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 Alejandro Artopoulos y Carina Lion (coords.)
Data: 17-04-2017 - Fonte: Fundação Telefónica

 

Descrição:

Este livro apresenta diversos ensaios e experiências práticas para entender as mudanças que atravessa a escola na atualidade e os desafios para uma transformação digital genuína no ensino, na aprendizagem, nos saberes escolares e na sua organização institucional.

As vozes dos autores que nele participam são heterogéneas, tanto pelo seu percurso e trajetórias, já que provêm de distintos campos profissionais, como pelos conteúdos que transmitem, e nisso reside a riqueza da obra. É, portanto, um convite para continuar a aprofundar um tema que ocupa parte substantiva dos cenários culturais contemporâneos: a relação entre as tecnologias e a escola.

 

Tradução livre do espanhol.

 

 

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Foi aprovado no dia 19 de abril de 2017, em Sessão Plenária do CNE, o parecer sobre o perfil do aluno para o século XXI. 

Consulte aqui o Parecer e o respetivo Relatório Técnico:

Parecer 'Perfil do aluno para o século XXI'

Relatório Técnico 'Perfil do Aluno: Competências para o século XXI'

 
 
 

 

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 DownloadInfoCEDI janeiro-fevereiro 2017 N.º 68 | IAC | N.os anteriores |

 

 

Definições sobre Igualdade de Género:

 

Género — Conceito que remete para as diferenças sociais (por oposição às biológicas) entre homens e mulheres. Estas diferenças são tradicionalmente inculcadas pela socialização, são mutáveis ao longo do tempo e apresentam grandes variações entre intraculturas.


Igualdade de género – Conceito que significa, por um lado, que todos os seres humanos são livres de desenvolver as suas capacidades pessoais e de fazer opções independentes dos papéis atribuídos a homens e mulheres, e, por outro, que os diversos comportamentos, aspirações e necessidades de mulheres e homens são igualmente considerados e valorizados.


Igualdade de oportunidades entre mulheres e homens – Ausência de barreiras em razão do sexo à participação económica, política e social.

(...)

 

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 ensaio de Alexandre Homem Cristo | Observador |

 

O que leva um país cujo sistema educativo o mundo se habituou a invejar a ajustar a sua estratégia? A noção de que o conhecimento já não é suficiente para os jovens. 

 

Um sistema de topo, mas em queda e desactualizado

Porque mudar um sistema educativo que, apesar de tudo, está no topo?

Uma reforma curricular para o século XXI

Incertezas quanto à reforma

So what? Quatro pontos a fixar da reforma curricular finlandesa

 

Que conhecimentos precisarão os jovens de aprender na escola para ultrapassar os desafios da sua vida futura? E, num mundo onde a informação está cada vez mais acessível e à distância de um clique, que competências deverão adquirir? Estas são perguntas necessárias, difíceis e sem resposta única, que todos os ministros da Educação se colocam hoje em dia. Em Portugal, esse processo de reflexão arrancou recentemente com o “perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória” – ou, como ficou conhecido, “perfil do aluno para o século XXI” – que o Ministério da Educação apresentou. Mas, noutros países, esse processo está já concluído.

(...)

 

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 janeiro 2017versão online | fonte |

 

O seminário Alargamento da Escolaridade Obrigatória: contextos e desafios teve como objetivo identificar e refletir sobre as várias dimensões da escolaridade obrigatória e assinalar problemas e desafios, nomeadamente:

 

Equidade e sucesso e inclusão de crianças e jovens com necessidades educativas especiais

Mobilização social para o sucesso educativo

Diferenciação de percursos e aprendizagens

Orientação escolar e profissional/decisão

Organização escolar

 

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 Público | foto de Nuno Ferreira Santos |

 

São 10 as áreas de competências que passarão a nortear aquilo que um aluno deve conhecer quando chega ao fim da escolaridade obrigatória.

 

Não aos monólogos, sim à interacção! Esta será, em resumo, uma das consequências práticas em sala de aula que o Ministério da Educação (ME) espera alcançar com o novo perfil de competências de alunos, que se prepara para adoptar, segundo apontou o jurista Guilherme d’Oliveira Martins.

 

O também ex-ministro da Educação do PS, entre 1999 e 2000, presidiu ao grupo de trabalho a quem o ME encarregou de definir quais as competências que os alunos devem ter no final de escolaridade obrigatória até aos 18 anos. O documento foi apresentado neste sábado.

 


É preciso saber que estudante se quer antes de fazer uma revisão curricular

“A assumpção de princípios, valores e competências-chave para o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória implica alterações de práticas pedagógicas e didácticas”, afirma-se no documento, que irá agora para consulta pública. E estas alterações, defende-se, passam em muito por recentrar o lugar do aluno na aprendizagem.

 

Por exemplo, criando na escola “espaços e tempos para que os alunos intervenham livre e responsavelmente” e também promovendo, “de forma sistemática, na sala de aula e fora dela, actividades que permitam ao aluno fazer escolhas, confrontar pontos de vista, resolver problemas e tomar decisões com base em valores”. Os professores, acrescenta-se, também deverão “abordar os conteúdos de cada área de saber associando-os a situações e problemas presentes no quotidiano da vida do aluno ou presentes no meio sociocultural em que insere”.

 

Avaliação também muda

“Trata-se de um momento-chave porque o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos [aprovado em 2009 e concretizado a partir de 2012/2013] foi apenas um acto administrativo. A partir de agora passa a ser também um acto educativo que dá resposta à seguinte pergunta: porquê estar na escola até aos 18 anos?”, frisou o secretário de Estado da Educação, João Costa. (...)

 

 

Transcrição da notícia do jornal Público de 11/02/. Alterado o título.

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Conselho Nacional da Educação

 

António Dias Figueiredo - Contribuição para o debate sobre o "Perfil dos Alunos para o Século XXI":

 

Jaime Silva - Contribuição para o debate sobre o "Perfil dos Alunos para o Século XXI":

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A missão dos pedagogos é procurar constantemente métodos de ensino mais eficazes e mais adaptados aos desafios do mundo moderno. As novas tecnologias são uma grande componente nesta equação. Nesta edição vamos apurar que impacto têm as novas abordagens entre os estudantes.

 

Normalmente, temos um professor que ensina numa sala de aulas e que dá trabalhos de casa aos estudantes. E se o método funcionasse ao contrário? Nos Estados Unidos, descobrimos precisamente isso: é o modelo revolucionário da “sala de aula invertida”. No liceu Warren, em Chicago, os professores começam o dia a preparar material escolar um pouco diferente do das outras escolas. “A ideia surgiu em 2006, quando dávamos aulas no Colorado. Apercebemo-nos de que os alunos tinham muitas dificuldades em compreender conteúdos básicos quando trabalhavam em casa e que a melhor altura para aprenderem era connosco na sala de aulas. A ideia é muito simples: a parte em que o professor ensina, os alunos podem ver em casa com um software específico; e os trabalhos de casa são agora feitos na escola”, explica Jon Bergman, um dos criadores do Flipped Class. (…)

Fonte.

 

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Como as neurociências contribuem para a educação escolar? 

 

O cérebro é o órgão responsável pela aprendizagem.

 

Durante a aprendizagem, educadores, professores e pais, por meio de suas práticas pedagógicas, fornecem estímulos que provocam transformações em circuitos neurais levando ao desenvolvimento e reorganização da estrutura cerebral, cuja função resulta em novos comportamentos e, portanto, em aprendizado.

 

Apesar da euforia em relação às contribuições das neurociências para a educação, é importante esclarecer que as neurociências não propõem uma nova pedagogia, mas fundamentam a prática pedagógica que já se realiza, demonstrando que estratégias pedagógicas, que respeitam a forma como o cérebro funciona, tendem a ser mais eficientes. (...)

 

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 por Manuel Pinto | fonte: Renascença |

 

 

Uma efectiva literacia das notícias passa, em grande medida, por cultivar uma atitude interrogativa e crítica nos estudantes e uma progressiva compreensão das lógicas e condicionalismos dos media.

 

Num dos encontros desta quadra festiva, conversava-se sobre a “onda de notícias falsas” que invadiu as redes e media sociais. Uma adolescente que seguia a conversa, mas ouvia mais do que falava, fez, a dada altura a pergunta que ninguém se tinha ainda lembrado de fazer: “E nós como é que podemos saber se uma notícia é falsa?”.

 

Recentemente, o presidente Barack Obama observava, sobre este fenómeno: “Se não formos sérios sobre os factos e sobre o que é verdade e o que não é (…) então temos aí um problema. Se tudo for a mesma coisa e não se estabelecerem distinções, então não saberemos o que é de preservar e aquilo por que lutar”.

 

E temos, de facto, um problema quando, como nas recentes eleições norte-americanas, vemos notícias falsas suplantarem, em repercussão, as verdadeiras.

 

Há medidas que devem ser tomadas pelos próprios media. Mas nada garante, que essas medidas tenham o alcance necessário, porque se ficarão inevitavelmente pelo lado mais imediato e óbvio, deixando de parte as mentiras oficiais ou oficiosas, as meias-verdades e, não menos, importante, os silêncios interessados, quando não a censura despudorada. E isto está, por vezes, mais presente nos grandes media do que nos media sociais.

 

É (também) por isso que se torna crucial desenvolver iniciativas sistemáticas e abrangentes que respondam à pergunta do adolescente que, sem querer, motivou este texto: “E nós como é que podemos saber se uma notícia é falsa?”

 

Algumas respostas decorrem de perguntas básicas ou mais exigentes: Quais são as fontes da informação? Quem a assina? Há peritos ou especialistas que comentam ou opinam? Quem são? A notícia é dada por outros media ou é um exclusivo? Neste caso, são prestados esclarecimentos sobre os processos de obtenção ou investigação do caso? Quem é beneficiado e quem é prejudicado pela matéria publicada?

 

Relativamente ao meio que veiculou a matéria: trata-se de um meio profissional, de créditos reconhecidos? Existe uma página sobre “quem somos” e/ou com contactos? O endereço da página parece confiável? Uma pesquisa sobre o título da publicação ajuda a esclarecer dúvidas?

 

Uma efectiva literacia das notícias passa, em grande medida, por cultivar uma atitude interrogativa e crítica nos estudantes e uma progressiva compreensão das lógicas e condicionalismos dos media. Um caminho destes permite detectar corrupção no jornalismo, mas também valorizar a qualidade e o trabalho dos verdadeiros profissionais.

 

Visto aqui.

 

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 Sol |

 

O que os rankings não mostram, por João Costa

 

Os rankings que são disponibilizados pelos media habitualmente hierarquizam as escolas de acordo com as médias dos exames nacionais. Embora, nos últimos anos, se tenham vindo a integrar variáveis de contexto, esta seriação de escolas compara, por vezes, o que não é comparável e oferece um retrato bastante parcelar do trabalho desenvolvido.

 

Não tenho dúvidas de que é interessante para a comunidade saber qual o alinhamento da sua escola com um perfil nacional ou regional de desempenho. Tenho a certeza de que o interesse de uma lista ordenada de escolas é nulo. Mal comparado, é interessante para uns pais conhecerem o percentil de desenvolvimento do seu filho, mas é irrelevante saber qual a sua posição relativa em relação aos bebés todos do país.

Conhecer a qualidade de uma escola implica um olhar muito mais abrangente, pelo que são precisos mais indicadores e é necessário um olhar sistémico. Para isso, o Ministério da Educação tem vindo a disponibilizar mais indicadores, de que destaco: os Percursos Diretos de Sucesso, que medem o quanto a escola contribuiu para a progressão dos alunos; o indicador de desigualdades, que mede a dispersão de notas numa mesma escola; os indicadores por disciplina, que permitem uma análise comparada entre as disciplinas da mesma escola, estabilizando assim variáveis sociodemográficas, que a comparação entre escolas não permite controlar.

Mas há muito mais no trabalho das escolas que não tem sido valorizado e que os rankings não mostram. Trabalho que é essencial para o cumprimento da missão da educação:

1. Inclusão: há escolas que se destacam pelo trabalho absolutamente notável que fazem com alunos com deficiência, valorizando-os e incluindo-os. (...)

 

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