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texto de Mariana Lopes | PORVIR | documentário de Fabrício Borges |

 


 Documentário retrata o poder da linguagem para adolescentes da Fundação Casa

 

Após 27 anos de vigência do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o país ainda enfrenta o desafio de ter 2,8 milhões de jovens fora da escola. Apesar do documento garantir que todos, sem exceção, devem ter direito à educação, a baixa escolaridade e altíssima distorção idade-série de adolescentes privados de liberdade reforçam a existência de um sistema desigual. Como um convite à reflexão sobre a escolarização de meninos que cumprem medida socioeducativa em unidades da Fundação Casa, o documentário “Meninos de Palavra”, de Fabrício Borges, mostra o papel das linguagens na valorização do potencial criativo e na ampliação da autoestima de internos.

 

Em um universo “onde todos usam a havaiana azul, a mesma roupa e estão no mesmo lugar”, como diz uma das entrevistadas, o uso da palavra escrita, cantada ou encenada aparece como um caminho para expressar as individualidades dos meninos. A partir dos registros de oficinas do Projeto Educação com Arte, promovido por educadores do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), o documentário retrata como são desenvolvidas ações de letramento com diferentes linguagens baseadas na escuta e no diálogo.

 

“Nós usamos essas ferramentas, a arte cênica, a música, o corpo, a palavra ou o teatro, para se aproximar desses meninos”, explica o arte-educador Carlos Caçapava, durante um debate sobre medidas socioeducativas realizado na última terça(18), após a exibição do documentário no CineSesc, em São Paulo (SP). Na definição dele, esse trabalho com linguagens ainda vai além da simples ação dar aulas. “É levar sensibilização para toda uma população”, aponta, ao fazer referências aos estigmas sociais muitas vezes sofridos por adolescentes privados de liberdade. (...)

 

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 foto "A Bola"

 

Na sequência da promoção da escrita que a Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Amarante tem vindo a desenvolver, no caso em articulação com o Departamento de Educação Física, a aluna Ana Filipa Gomes Ferreira ficou em 1.º lugar, a nível nacional, no Concurso literário Ética na vida e no desporto.

 

O concurso “A Ética na Vida e no Desporto”  já na sua 5.ª edição é promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, através do Plano Nacional de Ética no Desporto, conta com o apoio do Jornal Desportivo “A Bola”, a Direção-Geral da Educação/Desporto Escolar, a Direção - Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e o Comité Olímpico de Portugal.

 

O coordenador interconcelhio: António da Silva Pereira

com a professora bibliotecária Isabel Araújo

 

Aqui fica o texto da Ana Filipa Ferreira:

 

«AUTOGOLO

Signal Iduna Park. 19 horas, 45 minutos. Um apito curto que coloca as pernas de 22 em movimento e o coração de milhões aos saltos. Ao fundo, um muro amarelo. Quente, vibrante, impenetrável. Mágico. Verdadeiramente mágico. Um amarelo que ri e que chora. De alegria e de tristeza. Um amarelo que sente e sentido. Infalível. Um amarelo que ama e não falha. Que grita e não se cansa.

Um cai, outro perde a bola. Um lesionado e um fora de jogo assinalado.
Se eu, pequeno e despercebido pedaço de amarelo, vos pudesse dizer algo antes daquele apito curto? Não esperem um ‘boa sorte’. Pedir-vos-ia que sejam aquilo que vos torna únicos. Aquilo que são antes de serem grandes no futebol e de me arrepiarem os braços com os pés. Que sejam humanos e que não levem convosco apenas o talento que deslumbra o amarelo e o azul, o verde e o vermelho. Porque o mundo se rende a vocês. Que levem os valores que fazem de nós humanidade e que honrem o símbolo que têm ao peito. Mostrem o que é garra, paixão, foco e determinação. O que é amor, ambição e gratidão. Mas, acima de tudo, façam jus à palavra que carregam no braço 90 minutos. RESPECT. Mostrem que somos mais do que duas pernas, do que dois pés, do que assistências e do que golos. Mais do que dinheiro, somos humanos. Mais do que vitórias, somos humanidade. Lembrem-se que os vossos pés não espelham apenas a arte do futebol. Carregam ideias. E as ideias pesam tanto como uma bomba. E quando sentirem vontade de insultar, de humilhar ou até mesmo de desistir, mostrem-se verdadeiros campeões. Sejam grandes. Sejam diferentes. Sejam melhores. Sejam humanos.

 

 

 

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Agora já pode, se preferir, assistir a esta conferência, em vídeo.

 

Conferência de Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura, no evento TIC@Portugal´17, no auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no Monte da Caparica.

 

TIC@Portugal´17 é uma iniciativa da Associação EDUCOM – APTE (Associação Portuguesa de Telemática Educativa), através do seu Centro de Competência TIC e do seu Centro de Formação de Professores.

 

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 Observador | por Carlos Maria Bobone

 

A história dos acordos (e desacordos) ortográficos

 

A história da língua faz jus ao objecto: já muito se deu à língua sobre como se deve usá-la. Carlos Maria Bobone recorda pontos de viragem fundamentais e os vanguardistas que as protagonizaram.

 

 

 

  1. O que se escreve e o que se devia escrever
  2. Escrever como se diz
  3. Serão os “cavalos” “cadeiras”?

 

Corpo confuso e enorme, enrodilhado em heranças contraditórias e novidades, moldado por regras abstractas e experiências quotidianas, ferido constantemente por sentenças eruditas e acometido por invenções populares, tão intrincado que uma simples mudança pode revolver todo o seu edifício, custa a acreditar que possa ser usado por qualquer boca impúbere.

Mais custa, ainda, perceber como é que uma lógica tão facilmente apreendida pode ser tão difícil de explicar: qual é a lógica da língua? Como é que qualquer criança sabe entrar – com maior ou menor mestria – num jogo de símbolos, em que a junção de sons produz significados diferentes, e sábio nenhum consegue explicar cabalmente a chave do código?

 

A tarefa complica-se ainda mais no caso da escrita: já não é apenas um som que corresponde a um objecto, mas um traço, que corresponde a um som, que corresponde a um objecto. Acresce a isto que, para serem compreendidos, os traços têm de ser limitados. Isto é: o assentimento do traço que corresponde ao som tem de ser comum, tem de ter regra. Por outro lado, para que os sons tenham significado, têm de ter certas especificidades maiores do que eles. O som de cozer e coser pode ser igual, mas a escrita deve ser diferente para indicar significados diferentes. Temos, assim, um número limitado de letras, menor do que o número de sons a que têm de corresponder, e ao mesmo tempo sons iguais a que têm de corresponder letras diferentes. (...)

 

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Teodoro, L. A.  [e-Book] A escrita do passado entre monges e leigos: Portugal – séculos XIV e XV. São Paulo, Editora UNESP Scielo, 2012

 

A escrita do passado entre monges e leigos é o testemunho direto da atual vitalidade dos estudos medievais no Brasil, em especial aqueles dedicados às novas problemáticas históricas sobre o reino português nos séculos finais da Idade Média. Leandro Alves Teodoro revisita as fontes cronísticas portuguesas oriundas de dois lugares de produção: o scriptorium do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e a corte régia quatrocentista da dinastia de Avis. O mérito deste livro está na comparação entre esses dois tipos de crônicas, desvelando o percurso da escrita da história em dois momentos distintos. No século XII, a fundação do mosteiro crúzio dos cônegos regrantes de Santo Agostinho esteve entrelaçada com a própria criação do reino de Portugal. Foram os monges os responsáveis pela constituição e pelo ordenamento da memória de glórias do reino. A partir de 1385, o autor analisa o processo de transformação dessa história monástica em um saber histórico laico nas mãos dos cronistas régios. Nesse processo, foram incorporados valores cristãos para que essas crônicas pudessem ter igualmente uma ação pedagógica na formação dos nobres cavaleiros do reino, buscando idealizar o presente e o futuro por meio dos triunfos do passado. Com um texto bem escrito, Teodoro propicia tanto a leitura prazerosa quanto o retorno às origens da arte da composição cronística portuguesa.

 

Visto aqui.

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Alonso-Arevalo, Julio ; Cordón-García, José-Antonio.

Lectura Social, metadatos y visibilidad de la información“.

XLV Jornadas Mexicanas de Bibliotecología, Monterrey,

14-16 de mayo de 2014. 

URI :  http://goo.gl/QOJHFY

 

A história da escrita é a história da sua socialização; a invenção da imprensa incrementou exponencialmente as audiências e inclusive o vocabulário disponível, de vários milhares de palavras no século XV, a um milhão na atualidade; de maneira similar a chegada do livro electrónico amplificou consideravelemnet a capacidade de leitura graças à natureza social dos conteúdos que se sobrepõem à cultura partilhada da filosofía da web 2.0. Esta justaposição das suas linhas de fronteira criou espaços novos e em mudança, onde o conceito do livro se espalhou para áreas nunca antes exploradas, que por sua vez se está a repercutir na sua visibilidade. (...) Agora mais pessoas escrevem, mais pessoas lêem, mais autores publicam através de diferentes meios, como blogues, imprensa ou redes sociais. E à mercê de todas essas mudanças o próprio conceito de livros muda.

Tradução livre do espanhol.

 

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Visto aqui.

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Os grupos concelhios de bibliotecas de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, iniciaram este ano letivo um trabalho de cooperação, programando várias atividades. No mês de janeiro decorreram sessões de escrita criativa, com o escritor Fernando José, nas escolas dos três concelhos. Esta semana decorrem sessões de contos para alunos do 1º CEB, com Rodolfo Castro nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro. Esta iniciativa inclui uma sessão de formação para professores e técnicos de bibliotecas, sobre leitura em voz alta (dia 17). No dia 18, pelas 21h00 decorrerá na Biblioteca Municipal de Pedrógão Grande, uma sessão de contos destinada às comunidades dos três concelhos envolvidos nesta parceria.

 

Consulte aqui o programa das atividades.

A coodenadora interconcelhia

Lucília Santos

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Mariana Figueiredo

 

 

 

Primaveras
ou divagações sobre o panteão helénico


Um pequeno exercício de autoexploração com vista a englobar o desenvolvimento da psique de uma aluna de liceu. Ou também chamado de pretensiosismo intelectual de uma pita de dezoito anos.

I

"Inequivocamente, sou insignificante.

Tudo isso não quer dizer que não tenho um propósito. Simplesmente ainda não o descobri.

Não serei figura pública, nem continuarei com o negócio familiar de falhar na vida.

Vou ser algo. Relevante ou não é indiferente.

Antes de tudo serei genuína. Concreta, íntegra, talvez um pouco excêntrica. Que se entusiasma com temas que ninguém ouviu falar. Que diz demasiados palavrões. Continuarei sempre numa viagem de autodescoberta. Aprender todos os dias sobre mim.

Vou encontrar um estranho verbo com alguém. Quero conhecer as profundezas do amor como o Cesariny. Vou aprender a olhar as árvores por entre os ramos. Continuarei a perguntar "Ai Deus e u é?" Mas não o para saber do meu amigo. Esse sei onde está. Continua ao meu lado apesar de já não ser um amigo como o das cantigas. Pergunto sim onde está a minha alma, se existe Deus e se sim porque me abandonou ou porque nunca senti a sua presença.

Continuarei a escrever, e a sonhar com campos de lavanda em flor. Vou continuar a odiar o calor do verão ou talvez passe a adorá-lo. Veremos."

Terminei de ler o texto. Estávamos na primavera mas continuava a fazer frio nas salas de aulas do liceu. Paredes brancas, um ar de decadência antigo. Liceu feminino. Que maior clichê. Dez alunas. Aula de literatura portuguesa. Para quem tem questões metafísicas que assombram constantemente, ler a Aparição do Vergílio Ferreira é propício para escrever textos sobre o íntimo.

Mal sabia eu que esta aula seria produtiva. [...]

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O Conversor do Acordo Ortográfico da Porto Editora é uma ferramenta gratuita que possibilita a adaptação à nova ortografia, quer em português europeu quer em português do Brasil. O Conversor de texto converte palavras conforme a ortografia antiga para a nova grafia e resolve no mesmo instante qualquer dúvida ortográfica.

O Conversor de ficheiros converte o conteúdo de ficheiros de texto para a nova grafia. A aplicação dá suporte a documentos em formato Word.

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A Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha acolhe, nos dias 27 e 28 de março, a II edição dos encontros Para além de Princesas e Dragões: a Biblioteca e a Aprendizagem Criativa, este ano subordinado ao tema Para ler e escrever na escola e com a biblioteca escolar. O evento é organizado pela Biblioteca Municipal, dinamizado pela Tropelias & Companhia e conta com a colaboração da Rede Concelhia de Bibliotecas de Albergaria-a-Velha.

 

A inscrição é gratuita mas obrigatória, com data limite de 24 março.

Isabel Nina

Coordenadora interconcelhia

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