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Documentário “David Mourão-Ferreira - Duvidávida” emitido na RTP 2 por Panavideo no Vimeo.

 

”Duvidávida”, um documentário sobre a vida e obra de David Mourão-Ferreira, emitido na RTP2.

Poeta, ficcionista, ensaísta, professor, divulgador, tradutor e dramaturgo. Este documentário dá a conhecer passagens da sua vida, episódios caricatos, outros dramáticos, testemunhos de quem o conheceu de muito perto e testemunhos de quem, com a distância necessária, consegue avaliar a dimensão da sua obra… múltiplos retratos de um homem que, acima de tudo, amava a vida. Como ele próprio escreveu “Que dúvida Que dívida Que dádiva/ Que duvidávida afinal a vida”.


Com testemunhos de Vasco Graça Moura, João Lobo Antunes, Urbano Tavares Rodrigues, Eugénio Lisboa, Maria Barroso, entre outros.

 

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Aquilino Ribeiro

27.05.17

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Aquilino Ribeiro (1885-1963), é um dos maiores escritores portugueses do século XX.

 

Nascido em 1885, em Sernancelhe, Aquilino Ribeiro é criado no ambiente bucólico e modesto de uma aldeia beirã. De lá saiu para o seminário em Beja, de onde foi expulso por falta de vocação, para se fazer depois cosmopolita em Paris e em Berlim, cidades de exílio. Mais tarde firmou residência em Lisboa, onde foi professor no liceu Camões e diretor da Biblioteca Nacional. Mas até ao ano da morte em 1963, há de regressar sempre a Soutosa, tanto na vida como nos livros.

 

A extensa bibliografia, com mais de setenta títulos, é uma viagem pelas terras da Beira, uma espécie de “Geografia Sentimental” (1951), em que retrata o mundo rural, nos seus costumes, lendas e regionalismos. Entre a Beira e o modernismo de Paris, escreve o primeiro livro, “Jardim das Tormentas”, contextualizado nesta peça pelo escritor Rui Lage.

 

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Helder Macedo

13.04.17

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 Revista Caliban | foto: Helder Macedo, em Praga | por Maria João Cantinho 

 

“Contemporâneos são todos aqueles com quem vivemos” (entrevista)

 

Poeta, romancista, ensaísta, estudioso da literatura portuguesa desde a Idade Média ao século XX, Helder Macedo ocupou a cátedra Camões, na prestigiada universidade King’s College entre 1982 e 2004. Ainda é, actualmente, Emeritus Professor of Portuguese no King’s College. Trata familiarmente e sem pompa autores como Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, Camões, António Vieira, Cesário Verde, Pessoa, entre outros. Brilhante conversador, irreverente, de espírito vivaz e extraordinário sentido de humor, ei-lo aqui connosco, para conversar sobre o seu último livro, Camões e outros Contemporâneos, editado recentemente pela Presença. Leia aqui o texto de Hugo Pinto Santos sobre a obra.

O seu livro levou-me para o conceito de contemporâneo, tal como Agamben o defende naquele pequeno ensaio intitulado “O que é um contemporâneo”. Uma das definições que ele dá do contemporâneo é a de que ele é o que «fracturou as vértebras do seu tempo» e transformou a fractura numa forma de abertura que liga os tempos e estabelece entre eles a sua ligação. Camões é, nesse sentido, um contemporâneo? Porquê?

(...)

 

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 Velho Critério | por Afonso Reis Cabral | fevereiro de 2015 |

 

A urgência da cultura (entrevista)

 

Devo dizer que eu tive muita pena de deixar a matemática.

...

A perda de valores é comparável à do nosso tempo. Muito comparável.

...

Eu creio que posso responder-lhe simplesmente com uma frase de Cícero: «Quem não sabe história é sempre criança».

...

Eu não gosto de traduzir.

 

***

 

Maria Helena da Rocha Pereira é a mais famosa autoridade de estudos clássicos em Portugal. Formada em Filologia Clássica, tendo ainda ingressado em Oxford para especializar os seus estudos, foi a primeira mulher doutorada pela Universidade de Coimbra, em 1957. Não há nenhum aluno que não conheça, pelo menos, a antologia Hélade. Traduziu os grandes autores, mas confessa o seu gosto particular por Platão, Píndaro, os tragediógrafos gregos, Cícero, entre outros.

 

Recebeu-me na sua casa, em Coimbra. A arrumação metódica emparceirava com a disposição dos livros, que forravam todo o escritório. Várias distinções académicas e a lembrança de velhas amizades, como comprova uma fotografia de Eugénio de Andrade. Não podia faltar a gravura ocasional de um mocho.

 

A conversa girou à volta dos seus feitos académicos e de algumas questões da actualidade. O mote foi deixar falar quem tem experiência. Maria Helena da Rocha Pereira concordou de imediato, e com simpatia, em ceder esta entrevista. (...)

 

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 Expresso | por Margarida Mota | 1927-2014 |

 

 

Vão ser anos de solidão

 

Nasceu na Colômbia e morreu no México. Gabriel García Márquez, Nobel da Literatura em 1982, sofria de problemas respiratórios há vários anos. Esta quinta-feira, aos 87 anos, já não resistiu. Vão ser anos de solidão: não haverá mais livros novos dele para nos acompanhar. Como não houve nos últimos 10 anos. 

Em março, Gabriel García Márquez tinha estado hospitalizado durante nove dias, na sequência de uma infeção pulmonar e problemas urinários. Estava convalescente em casa desde 8 de abril.

Tratado carinhosamente por "Gabo", ultrapassou um cancro linfático, diagnosticado em 1999. Segundo o jornal colombiano "El Nuevo Siglo", a última aparição pública foi a 6 de março, data do seu aniversário. Assomou à porta de casa, na cidade do México, para saudar admiradores e jornalistas. Segundo o jornal colombiano "El Nuevo Siglo", recebeu flores e pastéis e cantou com os repórteres que o visitavam. (...)

 

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Alexandre Herculano de Carvalho Araújo (1810-1877) foi poeta, romancista, historiador e ensaísta. Atravessa a sua obra uma profunda coerência, seguindo um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho mas também a sua vida.


Impedido por razões económicas de frequentar a faculdade, aprendeu os rudimentos da investigação histórica ao preparar-se para ingressar o funcionalismo. Com 18 anos, manifestava-se já a vocação literária, aprendendo o francês e o alemão e lendo românticos estrangeiros. Inicia-se nas tertúlias literárias pela mão da duquesa de Alorna, que reconheceria como uma das suas mentoras.

 

Por razões políticas, exila-se, primeiro em Inglaterra e depois em França. Aqui, familiariza-se com a obra de historiadores, lendo os que seriam os seus modelos literários, como Chateaubriand ou Lamennais.

 

Em 1832, depois de participar no desembarque das tropas liberais no Mindelo e na defesa do Porto, é nomeado nesta cidade segundo-bibliotecário e apontado como organizador dos arquivos da biblioteca. Publica, em 1834 e 1835 importantes artigos de teorização literária na revista “Repositório Literário”, do Porto. Em discordância com o governo setembrista, demite-se em 1836 e, já em Lisboa, dirige a mais importante revista literária do Romantismo português: “O Panorama”. Em 1839 aceita o convite de D. Fernando para dirigir as bibliotecas reais da Ajuda e das Necessidades, levando os seus trabalhos de investigação histórica à publicação dos quatro volumes da “História de Portugal”, nas duas décadas seguintes. (...)

 

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Bocage

01.03.17

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 por Diogo Vaz Pinto | jornal SOL | Bocage em painel de azulejo, por Louro de Almeida e Rogério Chora (1979), na entrada do Centro Comercial Bonfim (Setúbal) |

 

Bocage: Sobreviver à Lenda
 

Em grande medida a figura lendária de Bocage trai a sua memória. As fábulas e anedotas que dele se contam deixam de fora o génio dos seus versos, lembram o boémio inveterado que ele certamente foi, mas esquecem a sensibilidade feroz que embaraçou os poderosos e que fez mais deste país

 

Se a lenda o imortalizou não é menos certo que dele fez o que quis, e tantos escritores de pouco talento se valeram do seu prestígio e algum lucro tiraram, atribuindo-lhe ou fazendo dele o protagonista de todo um anedotário popular poucas vezes inspirado e tantas grosseiro. As gerações sucediam-se e a biografia de Bocage foi ficando soterrada por fábulas de um género soez, por historietas sem graça e facécias de almanaque barato. Mas se «em torno do seu nome chegou a formar-se uma atmosfera de depravação e de escândalo», levando a que os versos bocagianos a dada altura fossem sinónimo de uma «literatura de sal grosso e bafio nauseante, florilégio de lama», como recordou Carlos Jaca num excelente e longo artigo publicado em sucessivas edições do Diário do Minho, em 2005, talvez a tudo isso tenha sobrevivido o talento que o fazia destacar-se e um gosto pela transgressão. (...)

 

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Cesário Verde

25.02.17

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 Ensina RTP |

 

Fernando Pessoa chamou-lhe mestre, apesar de Cesário ter deixado apenas uma obra, colectânea de uma série de poemas dispersos. Poeta que fugiu aos cânones da sua época, escreveu sobre temas mundanos, o que foi mal recebido pela crítica.

 

Cesário Verde estreou-se na poesia em 1873. Trazia com ele novas palavras, novas imagens e uma nova adjetivação que desafiava as regras do romantismo. Queriam-se sonetos em vez de quadras, sentimentos em vez de realismo. A crítica ignorava-o, muitos dos seus poemas nem sequer tinham espaço editorial. Incompreendido, era apenas o senhor Verde, empregado do comércio. O seu único livro foi editado após a sua morte, aos 31 anos.

 

Porque é que o «poeta dos poetas» foi tão completamente ignorado? A resposta a esta pergunta está neste excerto da série “Grandes Livros”.

 

 

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 DGLAB |

 

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um dos escritores mais profícuos do segundo Romantismo português. Poeta, panfletário, polemista, prefaciador, crítico, tradutor, romancista, dramaturgo, bibliografo, historiador, cultor de todos os géneros, o conjunto da sua obra literária é o mais vasto e diversificado de todo o século dezanove. No romance, género que mais versou (publicou cinquenta e quatro romances), Camilo escreveu na fronteira entre o idealismo romântico (mas já, de certo modo, sob a influência da corrente realista) e a tentativa de alcançar a estética da geração naturalista, primeiro na forma de pastiche estilístico, mais tarde como adesão (embora reactiva) ao movimento de que, no íntimo, desdenhava.

Nascido em Lisboa, cedo ficou órfão e passou a viver em Vila Real de Trás-os-Montes com a irmã, mais velha, e uma tia paterna. Depois do casamento da irmã, vai viver com ela para Vilarinho da Samardã onde o irmão do cunhado, o padre António José de Azevedo, o iniciou nos primeiros estudos. A vida aldeã e as recordações de infância perpassam pelas suas narrativas, todas elas, de uma forma ou outra, dotadas de um cunho autobiográfico ou do relato ficcionado de incidentes a que o escritor assistiu ou lhe foram narrados pelos próprios protagonistas. (...)

 

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Raul Brandão

21.02.17

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 Um site para comemorar 150 anos |

 

Jornalista, militar e autor de obras que vão do romance ao teatro, Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, em 1867, numa família de pescadores. A meninice e o liceu foram vividos no Porto, antes de o autor de Húmus fazer uma breve passagem pelo Curso Superior de Letras. O gosto pela literatura, que despontara na juventude, acompanhou-o sempre, mesmo nos anos da Escola do Exército. É em 1896 que o alferes Brandão chega a Guimarães, concelho onde construirá a Casa do Alto, na freguesia de Nespereira, palco da criação de algumas das suas obras mais importantes. O berço da nação serviu também como pano de fundo da história de amor da sua vida: Maria Angelina, com quem se casou um ano depois, ali nascera e crescera.

 

Raul Brandão escreveu para vários jornais e revistas, tendo sido um prolífico escritor de prosa, dentro e fora das páginas dos muitos livros que publicou. Reformado da carreira militar em 1912, fez parte do grupo dos Nefelibatas, encetou a redação das suas memórias e não terminaria a vida sem deixar também — a meias com a esposa e companheira devotada — uma marca indelével na literatura infantil. Portugal Pequenino, título que deu às aventuras de dois gaiatos pelos céus e terras nacionais, é o retrato do amor pelas coisas simples, sinceras e perenes da humanidade e do seu país, onde sempre será lembrado como um grande homem, antes do epíteto irrefutável de grande escritor.

 

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