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 DGLAB |

 

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um dos escritores mais profícuos do segundo Romantismo português. Poeta, panfletário, polemista, prefaciador, crítico, tradutor, romancista, dramaturgo, bibliografo, historiador, cultor de todos os géneros, o conjunto da sua obra literária é o mais vasto e diversificado de todo o século dezanove. No romance, género que mais versou (publicou cinquenta e quatro romances), Camilo escreveu na fronteira entre o idealismo romântico (mas já, de certo modo, sob a influência da corrente realista) e a tentativa de alcançar a estética da geração naturalista, primeiro na forma de pastiche estilístico, mais tarde como adesão (embora reactiva) ao movimento de que, no íntimo, desdenhava.

Nascido em Lisboa, cedo ficou órfão e passou a viver em Vila Real de Trás-os-Montes com a irmã, mais velha, e uma tia paterna. Depois do casamento da irmã, vai viver com ela para Vilarinho da Samardã onde o irmão do cunhado, o padre António José de Azevedo, o iniciou nos primeiros estudos. A vida aldeã e as recordações de infância perpassam pelas suas narrativas, todas elas, de uma forma ou outra, dotadas de um cunho autobiográfico ou do relato ficcionado de incidentes a que o escritor assistiu ou lhe foram narrados pelos próprios protagonistas. (...)

 

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Raul Brandão

21.02.17

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 Um site para comemorar 150 anos |

 

Jornalista, militar e autor de obras que vão do romance ao teatro, Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, em 1867, numa família de pescadores. A meninice e o liceu foram vividos no Porto, antes de o autor de Húmus fazer uma breve passagem pelo Curso Superior de Letras. O gosto pela literatura, que despontara na juventude, acompanhou-o sempre, mesmo nos anos da Escola do Exército. É em 1896 que o alferes Brandão chega a Guimarães, concelho onde construirá a Casa do Alto, na freguesia de Nespereira, palco da criação de algumas das suas obras mais importantes. O berço da nação serviu também como pano de fundo da história de amor da sua vida: Maria Angelina, com quem se casou um ano depois, ali nascera e crescera.

 

Raul Brandão escreveu para vários jornais e revistas, tendo sido um prolífico escritor de prosa, dentro e fora das páginas dos muitos livros que publicou. Reformado da carreira militar em 1912, fez parte do grupo dos Nefelibatas, encetou a redação das suas memórias e não terminaria a vida sem deixar também — a meias com a esposa e companheira devotada — uma marca indelével na literatura infantil. Portugal Pequenino, título que deu às aventuras de dois gaiatos pelos céus e terras nacionais, é o retrato do amor pelas coisas simples, sinceras e perenes da humanidade e do seu país, onde sempre será lembrado como um grande homem, antes do epíteto irrefutável de grande escritor.

 

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Mau tempo no canal

 

"A obra romanesca mais complexa, mais variada, mais densa e mais subtil em toda a nossa história literária", são palavras de David Mourão-Ferreira sobre "Mau Tempo No Canal", de Vitorino Nemésio. O documentário ajuda-nos a perceber porquê.

 

A narrativa, temporalmente situada entre 1917 e 1944, incide sobre Margarida Clark Dulmo, peça de relações amorosas desencontradas e frustradas e nenhuma delas capaz de lhe realizar as ambições existenciais, continuamente vetadas pelo que é socialmente convencionado e imposto de modo asfixiante e incontornável pela moral burguesa da sociedade açoriana das primeiras décadas dos século XX.

 

“Mau Tempo No Canal” é o romance de Vitorino Nemésio que figurará na história literária portuguesa como um dos mais completos e conseguidos, mas também é aquele que da insularidade dos Açores nos eleva à prisão da ilha de todo o Homem, com os seus universais medos, paixões, entusiasmos e angústias. 

 

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Francisco José Viegas |

 

Há livros que resumem vidas inteiras. E há livros que nos devolvem fragmentos da nossa própria vida – pedaços que já tínhamos perdido sem esperança de os reencontrar – mesmo aqueles que já tínhamos esquecido.

 

De cada vez que penso “nisso”, penso também nos lugares onde fui feliz com os livros e, de entre esses dois lugares, elejo dois: o Douro, no Verão quente à beira do rio; e numa das mais belas bibliotecas que visitei na infância: uma carrinha Citroen da Fundação Calouste Gulbenkian que, às quartas-feiras, religiosamente, estacionava no largo principal da aldeia onde eu passava férias (no Douro, o centro do meu mundo de então) e se enchia de gente que procurava uma água invisível para matar aquela sede feita de Verão, calor, preguiça, e imaginação.

 

Digo “imaginação” de propósito, porque não é possível falar de livros e de bibliotecas sem essa palavra, ou sem a palavra “sonhos”. Os livros são como os próprios sonhos: se se recordam é porque são realmente importantes. E se são realmente importantes é porque, de alguma forma, transformaram a nossa vida, ou perturbaram-na, ou tocaram-na em algum lugar.

 

Pouco há a escrever sobre uma biblioteca onde estão todas as palavras que poderíamos utilizar para a descrever e para a comentar – alinhadas em temas, em corredores onde o silêncio ou a penumbra, a luz ou o rumor do divertimento habitam como se fosse a sua casa. A biblioteca não é, por isso, apenas a casa do livro. Todas as imagens do mundo, do sonho, do riso, do medo, da dor, estão ali, abrigadas e aguardando a oportunidade de visitar quem as visita, folheando um livro, ignorando uma página em detrimento de outra, fechando um capítulo da consulta aos livros, que é como quem diz, da consulta ao mundo.

 

Dir-se-á que, provavelmente, o livro não traz a felicidade. Mas, também provavelmente, a imagem de felicidade que fomos construindo vem nos livros – e há-de ter um livro por perto. Um livro por onde copiar seja o que for.

 

Já se disse que a felicidade é um produto da nossa imaginação e da nossa cultura. Mas é nos livros que mais se fala dela – como um estado de espírito, uma ausência e um enigma. E dado que é na biblioteca que os livros se encontram (e em nossa casa, claro, e em qualquer lado, em qualquer lugar onde quisermos que eles estejam), é talvez aí que melhor se reconhece a perfeição e a imperfeição do mundo – a ideia ou o esquecimento da felicidade.

 

NEM SEMPRE É FÁCIL PENSAR UMA BIBLIOTECA: o que ela deve ter, o que ela deve oferecer, o que ela deve esquecer. É este, penso eu, um dos objetivos da biblioteca: fazer esquecer alguma coisa (o lembrar alguma coisa é objetivo comum, não vale a pena falarmos disso – deriva da ideia da biblioteca como grande reservatório do mundo), fazer-nos passear entre as estantes, esquecendo que o mundo está lá fora e que este mundo, o dos corredores repletos de livros, o das páginas revisitadas por prazer ou por obrigação, ou só por curiosidade, é que é o mundo verdadeiro. A vida eterna.

 

Falando sinceramente, a vida que vem nos livros é que é a verdadeira; foi nos livros que, pela primeira vez, ouvimos falar de amor; o primeiro gesto de renúncia, ou de medo, ou de alegria, aprende-se num livro, num fragmento de aventura ou de uma história escutada de dentro de um livro – esse instrumento afinadíssimo para escutarmos as grandes vozes, as que sussurram e as que gritam, as que vêm de longe para lembrar a distância que nos separa ou aproxima da felicidade, ou as que estão tão perto que apenas um levíssimo rumor basta para se tornarem mais reais.

 

Poderíamos repetir Lawrence Durrell (de Justine, do seu quarteto de Alexandria): podemos amar alguém, ou sofrer por alguém – ou, em alternativa, fazer literatura, isto é, escutar as vozes do mundo.

 

E, se falamos em felicidade, falamos também de perdição – ou seja, do direito, impossível de negar a um leitor, de se perder na magnífica contemplação de um título, de um parágrafo, sempre ao acaso das circunstâncias que o levaram por este ou por aquele atalho. É assim, também, que um geógrafo amador persegue a textura dos solos, o contraste das paisagens, a contiguidade ou fragmentação do povoamento: seguindo ao acaso pelo mapa, anotando isto ou aquilo na sua memória, voltando a ela quando vem a propósito.

 

COMO NOS SONHOS, PORTANTO. Ou seja: deixando que as coisas aconteçam por dentro, que é o sítio onde tudo de importante acontece.

 

Provavelmente, dirão que esta visão do pequeno universo das bibliotecas é demasiado benévola e, também, «poética» em excesso. Mas não há outra forma de ver o assunto. A vida é demasiado séria – demasiado fugaz também, para que a levemos muito a sério, como seres cabisbaixos que recusam o enternecimento e o riso só porque se sabe (de antemão, claro que sim) que a vida é pesada o suficiente para nos entristecer. Não há outra forma de ver o assunto: as bibliotecas são ilhas, pequenos continentes onde a fantasia ainda é possível e desejada.

 

O importante é que, precisamente por isso tudo, as bibliotecas sejam focos de resistência. Eu explico: hoje em dia, só se pode ser feliz através dos sonhos – são o espaço de liberdade que nos resta, liberdade absoluta, possibilidade absoluta. Como os sonhos passam para os livros, eu não sei nem posso explicar, senão pelo acaso de aos livros ser possível recuperar aquilo que não se diz de outra forma. Com um livro nas mãos somos livres bem lá por dentro. Deve ser impressão minha, mas os livros acabam por ser a melhor escola de liberdade: em primeiro lugar, ensinam-nos a propriedade coletiva (mas não coerciva) dos sonhos; ensinam-nos que um sonho é partilhável e, por isso, o que vem num livro não diz respeito apenas a um leitor; ensinam-nos que o que vem num livro (os sonhos, as explicações, as interrogações, as perplexidades) já uniu outros sonhos a outros sonhos, outras explicações a outras explicações, outras interrogações a outras interrogações, outras perplexidades a outras perplexidades; ensinam-nos que a verdadeira felicidade só existe porque vem descrita nos livros – e, se vem nos livros, é porque os livros a copiaram de algum lado. É bom saber isso, que a felicidade existe em algum lado. De contrário, não tínhamos razões para procurar.

 

E quando se aproxima o Verão, quando a Primavera chega e transporta consigo esse desejo enorme de preguiça, sesta a meio da tarde, eu lembro-me do Douro e da meia centena de vezes que li “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós – e lembro-me dessa biblioteca ingénua e inocente onde, às quartas-feiras pelo fim da tarde, a minha tia me levava para escolher alguns livros que nunca chegavam para uma semana de felicidade.

 

Adaptado do português do Brasil.

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Educa RTP | Dossiê Agostinho da Silva |

 

O pensamento de Agostinho da Silva

Agostinho da Silva é apontado como um dos grandes pensadores portugueses, mas foi também poeta, ensaísta e, acima de tudo, um amante da liberdade. Conheça a forma como este homem olhava para a vida...

Contexto

Nascido em 13 de Fevereiro de 1906 e logo aos 16 anos começou a colaborar no Jornal “Comércio do Porto”. Com 22 anos terminou o curso de Filologia Clássica da Faculdade de Letras do Porto com 20 valores e, um ano depois, doutorou-se com a mesma classificação.

Foi bolseiro em Paris, colaborador da revista Seara Nova, e em 1935, foi impedido de continuar a lecionar no ensino público depois de se recusar a assinar uma declaração pública sobre Associações secretas.

Dedica-se durante algum tempo ao ensino privado, mas depressa se dedica à realização de conferências e a projeto editorial onde se podem encontrar nomes sonantes daquela geração.

Em 1944, e depois de ter estado preso no Aljube, resolve abandonar o país em direção ao Brasil, onde vai desenvolver vasta atividade durante as décadas seguintes ligado à investigação e ao ensino universitário. Em 1960 foi mesmo conselheiro do presidente da república brasileira Januário Quadros.

A chegada da ditadura militar veio colocar a sua situação em perigo e, aproveitando o período marcelista resolve regressar a Portugal onde vai insistir na sua mensagem libertária até à sua morte que ocorreu em 1994.

 

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Charles Darwin

12.02.17

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 De Rerum Natura | por José Cerca de Oliveira |

 

Nascido em 1809, Charles Darwin tornou-se uma das mais proeminentes referências científicas de todos os tempos; hoje seria o seu 208º aniversário.

 

Contrariamente ao que é geralmente pensado, o tópico da «transmutação» dos organismos já andava nos círculos científicos da época. O avô do famoso Darwin, Erasmus Darwin, membro da «Lunar Society» (um dos mais famosos ciclos de discussão científica do século XVIII) retrata este controverso tópico na sua obra “The Botanical Garden”. Entre outras figuras mais ou menos esquecidas pela história destaca-se o curador de invertebrados do Muséum National d'Histoire Naturelle de Paris, também conhecido por cunhar o termo «biologia», o famoso Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, ou Chavelier de Lamark. O feito que destaca os nomes de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, este último co-descobridor da teoria da selecção natural, na história é a sugestão de um mecanismo para a «transmutação» – a selecção natural.

 

Darwin e Wallace sugeriram que os organismos melhor adaptados reproduzir-se-iam mais, passando assim as suas características à próxima geração. Em contrapartida, organismos pouco adaptados reproduzir-se-iam menos (morrendo em idades mais juvenis ou esforçando-se e gastando mais recursos em actividades básicas) e as suas características seriam purgadas das espécies com o passar do tempo. A ideia para este mecanismo parece ter surgido independente a ambos os investigadores – a Darwin como resultado da sua viagem (e leituras durante ela) pelo globo a bordo do HMS Beagle; e a Wallace através de um delírio febril no meio de uma floresta tropical (nota: Wallace enviou o seu manuscrito a Darwin antes de publicar e alguns historiadores sugerem a possibilidade de Darwin se ter aproveitado de algumas ideias). No dia 1 de Junho de 1858 ambos leem um manuscrito conjunto numa reunião da Linnean Society “On the Tendency of Species to form Varieties; and on the Perpetuation of Varieties and Species by Natural Means of Selection”. Quis a história reconhecer Darwin pela publicação da “On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life” (título completo). Esta obra reúne, num argumento de mais de 500 páginas, uma argumentação estruturada a favor da ideia de selecção natural, descrevendo de experiências conduzidas por Darwin ao longo de 20 anos e ideias suas em torno dos fósseis, selecção artificial, deriva de continentes, ocorrência de subespécies e variedades, padrão de desenvolvimento, hibridização de espécies, entre outros tópicos. Em 1870 Darwin escreve a Wallace que poucas coisas o deixaram mais satisfeito do que a amizade entre os dois, pois nunca nenhum havia sentido inveja, apesar de um certo sentido de rivalidade. (...)

 

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Tzvetan Todorov

08.02.17

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 El PaísTzvetan Todorov, na sua casa de Paris. /ERIC HADJ | Público | por Luís Miguel Queirós |

 

Tzvetan Todorov (1939-2017): dos estudos literários à filosofia moral

 

Foi um dos mais influentes intelectuais europeus contemporâneos. Morreu esta terça-feira em Paris, aos 77 anos, deixando um novo livro pronto a publicar.

 

O filósofo francês de origem búlgara Tzvetan Todorov, um dos mais influentes intelectuais europeus contemporâneos, morreu em Paris na madrugada desta terça-feira, aos 77 anos, de complicações resultantes de uma doença neurodegenerativa. Deixa inédito o seu mais recente livro – Le triomphe de l’artiste –, que ainda teve tempo de concluir e que deverá ser lançado em Março.

Nascido em Sofia em 1939, filho de um professor universitário e de uma bibliotecária, Todorov formou-se em Filologia ainda na capital búlgara, mas emigrou em 1963 para França, tendo obtido a nacionalidade francesa em 1973. Doutorado na Universidade de Paris com uma tese orientada por Roland Barthes, depois publicada com o título Literatura e Significação (1967), começou a trabalhar em 1968 no Centre National de la Recherche Scientifique, onde fundou e dirigiu nos anos 80 o Centro de Investigação das Artes e da Linguagem.

 

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 Público | por Luísa Soares de Oliveira |

 

Amadeo, uma história tão portuguesa

A recriação da exposição de 1916 de Amadeo de Sousa-Cardozo chega a Lisboa.

 

Passaram cem anos. Mudaram as mentalidades, os hábitos visuais, os gostos, os paradigmas artísticos, e a própria definição do que a arte é. E talvez por isso Raquel Henriques da Silva e Marta Soares, historiadoras da arte, tenham decidido recriar na medida do possível a exposição que Amadeo de Souza-Cardoso fez em 1916 no Porto, primeiro, nos jardins de Passos Manuel, e em Lisboa, mais tarde, nas instalações da Liga Naval. Como nessa altura, a exposição que vemos hoje começou no Porto, embora no Museu de Soares dos Reis. Vem agora para Lisboa para ser mostrada nos novos espaços do Museu do Chiado, a pouco mais de 500 metros de onde inicialmente esteve, no Palácio do Calhariz, em frente ao elevador da Bica. (...)

 

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Almada Negreiros

02.02.17

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 Observador | por Rita Cipriano |

 

Os olhos de Almada não eram dele, eram da Modernidade

 

Quase 25 anos depois da última grande exposição, o nome de Almada Negreiros vai voltar a forrar as paredes da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Fomos espreitar os últimos preparativos.

 

1 O menino d’olhos de gigante
2 O Almada do humor, o Almada do cinema
3 “Lá vem a nau catrineta, que tem muito para contar…”
4 Uma maneira de ser moderno
5 Celebrar Almada fora de portas

 

Foi há quase 25 anos que a Fundação Calouste Gulbenkian recebeu a última grande exposição dedicada a José de Almada Negreiros, poeta, pintor, performer, “futurista e tudo”. Foi por este motivo que “surgiu esta vontade” de montar uma nova mostra antológica, que mostrasse o artista nas suas mais variadas vertentes. José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno será inaugurada já no próximo dia 3 de fevereiro e apresentará ao público mais de 400 obras, muitas delas inéditas.

 

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Ferreira de Castro, por José Hermano Saraiva

 

No cenário da Casa-Museu Ferreira de Castro em Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, o professor José Hermano Saraiva fala da vida e da obra do autor de "A Selva", um dos mais traduzidos romancistas portugueses.

 

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