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Manuel Pinto, professor e investigador do Centro de Estudos Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho e especialista em educação para os media, publicou este Elogio da Rede de Bibliotecas Escolares, no jornal Página 1 da Rádio Renascença:

 

«Portugal não só tem coisas excelentes, como mostra possuir em diversos setores uma capacidade notável de pôr de pé projetos notáveis pelo seu alcance e resultados. É o caso da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), até há três meses dirigida e coordenada pela Dra Teresa Calçada. Nascido em 1996, este projeto cobre hoje todas as escolas dos ensinos básico e secundário e o seu número eleva-se a cerca de 2.400. Por detrás estão mais de meio milhar de docentes qualificados que orientam e animam as bibliotecas, e três dezenas de coordenadores interconcelhios que apoiam o trabalho no terreno, nomeadamente na articulação entre bibliotecas públicas, autarquias e instituições educativas. Esta Rede assenta num novo conceito de biblioteca. Já não o mero depósito de livros, carregado de normas inibidoras do acesso, mas um centro de recursos multimédia agradável, centrado nos leitores jovens e suas necessidades e orientado por uma pedagogia ativa. Muitos livros, naturalmente, mas não só. As revistas, por exemplo, podem ser uma forma de fazer o link de algumas crianças e adolescentes com o universo da leitura para daí partirem para voos mais altos e exigentes. Desde que a RBE nasceu, foi necessário incorporar a revolução digital que em torno da Internet se desenvolveu e expandiu, tornando ainda mais exigente o esforço de formar para múltiplas literacias e para um uso crítico da informação, acessível através de diferentes ecrãs. Porque, como dizia Teresa Calçada numa entrevista à revista Visão, em 2011, “nenhum leitor nasce leitor. E isto é válido tanto para a tecnologia do livro como para a tecnologia digital”. Com a aposentação da primeira coordenadora da RBE, este projeto vive uma fase de expectativa e algum receio. Para continuar a apostar num empreendimento que tem sido dos principais focos e parceiros de dinamização e de enriquecimento da oferta formativa das escolas, precisa de apostar na continuidade da RBE. Uma biblioteca, dizia também Teresa Calçada, não pode ser vista como um luxo, mas como um equipamento tão básico como a cantina, o laboratório ou o pavilhão gimnodesportivo. E, existindo, só faz sentido que exista com qualidade. Para isso precisa verbas para se renovar, carece dos docentes bibliotecários a elas dedicados e da rápida nomeação da nova coordenação da Rede. Uma obra destas demora a erguer, mas num instante se dá cabo dela. Isso não pode acontecer.»

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