos de quem está a começar ou já utiliza recursos tecnológicos voltados para a melhoria da leitura dos alunos. O objetivo do Programa é, assim, fomentar o ecossistema de experimentações na área do letramento digital, trazendo à luz as práticas de professores reais, lidando, nos seus contextos reais, com as suas limitações reais e potencialidades reais. Priorizamos o “real”, as contradições e os impasses imanentes à prática, mesmo quando em busca do “ideal”.

Procuramos disseminar experiências inspiradoras, transformações e reflexões realizadas por um grupo de educadores na sua busca por potencializar a aprendizagem e prover uma experiência leitora mais rica aos seus educandos. Dessa forma, o foco maior do Programa esteve na experimentação de aulas planeadas com recursos tecnológicos relacionados com a leitura e o letramento digital. Não promovemos um curso, mas um grupo de partilha e experimentações. (...)

 

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Adaptado do português do Brasil

(2017). Gallery.mailchimp.com. Retrieved 20 September 2017, from https://gallery.mailchimp.com/c34e670c72aa0ade921b7c20d/files/be24fb62-35ee-4603-8362-091d6d3dc92f/Praticas_em_Leitura_Digital_em_Sala_de_Aula.pdf

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 Kids and Family Reading Report, [e-Book]  Scholastic, 2017 | Download |

 

En la celebración del Día Internacional de la Alfabetización, Scholastic tiene una gran noticia: los niños están leyendo.  la encuesta indica que hasta el 86% de los niños  piensan que la lectura es una clave importante para su metas futuras. Además, tanto los niños como los padres mostraron cierto grado de conciencia sobre la diversidad al seleccionar libros, y los hogares desglosados ​​por raza y etnia tuvieron números favorables cuando se trata elegir una amplia variedad de opciones de lectura.

 

En el año 2016, Scholastic, junto a YouGov, llevó a cabo su investigación biannual para explorar las actitudes y los comportamientos en torno a los libros de lectura para niños y familias. Los resultados esta investigación, basados en un muestreo de muestras de 2,718 padres y niños, incluyendo 632 padres de niños de edad 0-5; padres de niños de 6 a 6 años; y de 6 a 17 de la misma vivienda. (...)

 

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Texto de Julio Alonso Arévalouniversoabierto.org

 

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A importância da leitura infantil na primeira infância. Um filme sobre ler histórias. E mudar histórias. 

Veja. Entenda. Leia para uma criança. 

 

Quando lê histórias para uma criança, também pode mudar a sua história. Este é o tema deste documentário "Para Gostar de Ler", uma parceria entre o Itaú, a DPZ&T e a Prodigo Films.

 

FICHA TÉCNICA

 

 

 

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v. 11, n. 21 (2017) |

 

 

 

Sumário

 

Tania Mariza Kuchenbecker Rösing, César Sánchez Ortiz
1-5

 

 

 

ARTIGOS

 

Pedro C. Cerrillo Torremocha, César Sánchez Ortiz
6-19

 

Regina Zilberman
20-39

 

Ramón F. Llorens García
40-52

 

Norma Sandra de Almeida Ferreira, Lilian Lopes Martin da Silva
53-74

 

Marta Morais da Costa
75-98

 

Gabriela Rodella de Oliveira, Natália Bortolaci
99-113

 

Gemma Lluch
114-129

 

Christopher Kastensmidt
130-145

 

Sandra Sánchez-García, Santiago Yubero
146-161

 

Elisa Larrañaga, Santiago Yubero, María Elche
162-179

 

 

 

Seção Livre

 

Sonia Inez Fernandez
180-194

 

Maiquel Röhrig
195-213

 

Maria Laura Pozzobon Spengler, Eliane Santana Dias Debus
214-228

 

 

 

RESENHAS

 

Aránzazu Sanz Tejeda
229-233

 

Tania Mariza Kuchenbecker Rösing
234-240

 

María Elche Larrañaga
241-247

 

Ilse Rosa Vivian, Gabriela Silva
248-254

 

 

 

Licença Creative Commons
O trabalho Revista Literatura em Debate de Revista Literatura em Debate foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 3.0 Não Adaptada.

 

 

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 por Catarina Homem Marques | Observador | julho 2017

 

De pequenino, torce-se o pepino e também se começa a gostar de livros. Basta que os pais leiam aos bebés – até receitas –, que a leitura se faça em família e que todos se deixem levar pelos livros.

Nem todas as histórias têm de ter um final feliz para serem bonitas, nem sequer as histórias que se contam às crianças, mas o final feliz para os pais que querem que os filhos leiam é que eles comecem mesmo a gostar de livros. E isso, já que não é uma capacidade que nasça com as crianças, é algo que se pode – e deve – trabalhar, como afirmam Pamela Paul e Maria Russo, especialistas em literatura infanto-juvenil do New York Times, num artigo cheio de dicas para as famílias.

Não é apenas um capricho – está mais do que comprovado que os livros contribuem para o desenvolvimento das crianças, e que são também aliados saudáveis para a vida adulta. É por isso que se contar um conto deve mesmo acrescentar um ponto, e mais um ponto, e mais um ponto, até que a leitura seja um elemento de proximidade familiar, uma atividade enriquecedora para todos e, mais importante, um momento feliz.

 

Os bebés dormem, comem, choram… e gostam de livros

Há aquela imagem dos filmes em que uma mulher grávida embevecida põe os auscultadores em cima da barriga para o filho começar logo a ouvir música. E faz sentido. Os bebés reagem a estímulos sensoriais e esses estímulos contribuem para o desenvolvimento das suas capacidades. O que significa que – embora o bebé possa não mostrar grande entusiasmo quando está a acontecer – também faz sentido que os pais leiam para os filhos desde as primeiras fraldas.

“Como não se nasce leitor, é necessário guiar e acompanhar a criança, ao longo do percurso, desde a descoberta do pré-leitor até à sedimentação da leitura. O mergulho progressivo nos livros constituirá, decerto, um desafio apetecível porque as crianças são, por natureza, curiosas e a curiosidade é motor das aprendizagens ao longo da vida”, explicam os responsáveis pelo Plano Nacional de Leitura ao Observador.

Nesta primeira fase, as boas notícias é que os pais nem sequer têm de ler histórias com sentido: podem ler o livro que já estavam a ler antes sobre a II Guerra Mundial, um manual de instruções para alguma máquina que estava a dar trabalho ou a receita de um bolo para o jantar. O importante é o som da voz dos pais, a cadência típica da leitura e que as palavras sejam dirigidas para o bebé.

“Em nenhum genoma humano está presente uma inclinação para os livros. O que se sabe é que um leitor – tal como um escritor, ou um artista em geral – descobre-se quando acende o seu fogo interior, que a escritor Laura Esquível comparou a uma caixa de fósforos imaginária. Segundo ela, cada um de nós traz no interior essa caixa de fósforos e, para acendê-los, é necessário um prato apetitoso, uma companhia agradável, uma canção, uma carícia, uma palavra. Mas a chispa varia de pessoa para pessoa, e cada um tem de descobrir os seus detonadores… a tempo, ou a caixa de fósforos humedece e nunca poderá acender um único fósforo”, diz Álvaro Magalhães, autor de dezenas de livros para crianças que já foi integrado na lista de honra do prémio internacional Hans Christian Andersen.

Os outros sentidos também podem ajudar nesta detonação. Mesmo que o bebé interrompa a leitura para puxar as páginas ou comece a fazer sons em resposta aos sons que está a ouvir, não faz mal. Este é o tipo de leitura em que os pais têm de estar disponíveis para a interrupção. E até há livros cheios de texturas que podem ajudar. Tal como ajuda ter tempo e paciência.

“O ouro da literatura sempre foi o tempo, e é cada vez mais isso. Por isso é que a nossa livraria é afastada de um local de passagem. Se é para virem até aqui, é mesmo para escapar à rotina. E se há uma obrigação que os pais têm, desde que os filhos são muito pequenos, é de cuidar da curiosidade dos filhos, e a leitura faz parte disso. Só que a leitura não se faz apenas sentado com um livro na mão. Tecnicamente, temos de transformar a leitura num jogo que se realiza em diferentes dimensões, que é um universo comum em que a palavra abre espaço para dança, música, movimento e tudo o que quisermos”, explica Mafalda Milhões, responsável pela livraria Bichinho de Conto, em Óbidos, a primeira que abriu em Portugal dedicada apenas ao livro infanto-juvenil.

 

A leitura é para ocupar a casa toda. E a família.

Para criar um leitor é preciso ser um leitor. E isto não implica que o serão da família tenha de incluir sempre um debate profundo sobre literatura russa ou sobre poesia japonesa do século XIX. Acontece apenas que, ao partilhar leituras com as crianças desde cedo, ao tornar-se uma atividade que se faz em conjunto – o que acontece naturalmente quando as crianças ainda não sabem ler sozinhas –, os livros começam a ficar associados à voz dos pais e a um sentimento positivo de proximidade.

© Getty Images/iStockphoto
 
 

“Infelizmente, fala-se muito em leitura sem falar em comunicação. E nisso a família tem um poder que não tem a escola, é a melhor incubadora para um leitor, para abrir horizontes e fazer ligações”, diz Mafalda Milhões.

Há pequenos truques para ir expandindo esta sensação e para a prolongar nas diferentes fases de crescimento da criança: em vez de ler para a criança só à noite, antes de deitar, é importante arranjar tempo para ler em outras alturas do dia – e, milagre, isso vai fazer também com que a criança abrande; transformar a leitura numa atividade interessante para as duas partes – nem tem de ler sempre livros que deteste, nem a criança tem de gostar das caretas que os pais fazem ao ler e pode interromper a qualquer momento; não fazer da leitura uma obrigação ou um castigo, mas sim um momento de brincadeira e alegria; ter livros espalhados pela casa, em vários sítios, que possam a qualquer momento transformar-se num ponto de interesse e num fator de distração; ir associando os livros e a leitura independente a um ato de maturidade – também dando o exemplo – sem provocar uma quebra abrupta na possibilidade de se continuar a fazer a leitura em conjunto.

“Há quem leia porque aos dez anos teve uma pneumonia e para matar as horas de aborrecimento não lhe ocorreu melhor coisa do que ler Stevenson. Até hoje. O curioso é que todas as pessoas, sejam ou não leitoras, podem falar da sua genealogia como leitores ou não-leitores, sempre com referência a uma contingência ou um mero acaso. Ou seja, o ato de ler não nasceu quase nunca de um ato puro de vontade ou da falta dessa vontade. Foi sempre a resposta a uma situação. Convém então repeti-lo: chega-se à leitura graças a um golpe de dados, quer dizer, a encontros e desencontros ocasionais”, explica Álvaro Magalhães.

 

E se os pais não são leitores, porque perderam o interesse pelos livros ou porque nunca encontraram esse golpe de dados, podem ser as crianças a servir de inspiração. “Há algumas famílias que não sabem mesmo fazer isto, mas podem aproveitar para seguir as crianças. Os pais têm de ter coragem para essa predisposição, para aprender isso com os filhos”, diz Mafalda Milhões. Uma ideia que Álvaro Magalhães completa: “No meu livro O Brincador há uma epígrafe que é todo um programa de vida, dois versos de Carlos Queiroz: ‘Menino que brincas no jardim / Tu sim, podias ser um Mestre de mim.’ Eles afirmam a minha fé numa inteligência infantil ainda não contaminada nem corrompida pelo mundo. Um dia perguntaram a Stanislavsky como se fazia teatro para crianças e ele respondeu: ‘Como se faz teatro para adultos, mas melhor’. É o que tento fazer, pois, tal como a concebo, a literatura para os mais novos é uma arte maior. Para comunicar com eles é preciso elevarmo-nos, e não o contrário – traduzirmo-nos, imbecilizarmo-nos, infantilizarmo-nos, que é o que mais se faz, infelizmente.”

 

Os livros também fazem coisas

Os livros fazem coisas. E não são só aqueles livros que têm pássaros que saltam em formato pop up, que emitem sons ou que servem, numa pilha, para levantar o monitor de um computador. Os livros são histórias, e são imagens, e levantam questões que se podem associar depois a outras actividades. “Se a criança gostou muito de um livro sobre animais, se calhar era divertido a seguir irem todos ao Jardim Zoológico com o livro”, exemplifica Mafalda Milhões.

Além disso, os livros são também uma desculpa para ir à livraria do bairro, ou para entrar numa biblioteca. Há cada vez mais atividades que se podem encontrar em diferentes livrarias: desde oficinas de ilustração, como aquelas que acontecem regularmente na It’s a Book, em Lisboa, a atividades pelo bairro ou oficinas de leitura entre avós e netos, como são comuns na Baobá, em Campo de Ourique, passando pela simples possibilidade de andar de baloiço ou ouvir uma história no grande quintal da Bichinho de Conto. É importante que a família fique atenta à agenda das livrarias nas proximidades ou tire um tempo para ir a uma que fique mais distante.

A Bichinho de Conto, em Óbidos, foi a primeira livraria dedicada apenas ao livro infanto-juvenil em Portugal. © Divulgação
 
 

Na Bichinho de Conto, por exemplo, Mafalda Milhões sente que muitas vezes o espaço se transforma “no quintal da avó que muitas crianças já não têm isso”. “As crianças vêm aqui para ler, mas também para andar de baloiço, para brincar com as cabras, e isso tem tudo de literatura, não tem? Isto antes era só uma sensação que eu tinha, mas agora já é conhecimento técnico ao fim de muitos anos de trabalho: na leitura, o mais importante é a relação. Nós conhecemos os nossos leitores desde pequenos e agora vejo-os na faculdade e continuamos a fazer parte da vida uns dos outros.” É essa a relação que se pode criar com um livreiro, que pode ser importante a ajudar na escolha dos livros, e que se pode integrar nesta relação que se tem – ou não – com os livros.

“O PNL e outros programas institucionais da leitura só se preocupam com números e estatísticas. Do que precisamos é de leitores que contagiem leitores e sejam capazes de transmitir a sua paixão. Pequenas comunidades, círculos de leitura, clubes de leitores – que estão agora mais ativos com as redes sociais –, pessoas que partilhem e propaguem a sua paixão e a sua felicidade. Só quem verdadeiramente sente esse prazer e essa paixão a pode comunicar aos outros”, diz Álvaro Magalhães.

Outra coisa que os livros podem fazer é transformar-se numa prenda divertida para dar aos amigos que fazem anos, uma prenda que se pode escolher em família e que depois se pode aproveitar em conjunto com o aniversariante. E podem também ser uma coleção: as crianças gostam naturalmente de colecionar, e vão adorar ter uma prateleira ou uma estante só delas para irem arrumando os seus livros.

 

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Trabalho de projecto apresentado à Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Educação, Especialização em Animação da Leitura

Por Carla Isabel Santa Marta Bastos

Sob Orientação do/a Professora Doutora Manuela Barreto Nunes

Outubro 2010

 

RESUMO

 

Ninguém nasce leitor, no entanto desde cedo podemos contribuir para que uma criança se forme como leitor. O contacto entre a criança e o livro deve ser proporcionado desde cedo, para que esta apreenda um conjunto de características relacionadas com o acto de ler. À medida que a criança aumenta as suas leituras, mais desenvolve as suas capacidades intertextuais e mais se forma como leitor.

Formar leitores é uma responsabilidade partilhada entre a família, a escola e a Biblioteca Escolar. A família é a responsável por promover o contacto entre a criança e o livro, por lhes permitir o acesso a este e por criar situações frequentes de partilha de leituras. Por sua vez, a escola deve não só ensinar a criança a ler, mas essencialmente, criar-lhe o gosto de ler.

É necessário que as escolas proporcionem situações motivadoras que ponham a criança e o livro em permanente contacto.

 

Embora a Biblioteca Escolar seja um organismo dentro da própria escola, destaca-se no papel de formar leitores e tem nesta área uma responsabilidade acrescida. A Biblioteca Escolar deve ser dinamizada de modo a proporcionar aos alunos situações interessantes e motivadoras que os levem a ler, pois é nela que encontramos fontes de conhecimento.

 

Neste trabalho apresentamos os resultados de um projecto de investigação-acção que pretende promover a leitura junto dos mais novos, com o envolvimento dos encarregados de educação e da própria Biblioteca Escolar.

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Sevilla : Junta de Andalucía, 2017 

 

 

<<Que difíceis são as adolescências>> Quantas vezes não teremos ouvido -ou repetido- esta expressão. Idade difícil para quem a atravessa e idade difícil também para quem a acompanha... em que crianças - até há pouco dóceis, carinhosas e comunicativas- parecem transmutar-se em outra espécie. (...)

 

Tradução livre, de um excerto, do documento em espanhol.

 

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