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 Ler na fonte | por Cristopher Marques

 

Em permanência nos lugares cimeiros dos testes PISA, a Finlândia é apresentada como um modelo a seguir em matéria de ensino.

 

Em entrevista à RTP, a ministra finlandesa da Educação aponta os professores como chave do sucesso finlandês e defende a aposta na formação de docentes.

 

Sanni Grahn-Laasonen louva a autonomia escolar e insiste que a motivação dos alunos está relacionada com o sucesso escolar. Assume por isso o objetivo de tornar a escola "mais divertida" e sublinha que aprender passa também por deixar as crianças brincar e fazerem parte de um grupo.

 

O sucesso da educação finlandesa está associado a um sistema de ensino inteiramente gratuito, onde a escolaridade obrigatória só começa aos sete anos e as crianças passam menos tempo na escola do que em Portugal. Os trabalhos de casa são quase inexistentes e não há exames nacionais. Os professores têm autonomia para definir os recursos utilizados e não são avaliados. Todos têm mestrado, formação específica e são muitos os que não conseguem entrar nos cursos que abrem as portas à docência.

A qualidade do ensino finlandês é sublinhada nos testes de avaliação internacional PISA: desde o seu surgimento, em 2000, que a Finlândia se mantém nos lugares cimeiros. Apesar da reputação internacional do modelo finlandês, Helsínquia avançou com uma reforma educativa. O objetivo é adaptar o ensino ao século XXI, tirando proveito das novas tecnologias e privilegiando as competências em detrimento das matérias. 

Desde 2015, Sanni Grahn-Laasonen é o rosto da política de educação da Finlândia. Antes de liderar este ministério, Saani Grahn-Laasonen foi ministra do Ambiente e jornalista ao serviço do tabloide finlandês Iltalehti. É também vice-presidente do Partido da Coligação Nacional, movimento liberal-conservador filiado no Partido Popular Europeu que integra o atual Executivo finlandês.

 

“Escola Cá e Lá”. Veja a reportagem do Linha da Frente que compara o ensino em Portugal e na Finlândia



 

RTP: Qual o segredo do modelo educativo finlandês?

Sanni Grahn-Laasonen:
 Se tivesse que referir apenas um segredo do modelo de educação finlandês, diria que são os professores. Os professores finlandeses são muito respeitados pela sociedade finlandesa, estão muito motivados e bem formados, inclusive com mestrado. Damos-lhe uma grande autonomia pedagógica.

Como temos visto, o facto de termos professores com independência, tão motivados e bem formados e em quem podemos confiar traz ótimos resultados. Toda a sociedade finlandesa acredita na educação e confia nos professores.

Não há qualquer sistema de avaliação de professores. Vocês acreditam neles pela formação que lhes deram antes?


Sim. Não há exames estandardizados no sistema de ensino finlandês. Não queremos ter esse tipo de controlo feito pelo Governo ou pelo ministério. Os nossos professores são profissionais, escolhem os seus próprios materiais pedagógicos e sabemos que escolhem os melhores métodos. Este modelo tem dado muito bons resultados, como temos visto, por exemplo, nos testes PISA.

Apesar dos bons resultados avançaram recentemente com uma reforma do currículo. Quais as principais diferenças?

O mundo está a mudar muito rapidamente, o que significa que também nós temos de desenvolver a educação e trazer ideias novas. Há uma grande relação entre investigação e o desenvolvimento da educação na Finlândia. 

Com este currículo que estamos agora a implementar, queremos evidenciar não só o conhecimento mas também as competências futuras que serão necessárias. Por exemplo, usamos um modelo de ensino que se baseia no “acontecimento”. Não sei se esta é a palavra mais adequada para descrever este modelo mas o que queremos é que haja uma grande cooperação entre professores e diferentes disciplinas. Colocamos um acontecimento no centro e depois analisamo-lo através de diferentes perspetivas e disciplinas.

Além disto, trabalhamos as competências de que os alunos precisarão no futuro como o espírito crítico, as competências sociais e a comunicação.

Esta reforma curricular gera consenso na sociedade e entre partidos políticos ou é expectável que, no futuro, estas mudanças sejam revertidas?

Na Finlândia, toda a sociedade valoriza a educação. Quando desenvolvemos a educação, os profissionais, professores e investigadores estão no centro do debate. Não são os políticos. Nós, políticos, não mexemos nos currículos. São feitos por profissionais, nomeadamente professores. Damos depois uma grande autonomia aos professores e às escolas para escolherem como e quando ensinam e os materiais que utilizam. 

Regem-se pelo princípio que deve haver a mínima intervenção da política na educação?

Sim. É claro que a legislação vem do ministério e do Governo. Mas, depois disto, os municípios é que são responsáveis por organizar as escolas e a educação. Os professores têm um papel muito importante.

Em Portugal estamos também a debater a autonomia das escolas. Por onde devemos começar para dar mais autonomia às escolas?


Nunca me sinto muito confortável para dar conselhos a outros países porque acredito que as decisões devem ser tomadas pelos próprios países. O que digo sempre é que é muito importante que a formação de professores seja de grande qualidade. Se a formação for boa, os próprios professores podem tomar as decisões e serem responsáveis pela aprendizagem. (...)

 

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Referência: RTP, N. (2018). Ministra da Educaçãoo da Finlândia. "Professores são segredo do modelo de educaçãoo"Rtp.pt. Retrieved 15 June 2018, from https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ministra-da-educacao-da-finlandia-professores-sao-segredo-do-modelo-de-educacao_es1065459

 

 

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 Ver |

 

Um retrato íntimo e emocionante sobre a arte de ensinar e transmitir conhecimento. Uma história marcante de um professor muito especial que passou 40 anos a ensinar na única turma da aldeia de Saint-Just-et-Vacquières, no sul de França.

 

 

Referência: Adeus, Meu Professor de 13 Jun 2018 - RTP Play - RTP. (2018). RTP Play. Retrieved 14 June 2018, from https://www.rtp.pt/play/p3850/e351573/adeus-meu-professor

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Assim afeta o sono o rendimento escolar | Juan Antonio Madrid · Cronobiólogo e Catedrático de Fisiologia

 

De Juan Antonio Madrid bien podría decirse que es un “relojero del sueño humano”y uno de los investigadores con mayor producción científica a nivel mundial en el campo de los “ritmos circadianos". Catedrático de Fisiología y Especialista en Cronobiología por la Universidad Pierre y Marie Curie de París, Juan Antonio Madrid dirige actualmente el Laboratorio de Cronobiología (Cronolab) de la Universidad de Murcia, una institución especializada en la investigación del reloj biológico y cómo sus alteraciones impactan en la salud de las personas.

 

El Laboratorio Cronolab forma parte del CIBER de Fragilidad y Envejecimiento Saludable CIBERFES (Instituto de Salud Carlos III). Este experto afirma que “una de las principales causas del fracaso escolar es también la falta de sueño de nuestros jóvenes”. Las consecuencias de los cada vez más habituales trastornos del sueño, las recomendaciones para mejorarlo o los falsos mitos, son algunos de los temas que Juan Antonio Madrid repasa en este video en el que nos ofrece la realización de un test para medir la calidad de nuestro sueño. (...)

 

Ver programa completo.

 

Referência: Así afecta el sueño al rendimiento escolar. (2018). BBVA Aprendemos Juntos. Retrieved 30 May 2018, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/asi-afecta-el-sueno-al-rendimiento-escolar-juan-antonio-madrid/

 

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 Ensina RTP |

 

O documentário “Regresso sem Fim” de Anabela Saint-Maurice viaja das origens, às reflexões e obra de um dos maiores pensadores do século XX.

 

Filósofo, crítico e ensaísta literário associado ao existencialismo, Eduardo Lourenço tomou a poesia como fonte preferencial da sua obra. Fernando Pessoa, o Modernismo e Portugal são temas recorrentes nos seus ensaios.

 

Eduardo Lourenço de Faria, nasceu no Distrito da Guarda em 23 de Maio de 1923.  Estudou no Colégio Militar e licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas em Coimbra. Foi Leitor na Universidade de Grenoble e tornou-se professor jubilado em Nice em 1988.

 

Recebeu vários prémios ao longo da carreira dedicada às artes e letras e publicou uma extensa lista de ensaios como Heterodoxia I e II, O Labirinto da Saudade – Psicanálise Mítica do Destino Português, ou Fernando, Rei da Nossa Baviera.

 

Eduardo Lourenço:

Referência: Eduardo Lourenço: . (2018). Eduardo Lourenço: . Retrieved 25 May 2018, from http://ensina.rtp.pt/artigo/eduardo-lourenco/

 

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 foto JN | por Alexandre Inácio |

 

José Jorge Teixeira, professor de Física e Química na escola secundária Júlio Martins, em Chaves, foi eleito o melhor professor de Portugal. O dinheiro do prémio servirá para desenvolver o projeto que criou noutras escolas do país.

 

As suas aulas "começam sempre com bom humor, pelo porquê das coisas", garantiu esta tarde após receber os 30 mil euros de prémio do Global Teacher Prize Portugal, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. José Jorge Teixeira é professor há 24 anos e um dos seus principais objetivos é conciliar o ensino formal e informal para cativar os alunos. Aos docentes, deixou uma mensagem: a tecnologia e os recursos não são tudo, "temos a nossa cabeça e a nossa imaginação para do pouco fazermos muito".

 

Há 12 anos, o docente fundou na Secundária Fernão de Magalhães, o Clube do Ensino Experimental das Ciências (CEEC): a partir da matéria, os alunos debatem ideias e criam um novo produto. A experiência é depois revelada à comunidade escolar. Este ano, por exemplo, os alunos estão a desenvolver um instrumento que permita a captação de água a partir do vapor. O objetivo, explicou o professor, é conseguir-se desenvolver plantas "autónomas", quase sem rega. O dinheiro do prémio, explicou aos jornalistas, será para replicar o seu projeto noutras escolas do país.

 

"Trabalhamos 22 horas letivas e inúmeras não letivas. Antes de vir para aqui já dei aulas de segunda, de terça, de quarta, de quinta? Estou esgotado!", afirmou José Teixeira, manifestando-se igualmente feliz.

(...)

 

 

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Inácio, A. and Inácio, A.

Referência: Inácio, A., & Inácio, A. (2018). Professor de Chaves eleito o melhor de PortugalJN. Retrieved 19 May 2018, from https://www.jn.pt/nacional/interior/professor-de-chaves-eleito-o-melhor-de-portugal-9348102.html

 

 

 

 

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Porque é que as crianças deviam aprender filosofia? | Jordi Nomen

 

Jordi Nomen é professor de Filosofía na Escuela Sadako de Barcelona e autor do livro ‘El niño filósofo. Cómo ayudar a los niños a pensar por sí mismos’.

 

Nomen, explica-nos neste vídeo o sentido que tem a filosofia na educação das crianças destacando o valor das perguntas para as fazer pensar: ‘temos muitas respostas, mas fazem-nos falta as perguntas e isso não está no Google’, afirma. Defensor do papel das humanidades, Jordi Nomen destaca o papel da literatura, da música e filosofia na educação e afirma que ‘renunciar às humanidades é renunciar à humanidade’.

 

Visualizar o programa completo. | A filosofia faz-nos críticos, criativos e cuidadosos

 

 

¿Por qué los niños deberían aprender Filosofía?

Referência: ¿Por qué los niños deberían aprender Filosofía?. (2018). BBVA Aprendemos Juntos. Retrieved 18 May 2018, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/por-que-los-ninos-deberian-aprender-filosofia-jordi-nomen/

 

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Dados administrativos das escolas públicas, desde o pré-escolar ao ensino secundário, dos dois últimos anos letivos

No âmbito do Simplex+ o Ministério da Educação disponibiliza o BIME – Plataforma de Informação Edu que agrega informação administrativa relativa às escolas públicas, divulgando um conjunto de dados úteis ao cidadão relativamente às escolas públicas nos dois últimos anos letivos.

 

Pode encontrar os dados administrativos aqui.

 

Mais informação útil:

 

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 Download |

 

Foreword

 

In July 2017, Portugal officially adopted Legislative Order no. 5908/2017, which allows Portuguese schools to join a project called the "Project for Autonomy and Curriculum Flexibility (PACF)" on a voluntary basis. PACF provides schools with the necessary conditions to manage the curriculum while also integrating practices that promote better learning.

 

The PACF is being implemented as a pilot project during the 2017-2018 school year. Beginning in September 2017, over 200 schools joined the pilot. Per Portugal’s request, the OECD has conducted a review of the project. The purpose of the review is to explore how the project supports schools in effectively exercising autonomy and greater flexibility as they redesign their curricula according to the goals delineated in the Students' Profile by the End of Compulsory Schooling.

 

The Students' Profile by the End of Compulsory Schooling is a guiding document that describes the principles, vision, values and competences the country wishes Portuguese students to have by the time they finish compulsory schooling. In this review, the OECD examines how Portugal can support schools and teachers in adapting existing subjects, curricula and learning to incorporate the goals set out in the student profile. To this end, it delivers an independent analysis of the overall strategy, curriculum design and implementation of the PACF, as well as the first results of the pilot project. The review documents the process under the pilot programme and the status of its implementation in schools.

 

The analysis uses the curriculum design principles identified by the OECD Education 2030 project as a reference. The report provides policy insights and advice to Portuguese authorities at all levels of government, as well as practitioners and other stakeholders. The aim is to help them to ensure high-quality curriculum design and implementation. The report is also intended to help other OECD member countries and non-member economies understand the Portuguese process of redesigning learning models. 

(...)

 

Anon

Referência: (2018). Oecd.org. Retrieved 4 May 2018, from http://www.oecd.org/education/2030/Curriculum-Flexibility-and-Autonomy-in-Portugal-an-OECD-Review.pdf

 

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O Conselho de Ministros aprovou na generalidade, a 5 de abril de 2018, o Decreto-Lei que define os princípios de organização do currículo dos ensinos básico e secundário.

 
O programa do XXI Governo Constitucional, no seu capítulo IV, «Prioridade às pessoas», em particular no que respeita ao combate ao insucesso escolar, ao longo dos 12 anos de escolaridade obrigatória, veio estabelecer um conjunto de orientações, assumindo como prioridade a concretização de uma política educativa que garanta a igualdade de acesso à escola pública, promovendo o sucesso educativo e, por essa via, a igualdade de oportunidades.
 
Estas orientações e esta prioridade assentam no compromisso continuado com a Lei de Bases do Sistema Educativo, que inscreve como princípio fundamental a organização de um sistema educativo que assegure aprendizagens de qualidade para todos os alunos. Os dados disponíveis mostram que esse objetivo não está ainda plenamente atingido, na medida em que nem todos os alunos veem garantido o direito à aprendizagem e ao sucesso escolar.
 
A promoção de uma escola inclusiva onde todos e cada um dos alunos, independentemente da sua situação pessoal e social, encontram respostas que lhes possibilitam a aquisição de um nível de educação e formação que permita a sua plena integração social, constitui uma aposta deste Governo. 
(...)
 
Neste sentido, convidam-se todas as escolas e seus professores, as famílias, alunos e demais interessados a analisar o Documento Síntese do Decreto-Lei, podendo os contributos serem inscritos até ao dia 30 de abril de 2018, no formulário disponível para o efeito.
 
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Currículo dos ensinos básico e secundário - documento síntese
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Currículo dos ensinos básico e secundário - Revisão do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho
ficheiro para descarregar
 
Aceda aqui ao formulário para registo dos seus contributos
 
 
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 DR | por Rita Pimenta | Público|

 

Até ao final do ano, a Casa da Avenida põe os miúdos a viajar através de ateliers criativos e de continuidade. Quem quiser subir a bordo será guiado por Margarida Costa e Maria João Frade. O Mundo no Bolso garante carimbos no passaporte e na memória.

 

Mapa-Múndi; Labirintos e Caminhos; Malas e Baús; Viajar sem Sair do Lugar e O Mundo no Bolso são os títulos dos encontros-oficinas que reúnem crianças a partir dos quatro anos no 2.º andar de uma casa de família na Avenida Luísa Todi, em Setúbal. Ao longo de 2017, houve ali ateliers O Ano Inteiro, a partir da agenda do Planeta Tangerina assim designada. Pais e crianças reclamaram novos encontros felizes em 2018. Já começaram.

 

A grande viagem deste ano teve início a 27 de Janeiro com um jogo de palavras. Cada criança falou sobre o que lhe sugeriam os conceitos de “mundo” e de “viagem”. Disseram o que sabiam, o que já tinham experimentado, por onde tinham andado.

 

A seguir, a cada uma foi dado um bilhete, com um número de lugar sentado. Num corredor da casa, havia a marcação dos lugares no chão, a simular um transporte. Os miúdos tinham de identificar os seus lugares e ocupá-los. Depois de instalados, começaram a escutar ruídos e registos de sons de viagem. “O que se ouve quando se entra num autocarro, os sons de exterior, o ruído de vários meios de transporte, comboio, avião, barco. E foram identificando e conversando a propósito do que estavam a ouvir”, descreve, com entusiasmo, Maria João Frade, ex-professora de Português e Francês.

 

Depois, passaram para uma sala cheia de mapas antigos pendurados nas paredes, que a proprietária da galeria Casa da Avenida, que habita no 1.º andar do edifício e explora o Café da Casa, no R/C, “tinha descoberto no sótão há muitos anos e que não tinha ainda utilizado com os miúdos”. “Foi um deslumbramento quando entraram e viram os mapas. Nunca tinham visto mapas assim.” Gostaram das cores, do papel, das diferentes representações gráficas e de toda a atmosfera da sala.

 

Detiveram-se neles algum tempo, “para perceberem regiões, culturas, paisagens, distâncias, a tipologia dos mapas, temáticos ou não”, enumera. Depois, a sala foi escurecida e viram outros tipos de mapas e noutro suporte, numa projecção de espaços reais e imaginários, extraídos de sites sobre o tema.

 

Seguiu-se a retirada de papelinhos de dentro de um grande pote transparente e que identificavam lugares. Cada criança dizia que lugar lhe tinha saído. Podia ser uma cidade, um país de verdade ou o reino fictício de Rohan (de O Senhor dos Anéis, de Tolkien, cuja capital seria Edoras). A partir daí, a conversa derivava para: “É um lugar que existe ou é um lugar que não existe?”

 

Houve quem defendesse que os lugares fictícios existiam, sim senhor, a que outros contrapunham: “Como é que sabes, já lá estiveste?” Seguiram-se perguntas como: “É preciso ter lá estado para saber que existe?” Houve toda uma discussão sobre “lugares que existem e que não existem, com argumentos ‘porque já lá estive’, ‘já vi num livro’, já ouvi falar”…

 

Este é um dos momentos que tornam a educadora Margarida Costa mais feliz, já que a também “guia” de O Mundo no Bolso fez várias formações em filosofia para crianças e adora escutá-las, estimular-lhes o pensamento e “aprofundar o seu espírito crítico e criativo face ao mundo”, conta-nos.

 

Passou-se depois para a actividade plástica “o meu mundo, o meu mapa”. Nessa altura, fizeram-se dois grupos: dos quatro aos oito anos e outro a partir dos nove. “Distribuiu-se um guião sobre o que se pode pôr dentro de um mapa, para terem uma pequena orientação inicial. Depois, a liberdade era total.” Uns basearam-se nas pistas, outros nem por isso. “Alguns até fizeram mapas pop-up, com montanhas. Os mais velhos criaram mapas mais descritivos, com mais elementos, legendas e ilustrações.”

(...)

 

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