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Raul Brandão

21.02.17

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Jornalista, militar e autor de obras que vão do romance ao teatro, Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, em 1867, numa família de pescadores. A meninice e o liceu foram vividos no Porto, antes de o autor de Húmus fazer uma breve passagem pelo Curso Superior de Letras. O gosto pela literatura, que despontara na juventude, acompanhou-o sempre, mesmo nos anos da Escola do Exército. É em 1896 que o alferes Brandão chega a Guimarães, concelho onde construirá a Casa do Alto, na freguesia de Nespereira, palco da criação de algumas das suas obras mais importantes. O berço da nação serviu também como pano de fundo da história de amor da sua vida: Maria Angelina, com quem se casou um ano depois, ali nascera e crescera.

 

Raul Brandão escreveu para vários jornais e revistas, tendo sido um prolífico escritor de prosa, dentro e fora das páginas dos muitos livros que publicou. Reformado da carreira militar em 1912, fez parte do grupo dos Nefelibatas, encetou a redação das suas memórias e não terminaria a vida sem deixar também — a meias com a esposa e companheira devotada — uma marca indelével na literatura infantil. Portugal Pequenino, título que deu às aventuras de dois gaiatos pelos céus e terras nacionais, é o retrato do amor pelas coisas simples, sinceras e perenes da humanidade e do seu país, onde sempre será lembrado como um grande homem, antes do epíteto irrefutável de grande escritor.

 

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Mau tempo no canal

 

"A obra romanesca mais complexa, mais variada, mais densa e mais subtil em toda a nossa história literária", são palavras de David Mourão-Ferreira sobre "Mau Tempo No Canal", de Vitorino Nemésio. O documentário ajuda-nos a perceber porquê.

 

A narrativa, temporalmente situada entre 1917 e 1944, incide sobre Margarida Clark Dulmo, peça de relações amorosas desencontradas e frustradas e nenhuma delas capaz de lhe realizar as ambições existenciais, continuamente vetadas pelo que é socialmente convencionado e imposto de modo asfixiante e incontornável pela moral burguesa da sociedade açoriana das primeiras décadas dos século XX.

 

“Mau Tempo No Canal” é o romance de Vitorino Nemésio que figurará na história literária portuguesa como um dos mais completos e conseguidos, mas também é aquele que da insularidade dos Açores nos eleva à prisão da ilha de todo o Homem, com os seus universais medos, paixões, entusiasmos e angústias. 

 

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http://www.uem.br/acta
ISSN printed: 1983-4675
ISSN on-line: 1983-4683
Doi: 10.4025/actascilangcult.v38i3.31138

 

Diana Navas (1) e Ana Margarida Ramos (2)

(1)Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Rua Monte Alegre, 984, 05014-901, Perdizes, São Paulo, São Paulo, Brasil. (2)Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal. 

 

RESUMO. Este estudo tem como objetivo investigar uma tendência crescente na literatura juvenil contemporânea: o recurso à intertextualidade e a estratégias metaficcionais como forma de complexificação da narrativa, desafiando a linearidade, e de alargamento das leituras possíveis dos textos, potencializando o diálogo com outros textos e, até, outros universos artísticos.

 

Para tal, debruça-se sobre dois romances contemporâneos, um português e um brasileiro, respectivamente: Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz, e A audácia dessa mulher, de Ana Maria Machado. Pretende analisar o modo como esses romances, de evidente cunho metaficcional, retomam textos alheios e com eles, ao mesmo tempo em que revelam ao leitor seu processo de poiesis, encenam o processo de construção ficcional, fazendo do processo de leitura um desafio.

 

Palavras-chave: literatura juvenil, romance contemporâneo, estratégias metaficcionais, intertexto.

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Ferreira de Castro, por José Hermano Saraiva

 

No cenário da Casa-Museu Ferreira de Castro em Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, o professor José Hermano Saraiva fala da vida e da obra do autor de "A Selva", um dos mais traduzidos romancistas portugueses.

 

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Miguel Torga

29.09.16

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Autor de obras como "Os Bichos", "A Criação do Mundo" ou "Os Novos Contos da Montanha", o médico Adolfo Correia da Rocha escolheu outras letras para o seu nome de escritor: Miguel Torga (1907-1995).


Teve o seu berço na aldeia transmontana de São Martinho de Anta, ” a terra onde nasci e de onde verdadeiramente nunca saí”, como escreveu mais tarde.

 

Filho de lavradores, deixou a casa dos pais aos 10 anos para trabalhar e ganhar uns tostões. Foi moço de recados numa casa do Porto, viajou para o Brasil onde passou a adolescência ao serviço do tio, numa fazenda. O tio recompensou-o, quis fazer dele doutor em Coimbra. E assim se fez médico, Adolfo Correia da Rocha, nome de baptismo. (...)

 

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Luís de Camões

28.09.16

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O retrato de Camões por Fernão Gomes, em cópia de Luís de Resende. Este é considerado o mais autêntico retrato do poeta, cujo original, que se perdeu, foi pintado ainda em sua vida.

 

Nasceu em Chaves? Passou por Coimbra? Viveu em Constância? Lutou em Marrocos? Os registos não existem e a genialidade da obra deixa o mito crescer e consolidar-se. Quem foi então Camões, o homem? Que vida terrena teve este deus das letras portuguesas?


Na biografia incessantemente revolvida e pesquisada de Luis de Camões as certezas são muito poucas. A passagem pela Universidade de Coimbra infere-se de uma cultura literária profunda que perpassa a obra escrita e também do parentesco com D. Bento de Camões, que terá sido chanceler na academia.

 

Registos, esses, não os há.  Como não existem os que provem o sítio onde nasceu, as casas onde viveu ou os sítios por onde passou e terá vivido aventuras, mas onde nem sempre, quase nunca, terá sido bem-aventurado. (...)

 

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Florbela Espanca

26.09.16
 

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É ela a poetisa do soneto. Os seus versos falam de amor, de sofrimento, de saudade, de solidão. Florbela Espanca (1894-1930) escreve o primeiro poema aos 8 anos e aos 25 publica o primeiro livro. Chamou-lhe "Livro de Mágoas", afinal a história da sua vida.

 

Começa a fazer versos muito cedo, aos 8 anos, quando “já as coisas da vida me davam vontade de chorar”. Desde menina, Flor Bela de Alma da Conceição Espanca vive de forma intensa e dramática. Serão sempre as emoções, os sentimentos, matéria da sua poesia, escrita intuitiva e reveladora do mais íntimo de si.

Mas esta voz feminina que ousa falar da sensualidade, não é aceite nos mais exigentes círculos literários. As críticas causam-lhe desgosto. No entanto, são muitos os admiradores, os leitores, que se identificam com o seu tom confessional. E o seu génio é confirmado e reconfirmado até hoje, nas sucessivas reedições dos seus livros. O primeiro,”Livro de Mágoas” é publicado em 1919. Quatro anos depois sai “Soror Saudade”, a monja que é para muitos uma espécie de heterónimo. (...)

 

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| André Marques / Observador | por Rita Cipriano |

 

O Nobel da Literatura fechou a primeira noite do FOLIO, o festival literário de Óbidos. Numa entrevista conduzida por José Mário Silva, Naipaul falou do sofrimento que muitas vezes a escrita envolve.

 

“Não sei se era isto que querias saber…”

A resposta foi dada vezes sem conta. Aos 84 anos, V.S. Naipaul não ganhou um novo amor pelas entrevistas, muito pelo contrário. Continua a detestá-las tanto quanto detestava há 59 anos, quando lançou o primeiro livro, The Mystic Masseur. E o jornalista José Mário Silva, a quem coube conduzir a entrevista desta quinta-feira no FOLIO, sabia disso. Sentado na ponta de uma mesa estreita, parecia inseguro e a voz saia-lhe trémula. Não é que tivesse “feito um voto de silêncio” como o pai de Willie Somerset, personagem do romance de Naipaul Uma Vida Pela Metade, que fez questão de lembrar. Não, José Mário Silva estava apenas “sem palavras” por estar perante uma “figura como Vidiadhar Surajprasad Naipaul”.

 

V.S. Naipaul nasceu em 1932 em Trinidad e Tobago. Ansioso por se libertar da prisão que considerava ser a sua própria família, saiu de Trinidad assim que pôde, instalando-se em Inglaterra. Estudou em Oxford e trabalhou como jornalista para a BBC. Foi nos estúdios do canal de televisão que começou a escrever o primeiro livro, The Mystic Masseur, lançado em 1957, quando tinha 25 anos. Foi armado cavaleiro pela Rainha Isabel II em 1999 e recebeu o Prémio Nobel da Literatura dois anos depois, em 2001. Escreveu 30 livros de ficção, não-ficção e ensaios, muitas vezes sobre personagens isoladas, residentes num país que lhes é estranho. (...)

 

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Título: Literatura e Ensino do Português
Autores: José Augusto Cardoso Bernardes
e Rui Afonso Mateus
Revisão de texto: João Pedro George
Design: Inês Sena
Paginação: Guidesign
Impressão e acabamentos: Guide – Artes Gráficas, Lda.
ISBN: 978-989-8662-26-2
Depósito Legal 366 588/13

 

 

A discussão em torno do valor pedagógico da literatura não é um fenómeno novo. Nos últimos tempos, porém, a polémica tem vindo a subir de tom, lançando a dúvida sobre o lugar que as Humanidades, em geral, e a Literatura, em particular, devem ocupar na Escola.

 

Mais do que inventariar causas, este estudo procura sugerir vias para a resolução de um problema que se sente em boa parte dos países europeus. Contrariando as orientações exageradamente especializadas que vêm prevalecendo no domínio do Ensino da língua materna, esta proposta assenta, sobretudo, numa extensão da cultura literária do professor de Português, enquanto transmissor de conhecimentos e de entusiasmos. Finalmente, o livro que agora se publica assenta na certeza de que o contacto com a Literatura, para além dos benefícios que cada aluno dele pode colher em termos de sensibilidade e de maturação pessoal, favorece o cumprimento de um importante desígnio da Escola de hoje: a aprendizagem da cidadania, através da interpretação lúcida e informada dos livros e do mundo.

 

COORDENAÇÃO E AUTORIA

José Cardoso Bernardes e Rui Afonso Mateus

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