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E o Nobel regressou ao romance | por Isabel Lucas, Público

 

Evitando a polémica dos últimos dois anos, a Academia Sueca deu o prémio a um escritor de romances. Kazuo Ishiguro não gera paixões mas sossega quem acha que o Nobel andava a negar o cânone: é um inglês tranquilo que transporta a tradição para uma literatura que quer arriscar.

 

É o regresso ao romance. Constatação óbvia depois de ouvir o nome do inglês Kazuo Ishiguro como vencedor do Nobel da Literatura de 2017. Depois da jornalista bielorussa Svetlana Alexievich, em 2015, e do músico norte-americano Bob Dylan, em 2016. Não é literatura, é jornalismo, ouviu-se sobre a primeira. Não é literatura, são letras de canções, escutou-se sobre o segundo, com o mundo literário a dividir-se sobre se se poderá considerar poesia o que Dylan escreve. Quem gosta de apostar assegurou que 2017 seria o ano do regresso ao romance canónico com a atribuição do Nobel a um nome inquestionável. Não há dúvida: ao escolher Ishiguro, a Academia Sueca premiou um romancista, mas, como ironizou ontem Salman Rushdie, satisfeito com a escolha, ele também toca viola e escreve letras para canções. O Nobel não veio, no entanto, por isso, mas pelos seus "romances de grande força emocional, que revelam o abismo da nossa ilusória sensação de ligação ao mundo", como explicou Sara Danius, secretária permanente da Academia perante uma audiência que reagiu de forma morna, e a desilusão de todos os que antecipavam que este ano o prémio seria para um dos eternos nobelizáveis, como Philip Roth, Joyce Carol Oates, Ismaïl Kadaré, Javier Marías ou António Lobo Antunes. Como se Kazuo Ishiguro não fosse suficientemente sonante para que o Nobel da Literatura recuperasse das polémicas anteriores. (...)

 

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