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A partir do dia 1 de Março, quarta-feira, MIÚDOS A VOTOS na Rádio Miúdos! Curiosos?


Oiçam em www.radiomiudos.pt, às 9h45, às 15h45 e às 20h15 esta campanha eleitoral!


Iniciativa da Rede de Bibliotecas Escolares e da VISÃO Júnior, com o apoio da Rádio Miúdos!

 

Sigam esta iniciativa também no Facebook: https://www.facebook.com/hashtag/miudosavotos

 

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 Download | 2016 | São Paulo |

 

Em parceria com a Fundação Telefónica Vivo, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou nesta semana (20) o livro “Experiências Avaliativas de Tecnologias Digitais na Educação”. A publicação aborda iniciativas do Brasil, França, Chile, Uruguai e Argentina para medir o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) em projetos pedagógicos.

(...)  

 

 

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Saiba mais sobre os autores do livro em: https://goo.gl/wIOf2j.

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Cesário Verde

25.02.17

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 Ensina RTP |

 

Fernando Pessoa chamou-lhe mestre, apesar de Cesário ter deixado apenas uma obra, colectânea de uma série de poemas dispersos. Poeta que fugiu aos cânones da sua época, escreveu sobre temas mundanos, o que foi mal recebido pela crítica.

 

Cesário Verde estreou-se na poesia em 1873. Trazia com ele novas palavras, novas imagens e uma nova adjetivação que desafiava as regras do romantismo. Queriam-se sonetos em vez de quadras, sentimentos em vez de realismo. A crítica ignorava-o, muitos dos seus poemas nem sequer tinham espaço editorial. Incompreendido, era apenas o senhor Verde, empregado do comércio. O seu único livro foi editado após a sua morte, aos 31 anos.

 

Porque é que o «poeta dos poetas» foi tão completamente ignorado? A resposta a esta pergunta está neste excerto da série “Grandes Livros”.

 

 

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e-Book

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03 e 04 de março | Inscrição obrigatória | Programa | Mais informações |

Biblioteca Municipal de Albergaria-a- Velha

 

Valor(es) da(s) Leitura(s) visa refletir sobre o humanismo e a divulgação de valores no contexto das bibliotecas e de outras estruturas de promoção da leitura. A Filosofia para crianças e jovens, a Biblioterapia e a prática do Mindfulness são alguns dos assuntos que serão abordados no encontro, que conta com a participação de autores, mediadores da leitura e investigadores. Para além da partilha de estudos que são desenvolvidos na área, serão apresentados exemplos de boas práticas,incluindo alguns casos desenvolvidos no Concelho de Albergaria-a-Velha. Na noite de sexta-feira, destaca-se ainda uma tertúlia à volta da filosofia no Espaço Café-Concerto do Cineteatro Alba.

Organização: Município de Albergaria-a-Velha e Rede de Bibliotecas de Albergaria-a-Velha parceria Rede de Bibliotecas Escolares, Centro de Formação da Associação de Escolas dos Concelhos de Aveiro e Albergaria-a-Velha e PNL.

 

Inscrição obrigatória até 27 de fevereiro em https://goo.gl/forms/FXo5xavBwsZdX2953  (INSCRIÇÕES CONDICIONADAS! A sua inscrição ficará em lista de espera. No caso de desistência de algum participante será contactado)

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 Ver cronologia | Ensina RTP |

 

Entre D. Afonso Henriques, que se proclamou rei em 1139, e D. Manuel II, destituído em 1910 após a revolução republicana, Portugal conheceu quatro dinastias em quase 800 anos de história.

 


Conheça os reis e as rainhas de Portugal numa cronologia que assinala também alguns acontecimentos que tiveram impacto no reino. Nesta cronologia assinalamos o período em que viveram e o período em reinaram. Para além das informações básicas existem também, informações complementares em vídeo ou áudio sobre a quase totalidade destes monarcas.

 

Saiba como viveram ou morreram, a forma como chegaram ou perderam o poder e também algumas das intrigas e problemas familiares que marcaram as vidas dos nossos reis.

 

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 DGLAB |

 

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um dos escritores mais profícuos do segundo Romantismo português. Poeta, panfletário, polemista, prefaciador, crítico, tradutor, romancista, dramaturgo, bibliografo, historiador, cultor de todos os géneros, o conjunto da sua obra literária é o mais vasto e diversificado de todo o século dezanove. No romance, género que mais versou (publicou cinquenta e quatro romances), Camilo escreveu na fronteira entre o idealismo romântico (mas já, de certo modo, sob a influência da corrente realista) e a tentativa de alcançar a estética da geração naturalista, primeiro na forma de pastiche estilístico, mais tarde como adesão (embora reactiva) ao movimento de que, no íntimo, desdenhava.

Nascido em Lisboa, cedo ficou órfão e passou a viver em Vila Real de Trás-os-Montes com a irmã, mais velha, e uma tia paterna. Depois do casamento da irmã, vai viver com ela para Vilarinho da Samardã onde o irmão do cunhado, o padre António José de Azevedo, o iniciou nos primeiros estudos. A vida aldeã e as recordações de infância perpassam pelas suas narrativas, todas elas, de uma forma ou outra, dotadas de um cunho autobiográfico ou do relato ficcionado de incidentes a que o escritor assistiu ou lhe foram narrados pelos próprios protagonistas. (...)

 

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Nas escolas que aderiram a esta iniciativa decorre, com grande entusiasmo, a campanha eleitoral. Produz-se material promocional, realizam-se comícios, programas de rádio e televisão, sessões de esclarecimento, debates, peças de teatro, canções, arruadas, ...

 

A VISÃO Júnior fez chegar às escolas materiais de apoio e está a fazer cobertura da campanha, na revista, no site e no Facebook. Em breve a Rádio Miúdos começará a transmitir os tempos de antena.

 

A Comissão Nacional de Eleições, parceira desta iniciativa, esclarece as questões e curiosidades que forem surgindo entre alunos e professores sobre os processos eleitorais, através do endereço miudosavotos@cne.pt, publicando as respostas em www.cne.pt.

 

Toda a informação, bem como as sinopses dos livros que integram as listas estão disponíveis no sítio da Visão Júnior. 

 

As dúvidas estão a ser centralizadas para o endereço miudosavotos@visao.impresa.pt, mas podem também ser colocadas ao Apoio RBE.

 

Siga as publicações no Facebook: https://www.facebook.com/hashtag/miudosavotos

 

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Raul Brandão

21.02.17

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 Um site para comemorar 150 anos |

 

Jornalista, militar e autor de obras que vão do romance ao teatro, Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, em 1867, numa família de pescadores. A meninice e o liceu foram vividos no Porto, antes de o autor de Húmus fazer uma breve passagem pelo Curso Superior de Letras. O gosto pela literatura, que despontara na juventude, acompanhou-o sempre, mesmo nos anos da Escola do Exército. É em 1896 que o alferes Brandão chega a Guimarães, concelho onde construirá a Casa do Alto, na freguesia de Nespereira, palco da criação de algumas das suas obras mais importantes. O berço da nação serviu também como pano de fundo da história de amor da sua vida: Maria Angelina, com quem se casou um ano depois, ali nascera e crescera.

 

Raul Brandão escreveu para vários jornais e revistas, tendo sido um prolífico escritor de prosa, dentro e fora das páginas dos muitos livros que publicou. Reformado da carreira militar em 1912, fez parte do grupo dos Nefelibatas, encetou a redação das suas memórias e não terminaria a vida sem deixar também — a meias com a esposa e companheira devotada — uma marca indelével na literatura infantil. Portugal Pequenino, título que deu às aventuras de dois gaiatos pelos céus e terras nacionais, é o retrato do amor pelas coisas simples, sinceras e perenes da humanidade e do seu país, onde sempre será lembrado como um grande homem, antes do epíteto irrefutável de grande escritor.

 

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Mau tempo no canal

 

"A obra romanesca mais complexa, mais variada, mais densa e mais subtil em toda a nossa história literária", são palavras de David Mourão-Ferreira sobre "Mau Tempo No Canal", de Vitorino Nemésio. O documentário ajuda-nos a perceber porquê.

 

A narrativa, temporalmente situada entre 1917 e 1944, incide sobre Margarida Clark Dulmo, peça de relações amorosas desencontradas e frustradas e nenhuma delas capaz de lhe realizar as ambições existenciais, continuamente vetadas pelo que é socialmente convencionado e imposto de modo asfixiante e incontornável pela moral burguesa da sociedade açoriana das primeiras décadas dos século XX.

 

“Mau Tempo No Canal” é o romance de Vitorino Nemésio que figurará na história literária portuguesa como um dos mais completos e conseguidos, mas também é aquele que da insularidade dos Açores nos eleva à prisão da ilha de todo o Homem, com os seus universais medos, paixões, entusiasmos e angústias. 

 

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Francisco José Viegas |

 

Há livros que resumem vidas inteiras. E há livros que nos devolvem fragmentos da nossa própria vida – pedaços que já tínhamos perdido sem esperança de os reencontrar – mesmo aqueles que já tínhamos esquecido.

 

De cada vez que penso “nisso”, penso também nos lugares onde fui feliz com os livros e, de entre esses dois lugares, elejo dois: o Douro, no Verão quente à beira do rio; e numa das mais belas bibliotecas que visitei na infância: uma carrinha Citroen da Fundação Calouste Gulbenkian que, às quartas-feiras, religiosamente, estacionava no largo principal da aldeia onde eu passava férias (no Douro, o centro do meu mundo de então) e se enchia de gente que procurava uma água invisível para matar aquela sede feita de Verão, calor, preguiça, e imaginação.

 

Digo “imaginação” de propósito, porque não é possível falar de livros e de bibliotecas sem essa palavra, ou sem a palavra “sonhos”. Os livros são como os próprios sonhos: se se recordam é porque são realmente importantes. E se são realmente importantes é porque, de alguma forma, transformaram a nossa vida, ou perturbaram-na, ou tocaram-na em algum lugar.

 

Pouco há a escrever sobre uma biblioteca onde estão todas as palavras que poderíamos utilizar para a descrever e para a comentar – alinhadas em temas, em corredores onde o silêncio ou a penumbra, a luz ou o rumor do divertimento habitam como se fosse a sua casa. A biblioteca não é, por isso, apenas a casa do livro. Todas as imagens do mundo, do sonho, do riso, do medo, da dor, estão ali, abrigadas e aguardando a oportunidade de visitar quem as visita, folheando um livro, ignorando uma página em detrimento de outra, fechando um capítulo da consulta aos livros, que é como quem diz, da consulta ao mundo.

 

Dir-se-á que, provavelmente, o livro não traz a felicidade. Mas, também provavelmente, a imagem de felicidade que fomos construindo vem nos livros – e há-de ter um livro por perto. Um livro por onde copiar seja o que for.

 

Já se disse que a felicidade é um produto da nossa imaginação e da nossa cultura. Mas é nos livros que mais se fala dela – como um estado de espírito, uma ausência e um enigma. E dado que é na biblioteca que os livros se encontram (e em nossa casa, claro, e em qualquer lado, em qualquer lugar onde quisermos que eles estejam), é talvez aí que melhor se reconhece a perfeição e a imperfeição do mundo – a ideia ou o esquecimento da felicidade.

 

NEM SEMPRE É FÁCIL PENSAR UMA BIBLIOTECA: o que ela deve ter, o que ela deve oferecer, o que ela deve esquecer. É este, penso eu, um dos objetivos da biblioteca: fazer esquecer alguma coisa (o lembrar alguma coisa é objetivo comum, não vale a pena falarmos disso – deriva da ideia da biblioteca como grande reservatório do mundo), fazer-nos passear entre as estantes, esquecendo que o mundo está lá fora e que este mundo, o dos corredores repletos de livros, o das páginas revisitadas por prazer ou por obrigação, ou só por curiosidade, é que é o mundo verdadeiro. A vida eterna.

 

Falando sinceramente, a vida que vem nos livros é que é a verdadeira; foi nos livros que, pela primeira vez, ouvimos falar de amor; o primeiro gesto de renúncia, ou de medo, ou de alegria, aprende-se num livro, num fragmento de aventura ou de uma história escutada de dentro de um livro – esse instrumento afinadíssimo para escutarmos as grandes vozes, as que sussurram e as que gritam, as que vêm de longe para lembrar a distância que nos separa ou aproxima da felicidade, ou as que estão tão perto que apenas um levíssimo rumor basta para se tornarem mais reais.

 

Poderíamos repetir Lawrence Durrell (de Justine, do seu quarteto de Alexandria): podemos amar alguém, ou sofrer por alguém – ou, em alternativa, fazer literatura, isto é, escutar as vozes do mundo.

 

E, se falamos em felicidade, falamos também de perdição – ou seja, do direito, impossível de negar a um leitor, de se perder na magnífica contemplação de um título, de um parágrafo, sempre ao acaso das circunstâncias que o levaram por este ou por aquele atalho. É assim, também, que um geógrafo amador persegue a textura dos solos, o contraste das paisagens, a contiguidade ou fragmentação do povoamento: seguindo ao acaso pelo mapa, anotando isto ou aquilo na sua memória, voltando a ela quando vem a propósito.

 

COMO NOS SONHOS, PORTANTO. Ou seja: deixando que as coisas aconteçam por dentro, que é o sítio onde tudo de importante acontece.

 

Provavelmente, dirão que esta visão do pequeno universo das bibliotecas é demasiado benévola e, também, «poética» em excesso. Mas não há outra forma de ver o assunto. A vida é demasiado séria – demasiado fugaz também, para que a levemos muito a sério, como seres cabisbaixos que recusam o enternecimento e o riso só porque se sabe (de antemão, claro que sim) que a vida é pesada o suficiente para nos entristecer. Não há outra forma de ver o assunto: as bibliotecas são ilhas, pequenos continentes onde a fantasia ainda é possível e desejada.

 

O importante é que, precisamente por isso tudo, as bibliotecas sejam focos de resistência. Eu explico: hoje em dia, só se pode ser feliz através dos sonhos – são o espaço de liberdade que nos resta, liberdade absoluta, possibilidade absoluta. Como os sonhos passam para os livros, eu não sei nem posso explicar, senão pelo acaso de aos livros ser possível recuperar aquilo que não se diz de outra forma. Com um livro nas mãos somos livres bem lá por dentro. Deve ser impressão minha, mas os livros acabam por ser a melhor escola de liberdade: em primeiro lugar, ensinam-nos a propriedade coletiva (mas não coerciva) dos sonhos; ensinam-nos que um sonho é partilhável e, por isso, o que vem num livro não diz respeito apenas a um leitor; ensinam-nos que o que vem num livro (os sonhos, as explicações, as interrogações, as perplexidades) já uniu outros sonhos a outros sonhos, outras explicações a outras explicações, outras interrogações a outras interrogações, outras perplexidades a outras perplexidades; ensinam-nos que a verdadeira felicidade só existe porque vem descrita nos livros – e, se vem nos livros, é porque os livros a copiaram de algum lado. É bom saber isso, que a felicidade existe em algum lado. De contrário, não tínhamos razões para procurar.

 

E quando se aproxima o Verão, quando a Primavera chega e transporta consigo esse desejo enorme de preguiça, sesta a meio da tarde, eu lembro-me do Douro e da meia centena de vezes que li “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós – e lembro-me dessa biblioteca ingénua e inocente onde, às quartas-feiras pelo fim da tarde, a minha tia me levava para escolher alguns livros que nunca chegavam para uma semana de felicidade.

 

Adaptado do português do Brasil.

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